Arquivo da categoria: ARTIGOS SOBRE A SAP

A RE(PRODUÇÃO) DO DISPOSITIVO [SINDROME DA] ALIENAÇÃO PARENTAL NO BRASIL

Introdução

Mais de uma década desde a divulgação iniciada em meados dos anos dois mil por associações de pais separados no Brasil sobre a Síndrome da Alienação Parental (SAP), descrita em 1985 por Richard Gardner, é notória a rapidez com que o assunto se difundiu no campo social e, particularmente, no âmbito jurídico, entre as(os) operadoras(es) do Direito, psicólogas(os) e assistentes sociais. A importação acrítica e a divulgação das proposições da(o) psiquiatra norte-americano como verdades únicas e incontestes sobre a SAP, aliadas a uma intensa produção discursiva sobre esse suposto distúrbio infantil no cenário nacional, contribuiu para que, em pouco tempo, fosse criada
a Lei n. 12.318/2010 sobre a dita alienação parental (AP), gerando, assim, um aparente consenso sobre o assunto. Enquanto isso, o conhecimento produzido até então, tanto por pesquisas nacionais quanto internacionais, sobre questões relativas ao rompimento conjugal e
à disputa de guarda de filhos foi notadamente desprezado.
Por meio de pesquisas embasadas em uma perspectiva crítica e genealógica sobre as proposições de Gardner, é possível notar que estas foram constituídas a partir de práticas discursivas que atualizam o histórico consórcio entre Justiça e Psiquiatria. Aliado a isso, no curso do tempo, a difusão das ideias daquele psiquiatra no Brasil vem contribuindo para a (re)produção do dispositivo [síndrome da] alienação parental, o qual, dentre outros aspectos, mescla as noções de conduta, transtorno e problema relacional. Em torno de tal dispositivo expande-se uma rede heterogênea de elementos (livros, cartilhas, campanhas, sites, matérias em jornais, eventos, pesquisas, testes, escalas de avaliação, projetos de leis, leis etc.) que o tornam altamente eficaz no sentido de esquadrinhar, classificar, patologizar e penalizar as relações familiares no contexto do rompimento conjugal.
Tudo isso, cabe notar, sob o argumento da proteção de crianças e dos direitos de genitores/as identificados/as como vítimas de AP (SOUSA, 2010; 2014; 2017). Atualmente, desponta no cenário nacional mais uma extensão desse dispositivo, a organização do movimento de mães que foram acusadas de AP pelos ex-companheiros, após denunciá-los por abuso sexual contra os filhos. Nessas situações, mães e filhos vêm sendo percebidos como vítimas dos homens-pais apontados como abusadores sexuais.
Diante de questionamentos sobre o modo como a Lei n.º 12.318/2010 vem sendo aplicada em situações de intenso litígio conjugal, instituições que atuam na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, assim como órgãos de categoria, vêm sendo instados a se pronunciar sobre o assunto, bem como a orientar os profissionais que lidam com o tema. No caso da Psicologia, destacam-se especialmente os profissionais que atuam no âmbito do Judiciário e da clínica privada, aos quais comumente têm sido endereçadas demandas de avaliação de AP e revelação de abuso sexual infantil.
No presente ensaio, tem-se como objetivo realizar um breve histórico da constituição do dispositivo [síndrome da] alienação parental no Brasil, contribuindo, assim, com reflexões críticas que possam subsidiar o debate necessário sobre um de seus prolongamentos, a Lei n.º 12.318/2010, e sua relação com o tema abuso sexual infantil no contexto do rompimento conjugal.

A SAP e a patologização do litígio conjugal

Em meados da década de 1980, nos Estados Unidos, o psiquiatra Richard Gardner (2001) definiu a Síndrome da Alienação Parental (SAP), a partir de avaliações que fazia em situações de litígio conjugal e disputa de guarda de filhos. Segundo ele, tratava-se de um distúrbio
infantil que se manifestava por meio de uma campanha de difamação que a criança realizava contra um dos genitores, sem que houvesse
justificativa para tanto. A SAP, de acordo com o psiquiatra, era resultado da programação ou “lavagem cerebral”, promovida por um dos
genitores, para que a criança rejeitasse e odiasse o outro responsável, somada à colaboração da própria criança. Assim, o diagnóstico
da SAP seria feito a partir dos sintomas exibidos por esta última. O psiquiatra asseverava ainda que vítimas da SAP na infância manifestariam ao longo da vida dificuldades nas relações sociais e até mesmo distúrbios psiquiátricos.
Quanto aos genitores, Gardner (2001) classificava um como “alienador” e o outro como “alienado”, empregando ainda este termo para se referir a um ou mais filhos que apresentassem os sintomas da síndrome. No que tange ao primeiro, o psiquiatra o descrevia como alguém que não aceitava o fim do casamento, que seria impulsionado por raiva, ciúmes e desejo de vingança em relação ao ex-cônjuge, o que o levaria a alienar os filhos. A princípio, Gardner assinalava que, na maioria dos casos, as mães guardiãs eram as alienadoras. Embora tenha mudado seu ponto de vista posteriormente, vindo a afirmar que tanto mães quanto pais eram alienadores, em grande parte de seus escritos, as genitoras são assim classificadas (SOUSA, 2010). Quanto ao nomeado genitor alienado, segundo o psiquiatra, seria alguém que não teria dado motivos para que os filhos o rejeitassem como, por exemplo, agressões e abusos contra estes.
Para o tratamento da SAP, Gardner (1998) recomendava uma série de medidas judiciais que deveriam ser impostas ao alienador como, por exemplo, perda da guarda, suspensão de contato com os filhos e prisão. O psiquiatra defendia ainda a determinação de tratamento psicoterápico aos demais membros da família. Caso eles não se comprometessem com o tratamento, o terapeuta, mediante autorização do juiz, deveria ameaçá-los com medidas judiciais. Por conta disso, o tratamento indicado por Gardner ficou também conhecido como “terapia da ameaça” (ESCUDERO; AGUILAR; CRUZ, 2008, p. 203).
Importa mencionar que, como a SAP não possuía reconhecimento oficial, um dos grandes objetivos do psiquiatra norte-americano era a inclusão desse suposto distúrbio no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), uma publicação da Associação Americana de Psiquiatria (APA). Para isso, ele se dedicou intensamente à divulgação da SAP, assim como a defendê-la de críticas e polêmicas, ainda que o fizesse basicamente por meio de argumentos supostamente lógicos (SOUSA, 2010). Em que pesem os esforços de Gardner e de seus seguidores, a SAP não foi incluída no DSM-5, publicado em 2013.
Gardner, em seu modelo teórico, desconsiderou os achados de pesquisas realizadas anteriormente sobre divórcio e guarda de filhos e teve como foco unicamente avaliações psicológicas individuais. Desse modo, ele desprezou a complexidade das relações familiares, privilegiando a descrição de sintomas para a classificação de doenças e, por conseguinte, a classificação dos indivíduos. Ele estabeleceu ainda uma abordagem determinista e limitada acerca dos comportamentos e das relações humanas, uma vez que ignorou a singularidade e a capacidade das pessoas de desenvolver suportes em meio a situações de conflito e sofrimento (SOUSA, 2010).
Além de priorizar aspectos individuais psicológicos em suas proposições, como apontado anteriormente, o psiquiatra desconsiderou a
representação construída ao longo do tempo sobre as mães como naturalmente devotadas aos cuidados infantis, e que ainda hoje permanece sendo atualizada em discursos correntes no campo social (BADINTER, 1985). Assim, o fato de algumas mães guardiãs recorrerem ao Judiciário, na tentativa de dificultar ou impedir a convivência entre pais e filhos (OLIVEIRA, 2003), pode ser apreendido como a forma que encontraram de manter preservado um lugar que entenderam como seu, o de cuidado dos filhos.
Comumente, questionamentos e objeções à teoria SAP causam surpresa e até mesmo incredulidade, pois não são raras situações de intenso litígio conjugal em que um ou mais filhos possuem uma forte ligação com um genitor, ao mesmo tempo em que rejeitam de forma exacerbada o outro responsável. Em pesquisas longitudinais desenvolvidas nos Estados Unidos sobre divórcio, Wallerstein e Kelly (1998) e Johnston, Roseby e Kuehnle (2009) citam, por exemplo, a violência contra os filhos e outras dinâmicas relacionais que podem estar presentes nas famílias que vivenciam o divórcio. Como observam estas últimas estudiosas, a teoria unidimensional de Gardner enfoca basicamente o chamado genitor alienador como responsável pela alienação da criança. Contrárias a tal perspectiva, as pesquisadoras compreendem que nos casos em que os filhos revelam intensa animosidade e rejeição a um dos pais, deve-se considerar preocupante o sistema familiar, o qual, como ressaltam, tem suas problemáticas exacerbadas, em grande parte, pelo modelo adversarial que predomina nas cortes de Justiça daquele país.
Ademais, Gardner construiu um modelo teórico acerca de um problema há muito conhecido, especialmente de profissionais que atuam nos juízos de família: as intensas alianças que por vezes se estabelecem entre um dos genitores e os filhos, os quais repudiam ativamente o outro responsável. Seguindo o pensamento de Foucault (2000) de que as práticas sociais produzem não só saberes, mas também novos conceitos e objetos, reflete-se que Gardner, ao avaliar famílias em litígio, não descobriu uma síndrome, mas sim a criou a partir de certas práticas discursivas. Desse modo, ele propôs um saber sobre os indivíduos, a partir do qual diversos comportamentos, por vezes expressos no cenário do divórcio, são enquadrados como sintomas de um distúrbio.
Embora formalmente Gardner não tenha alcançado um de seus maiores objetivos, que era a inclusão da SAP no DSM, pode-se dizer que a rápida difusão de sua teoria, de forma acrítica, tem efetivamente contribuído para uma visão patologizante acerca dos conflitos parentais em situação de disputa de guarda, ao priorizar a busca por distúrbios psicológicos no exame da matéria.
Cabe mencionar que na nova versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID11), publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o termo alienação parental foi indexado à condição QE52 Problema Associado a Interações Interpessoais na Infância. Ou seja, ele foi empregado para nomear uma relação disfuncional entre o cuidador e a criança que pode
causar prejuízos à saúde dos envolvidos, e não um distúrbio mental (Organização Pan-Americana da Saúde, 2018). Sem dúvida, em cenários de intenso conflito entre genitores, não se pode ignorar o sofrimento vivido por todos os envolvidos. Igualmente, compreende-se que não
se devem desprezar os jogos de força e os interesses na apropriação de certos termos ou conceitos, sob pena de se responsabilizar unicamente os indivíduos por problemáticas que são efetivamente sociais.

Os homens-pais e a busca por direitos e/ou punição

No Brasil, o tema SAP foi divulgado, a partir do ano 2006, por associações de pais separados, as quais em grande parte eram compostas por homens-pais não guardiões. Anteriormente, essas associações haviam se dedicado à promoção da guarda compartilhada, que alcançou reconhecimento legal, em 2008, com a promulgação da Lei n.º 11.698. Ainda que carecesse de ampla divulgação e aprofundamento do debate social sobre essa modalidade de guarda, aquelas associações logo se empenharam em promover em todo o país o tema SAP, uma vez que entenderam se tratar de um novo artifício empregado por mães guardiãs para afastar ou excluir os pais da vida dos filhos.
A princípio, tais associações buscaram chamar a atenção, especialmente, dos profissionais que atuavam nos juízos de família para a situação de pais e filhos tidos como alienados. Progressivamente, o assunto ganhou destaque nos meios de comunicação, sendo abordado em documentário, programas televisivos, publicações, eventos etc. (SOUSA; BRITO, 2011).
Diante da comoção social promovida a partir da exibição do sofrimento de pais e filhos vitimados por alienadoras malvadas e vingativas —
como por vezes eram representadas as mães guardiãs —, foi elaborado o Projeto de Lei Federal n.º 4.053/2008 sobre AP com o objetivo de “inibir a alienação parental e os atos que dificultem o efetivo convívio entre a criança e ambos os genitores” (p. 3). Cabe assinalar que o fato de, naquele momento no Brasil, não haver registro de estudos sistematizados sobre a SAP nas áreas da psiquiatria ou da Psicologia, por exemplo, parece não ter despertado a atenção do legislador (SOUSA, 2010). Nota-se ainda que foram desprezados fatores sociais, culturais, legislativos, que ao longo do tempo têm contribuído para a assimetria entre os papéis materno e paterno no que se refere aos cuidados infantis, como já foi mencionado.
Igualmente foram negligenciados os achados de pesquisas realizadas no país sobre divórcio e disputa de guarda de filhos que apontam, dentre outros aspectos, a complexidade que envolve as relações parentais nesse contexto. Por outro lado, no texto de justificativa do PL são reproduzidos trechos de material traduzido de páginas eletrônicas na Internet sobre a SAP e textos publicados por associações de pais, citadas anteriormente.
Desse modo, no Brasil, diferentemente de outros países, as críticas e os questionamentos existentes sobre aquela designada síndrome não eram mencionados, passando-se a ideia de que se tratava de uma verdade inconteste (SOUSA; BRITO, 2011).
O referido PL, notadamente, tinha como objetivo a punição do genitor apontado como alienador. Durante sua tramitação, em 2009, na Câmara Federal dos Deputados, o PL teve substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara que estipulava a pena de detenção de seis meses a dois anos ao genitor que empreendesse a dita AP. Naquele mesmo ano, foi promovida pela Comissão de Constituição de Justiça da Câmara uma audiência sobre o assunto, na qual esteve presente uma jovem que era identificada como vítima de AP praticada pela mãe (CÂMARA NOTÍCIAS, 2009). Após aquela audiência, foi proposto pela relatora, a deputada federal Maria do Rosário, um substitutivo que retirava a previsão de pena de detenção contra o alienador, mas mantinha outras sanções que poderiam ser imputadas pelo julgador (CÂMARA FEDERAL, 2011). Apesar de diversas contrariedades sobre a SAP, da falta de amplo debate social e de pronunciamento de atores ligados aos direitos de crianças e adolescentes sobre o assunto, ao que parece a fala de alguém que se identificava como “vítima de alienação parental” foi fator decisivo no trato da matéria. A lei sobre AP, desse modo, pode ser um bom exemplo de como o destaque conferido à figura da vítima tem contribuído atualmente para a criação de novas leis punitivas, ao mesmo tempo em que são negligenciadas outras problemáticas ligadas à sua condição e o contexto social em que estão inseridas (SOUSA, 2014).

A judicialização hiperbólica

Em agosto de 2010, foi promulgada a Lei n. 12.318 que define o ato de AP como interferência na formação psicológica de crianças e
adolescentes, por parte do adulto responsável pela guarda, para que repudiem o genitor não residente, prejudicando assim a manutenção
dos vínculos com este. Embora não tenha tornado crime a AP, a lei apresenta uma série de medidas que podem ser aplicadas contra o
dito alienador, sem prejuízo da responsabilidade civil ou criminal de acordo com a gravidade do caso. Cabe mencionar que àquela época
houve veto presidencial ao Artigo 10 da lei que previa sanção penal ao genitor que apresentasse falsas denúncias.
A lei citada acima dispõe ainda sobre a atuação de profissionais que compõem as equipes que assessoram os juízos. No que tange às(aos)
psicólogas(os), causa preocupação o fato de a(o) legisladora(or), ao mesmo tempo em que prioriza a avaliação individual na busca por patologias em situações de disputa de guarda de filhos, desconsidera a normativa que rege o exercício da profissão no país, assim como os debates sobre formas de intervenção que não favoreçam o acirramento do conflito entre os genitores (SOUSA; BRITO, 2011; SAMPAIO, 2017).
Nota-se que desde a aprovação da Lei n.º 12.318/2010, a [síndrome da] alienação parental seguiu sendo incorporada pela normativa legal no país. Naquele mesmo ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ, 2010, ), emitiu a Recomendação n.º 33, segundo a qual, para a identificação de “[…] casos de síndrome da alienação parental e outras questões de complexa apuração nos processos inerentes à dinâmica familiar, especialmente no âmbito forense”, deveriam ser submetidos à técnica de inquirição nomeada depoimento especial.
Além disso, o assunto serviu de justificativa para nova proposta de lei em âmbito federal (PL n. 7.569/2014), com o objetivo de reparar
os danos e traumas vividos pelas vítimas da AP — ou seja, filhos e pais supostamente alienados. Em sequência, provavelmente inspirado por
aquela recomendação do CNJ, o Novo Código de Processo Civil, Lei n.º 13.105 de 16 de março de 2015, prevê, no Artigo 699, a participação de especialistas para a tomada de depoimento em processo que “envolver discussão sobre fato relacionado a abuso ou a alienação parental”. Posteriormente, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) emitiu a Recomendação n.º 32 de 5 abril de 2016, na qual, considerando que aquela suposta síndrome frequentemente está presente em ações litigiosas em varas de família, indica a capacitação dos membros dos Ministérios Públicos Estaduais sobre o assunto e esforços no “combate à alienação parental” (2016, p. 3).
Também em 2016, deu entrada na Câmara Federal de Deputados o PL n.º 4.488/2016 com o objetivo de alterar a lei da AP, tornando crime essa considerada conduta. O texto de justificativa do PL dá a entender que, desse modo, se contribuiria para coibir as falsas alegações de abuso sexual infantil no contexto do litígio conjugal. Vale lembrar que, conforme Artigo 2.º daquela lei, as falsas alegações são consideradas uma forma de AP.
Nessa breve cronologia sobre a difusão da [síndrome da] alienação parental pelas instâncias legislativa e jurídica, no Brasil, é indispensável citar a Lei n.º 13.431, aprovada em 4 de abril de 2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e dá outras providências. No Artigo 4.º da nova lei, que entrou em vigor um ano após sua aprovação, o ato de alienação parental, definido nos termos da Lei n.º 12.318/2010, é considerado uma forma de violência psicológica contra crianças e adolescentes.
Com isso, nas situações que aportam às varas de família, com suspeita de [síndrome da] alienação parental, menores de idade poderão ser ouvidos em juízo na forma do denominado depoimento especial. Cabe mencionar que, essa técnica de inquirição tem sido objeto de intensos
debates entre profissionais da Psicologia, do Serviço Social e do Direito (BRITO; PARENTE, 2012). Em recente Nota Técnica, n.º 1/2018, do
Conselho Federal de Psicologia, sobre a Lei n.º 13.431/2017, os profissionais são alertados para o fato de que, em casos de disputa de guarda de filhos, o depoimento especial seria empregado como um recurso rápido e superficial em detrimento dos estudos psicossociais.
Acrescenta-se ainda que, para que os considerados casos de [síndrome da] alienação parental cheguem ao Judiciário, é preciso que as
pessoas assim percebam suas vivências pessoais. Ou seja, a partir da assimilação de enunciados sobre o assunto, elas dão um novo sentido
às suas experiências e sofrimentos, passando então a se identificar como vítimas de um genitor alienador (SOUSA, 2014). Para tanto,
pode-se citar a criação de leis e propostas de leis, como as que foram referidas anteriormente, a confecção e a distribuição de cartilhas informativas sobre o assunto, dentre outras ações. Desse modo, reflete-se que, nos últimos tempos, nossas instituições ao mesmo tempo em
que chamam a atenção para o assunto, têm contribuído para a produção de subjetividades reduzidas à condição de alienado/vítima e alienador/algoz — e, por conseguinte, para mais demandas aos Tribunais de Justiça de todo o país (SOUSA, 2014). A partir do pensamento de
(RIFIOTIS, 2014), pode-se afirmar que, sob o argumento de se identificar os chamados alienadores ou coibir a [síndrome da] alienação
parental, tem se promovido um amplo processo de judicialização da vida, no qual problemáticas que envolvem o divórcio e a guarda de
filhos são endereçadas à Justiça em busca de rápida solução.

O movimento de reação das mães acusadas de AP

Apesar da produção de um aparente consenso em torno da [síndrome da] alienação parental no Brasil, em 2017, veio a público uma
nova polêmica envolvendo o assunto: mães que denunciaram os ex–parceiros por abuso sexual contra os filhos, foram declaradas como
alienadoras por ausência de provas (OLIVEIRA, 2017). Com isso, elas perderam a guarda dos filhos, que foi concedida aos pais com
base na premissa de que “[…] as denúncias não passavam de atos de difamação engendrados por mães vingativas” (CHIAVERINI, 2017,
). Há relatos de mães que, além de perder a guarda dos filhos, teriam sido impedidas de vê-los durante meses. Em texto amplamente
compartilhado nas redes sociais, Cruz (2017) argumenta que alusões à AP estão sendo usadas para encobrir situações de violência intrafamiliar. Como explica a autora, isso estaria servindo de […] “álibi para violadores de mulheres e crianças, deixando vítimas de violações em total desproteção” […] (CRUZ, 2017, ). Outro argumento em defesa das genitoras é o de que, diante da ameaça feita pelos ex-parceiros de acusá-las de AP na Justiça, elas são intimidadas e silenciadas, permanecendo, assim, impotentes diante da suspeita de abuso de seus filhos (NEVES, 2017).
A veiculação do assunto nos meios de comunicação de massa, aliada à criação e organização de grupos nas redes sociais, impulsionou no
país o movimento de reação de mães e profissionais contra as acusações de AP. Assim como ocorrera com o movimento de homens-pais,
abordado anteriormente, não tardaram respostas em âmbito legislativo. Em 2018, em um curto espaço de tempo, entre os meses de maio
e agosto, foram apresentados à Câmara Federal de Deputados quatro novas iniciativas de lei (PL n.º 10.182/18, PL n.º 10.402/18, PL n.º
10.639/18 e PL n.º 10.712) que trazem, dentre outros objetivos, a revisão de artigos, e até mesmo a revogação da lei da AP.
Também nessa vertente, cabe citar Nota Pública, emitida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA, 2018), sobre a Lei n.º 12.318/10. Segundo essa Nota, “já existem previsões legais protetivas e suficientes no que tange aos direitos de
crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária”. Além disso, é ressaltado que a lei da AP “não é oportuna e sequer adequada, pois há dispositivos que ensejam violações graves aos direitos de crianças e adolescentes”. Este é o caso, por exemplo, do inciso VI do Artigo 2.º da Lei n. 12.318/10, o qual relaciona como forma exemplificativa da AP “apresentar a falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente” (BRASIL, 2010). Contudo, como é salientado na Nota, […] “diferentes previsões no Estatuto da Criança e do Adolescente apontam para a obrigatoriedade de comunicar a suspeita de violência, bem como para a responsabilidade compartilhada por proteger direitos e prevenir violações” […]. Diante disso, a referida Nota recomenda a revogação de dispositivos da lei ou seu inteiro teor.
Na atualidade, portanto, despontam questionamentos sobre a Lei n. 12.318/10 e, sobretudo, a referência que faz às falsas alegações,
como citado acima. Cabe lembrar, contudo, que a associação (acrítica e irrefletida) entre as falsas alegações de abuso sexual infantil e a SAP vem sendo feita no país desde a divulgação inicial sobre as ideias Gardner. Como já demonstrado em estudo anterior, enquanto no Brasil alguns asseveravam naquele momento (e ainda hoje) tal associação, em outros países vinham se promovendo intensos debates e posições polarizadas por parte de genitores, profissionais e estudiosos sobre o assunto (SOUSA; AMENDOLA, 2012).
Certamente, no contexto do rompimento conjugal existem situações de abuso sexual contra crianças e adolescentes, como também
de falsas alegações. Especificamente, quanto a estas, não é prudente interpretar de antemão as denúncias feitas por mães guardiãs como
maledicência ou intenção de prejudicar o ex-parceiro. Algumas vezes, essas mães podem ser levadas, por diferentes fatores, a perceber os
sintomas e comportamentos exibidos pela criança como resultado de um possível abuso sexual (SOUSA; AMENDOLA, 2012). Por isso, é fundamental um exame acurado por parte dos profissionais no trato da questão. Contudo, não é demais afirmar que análises cuidadosas sobre a complexidade das relações e dos conflitos familiares, assim como outras possibilidades de intervenção profissional, parecem ceder cada vez mais lugar ao discurso jurídico-penal. Ou seja, em nome da proteção de crianças e adolescentes, bem como da celeridade processual, busca-se exclusivamente identificar e punir um dos genitores — seja como ofensor sexual seja como alienador. Cabe lembrar que, desse modo, também podem se aprofundar discórdias, causando mais sofrimento aos filhos, haja vista que nessas situações eles serão afastados de um dos pais.

Considerações Finais

O modo como até hoje se difunde enunciados sobre o dispositivo [síndrome da] alienação parental no contexto brasileiro, aliado a certa produção de subjetividades sobre o assunto, revela sobremaneira a sua positividade. Dito de outro modo, a partir de uma teoria de
escasso valor científico, da comoção social gerada, de demandas por punição, de uma visão maniqueísta sobre os indivíduos, dentre outros
aspectos, mesclados, por vezes, com argumentos de proteção a crianças e adolescentes, se produziu o que talvez seja um dos mais eficazes
dispositivos de controle social da atualidade.
Considerando alguns dos desdobramentos do referido dispositivo, como a produção incessante de novos casos — ou melhor, de acusações e reações —, de mais demandas ao Judiciário e aos considerados especialistas, entende-se que limitar o debate atual sobre a Lei n.º 12.318/2010 à exposição de argumentos contra ou a favor a sua revogação/modificação, pode contribuir para entrincheirar posições,
assim como reduzir a complexidade das dinâmicas familiares a uma questão exclusivamente de ordem pessoal. Entende-se que, em realidade, é fundamental e urgente um intenso debate sobre a judicialização e patologização das relações humanas e suas interseções com as questões de gênero no contexto atual. E, especialmente, sobre o modo como a Psicologia — não só a designada como jurídica, mas também a clínica — vem respondendo às demandas que lhe são endereçadas sobre [síndrome da] alienação parental.

Analicia Martins de Sousa – “Debatendo sobre alienação parental: diferentes perspectivas” – Pg.80)
(https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Livro-Debatendo-sobre-Alienacao-Parental-Diferentes-Perspectivas.pdf)

COMO COMBATER A FALSA ACUSAÇÃO DE ALIENAÇÃO PARENTAL

Combate a falsas alegações de alienação parental (PAS)
Os abusadores às vezes usam falsas alegações de alienação parental contra o pai protetor para ajudar a desviar das alegações de abuso e virar o jogo contra o pai protetor. Infelizmente, funciona. Portanto, como pai protetor, você precisa ter certeza de que tem evidências para provar que não alienou seu (s) filho (s) do pai abusivo.
Para pais protetores que tentam provar que seus filhos foram abusados ​​sexualmente (ou fisicamente) pela parte contrária em um caso de custódia (a quem me referirei como “o agressor”), uma das coisas mais difíceis para os pais protetores fazerem é permitir que a criança visite o agressor durante a pendência do caso, especialmente se o agressor tiver recebido uma visita não supervisionada enquanto aguarda o julgamento.
Combate a falsas alegações de alienação parental (PAS)
No entanto, é absolutamente crítico seguir as ordens do Tribunal. Se você negar a visitação e for condenado por desacato ao tribunal, poderá correr o risco de perder a custódia de seu filho para o agressor. É igualmente importante parecer encorajar o relacionamento de seu filho com o agressor durante a pendência do caso, porque se você não o fizer, isso será usado contra você. Um dos maiores fatores nos casos de custódia é que os juízes desejam dar a custódia ao pai, que encorajará o relacionamento da criança com o outro pai.
Obviamente, isso parece loucura quando você está convencido de que o outro pai está abusando sexualmente de seu filho, mas você tem que estar sempre atento a isso e realmente fazer coisas que irão provar que você encorajou o relacionamento do filho com o outro pai, apesar do que você acreditam. Quando um pai protetor fala mal do pai abusivo, permite que outros o façam ou faz outras coisas que façam a criança temer ou odiar o agressor, o pai protetor corre o risco de ser rotulado como tendo alienado a criança do outro pai .
Obviamente, um dos fatores mais críticos para provar a alienação dos pais é que a criança realmente expressou ou de outra forma demonstrou ódio ou medo do pai abusivo. Esses casos podem deixar um pai protetor um pouco louco, porque deveria ser perfeitamente normal para uma criança abusada sexualmente temer ou odiar o agressor, mas é mais provável que a criança realmente ame o pai abusivo.
Além disso, se a evidência de alienação for mostrada na avaliação de custódia (psicológica) ou qualquer outra evidência (incluindo o testemunho do próprio abusador) no julgamento, ela será usada contra o pai protetor e poderia funcionar para dar ao agressor a custódia da criança.
Parece loucura fazer coisas boas para o agressor, mas vai ajudá-lo no seu caso e afastar qualquer tentativa dele de dizer que você afastou a criança dele.
Aqui estão algumas maneiras de se certificar de que você tem evidências de que NÃO está alienando seu filho do agressor. Com tudo isso, você precisa tirar fotos dos itens ou fazer cópias deles para guardar como evidência:
Peça à criança que faça presentes e / ou cartões para o agressor (aniversário e feriados).
Certifique-se de que a criança ligue para o agressor pelo menos a cada duas noites, de preferência de um telefone celular, para que você tenha um registro do número chamado.
Por escrito (e-mail está bem) informe o agressor com antecedência sobre todas as consultas regulares com médico e odontológico e conferências de professores, e convide-o (a menos que você tenha uma ordem de restrição de violência doméstica contra ele), e se ele não comparecer, envie lhe um e-mail informando o que aconteceu e o que o médico disse ou recomendou.
Configure e use ourfamilywizard.com como uma ferramenta de comunicação entre você e o agressor.
Faça cópias de todos os boletins escolares, relatórios de progresso, anotações dos professores e exemplos de trabalhos escolares da criança e envie-os ao agressor com uma carta de apresentação dizendo por favor encontre X incluído. Você pode enviar correio dos Estados Unidos com rastreamento para ter uma prova de que foi recebido sem o sinal do destinatário. Guarde cópias de suas cartas e os originais ou cópias dos itens que enviou.
Envie ao agressor fotos da escola, até mesmo algumas extras para sua família, novamente com uma carta de apresentação, e guarde uma cópia para você.
Seja educado e profissional em todas as suas comunicações com o agressor. Lembre-se de que tudo o que você disser pode e será usado contra você. Ele provavelmente está gravando todas as suas ligações.
Não envie comunicações de adultos por meio das crianças – sempre comunique diretamente ao agressor por escrito.

(https://childcustodyattorney.blogspot.com/2008/12/combating-false-allegations-of-parental.html?fbclid=IwAR11q3vwmEbmppLITgl4kc1HVzGxDnjb1ct11gtG4vfgjcsl-IcK2Lol8UI)

OPORTUNISMO NA ALIENAÇÃO PARENTAL (FALSA ACUSAÇÃO DE ALIENAÇÃO PARENTAL)

Segundo Maria Clara Sottomayor, a SAP tem um grande poder de sedução para os Tribunais na medida em que oferece soluções demasiado fáceis e lineares para resolver problemas complexos.9 As crianças têm sentimentos e desejos próprios, sendo a recusa ao convívio um fenômeno multifatorial, não resultando necessariamente de alienação parental.
Neste contexto, um importante aspecto de debate é a permissão legal de decisões cautelares com base em indícios de alienação parental (artigos 4º e 6º), o que denota um caráter intimidador, servindo como barganha ao acusador pela aplicação da teoria da ameaça, que consiste na utilização da lei como ameaça face ao extenso rol punitivo aplicável ao acusado de alienação parental.11 Ou seja, a simples declaração de indícios de alienação parental autoriza, no ordenamento jurídico brasileiro, a aplicação de sanções ao pretenso genitor alienador.
Para Sottomayor, a terapia da ameaça e a transferência da guarda para o genitor que se diz vítima de alienação parental, com base em acusações e presunções de manipulação em face da recusa da criança por aplicação automática da SAP, sem provas rigorosas das circunstâncias do caso concreto, acabam por traumatizar ainda mais as crianças.
A dificuldade probatória, em um sentido ou outro, é evidente, mesmo com auxílio especializado multidisciplinar, com ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, análise do histórico processual e da conduta das partes, não apenas pela complexidade e pela gravidade do que se perquire, mas também pelo prazo legal para elaboração de laudo pericial, de escassos
noventa dias.

3. FALSA ACUSAÇÃO DE ALIENAÇÃO PARENTAL
Ainda que se presuma a boa-fé, nem sempre ela estará presente. É preciso um olhar atento e cauteloso não apenas à postura daquele acusado de alienador, mas ao acusador, dito alienado. A SAP, sem sombra de dúvidas, pode ser invocada com objetivos escusos, inclusive, de mascarar verdadeiros crimes de abuso sexual infantil.

Maria Clara Sottomayor refere que, em Portugal, a alienação parental tem sido suscitada em casos de violência doméstica com a finalidade de imputar uma intenção de afastar os filhos do convívio com o genitor processado criminalmente.
Alguns tribunais têm desvalorizado as alegações de abuso sexual com base na síndrome de alienação parental e, posteriormente, deparam-se com provas contra o progenitor abusador, condenado em processo-crime.
A acusação da prática de alienação parental pode também ter lastro em motivações financeiras, como obtenção de poder de barganha na negociação dos termos do divórcio: guarda dos filhos, pensão alimentícia, partilha de bens etc. Também, pode intencionar a continuidade e o acirramento do litígio como uma forma de manutenção de vínculos ou simplesmente buscar prolongar o andamento do feito, sem qualquer preocupação face à ausência de repercussões quanto ao deslinde negativo da pretensão que não uma simples declaração de improcedência.
A proposição de uma ação desta natureza pode ter um objetivo retaliatório, o backlash 16, visto que o custo emocional e financeiro de suportar uma demanda judicial pode não ser o mesmo para cada uma das partes envolvidas. Ou, ainda, configurar em si uma prática alienadora, como instrumento de exclusão do vínculo parental com o genitor acusado.
É preciso tentar compreender, caso a caso, os motivos pelos quais os filhos estão a rejeitar um dos genitores, analisando inclusive o comportamento do genitor rejeitado.18 Não raro, é o próprio genitor se anula da vida dos filhos, a jurisprudência é farta de casos de abandono filial. E se depois de meses ou anos este genitor reaparece, reivindicando um afeto não construído perante os filhos, não poderá haver uma tendência a acreditar que a mãe tenha de alguma forma alienado? E nas situações em que os genitores estão há anos litigando judicialmente, muitas vezes com incumprimento de determinações judiciais de visitas, será que não haverá de ser fácil alegar uma alienação parental perpetrada pelo ex-cônjuge?
Advogando no Brasil, presenciei de perto um caso exatamente assim. Um casal que há quase uma década litigava judicialmente seu divórcio, no qual o genitor, sem conseguir diferenciar as relações conjugal e parental, foi cada vez mais afastando-se dos filhos, não obstante as reivindicações da exmulher acerca da participação paterna. Não os visitava, não os inseria em sua nova vida, nem se preocupava em cumprir com sua obrigação alimentar. Ao fim do processo, não tendo atingido seus objetivos monetários e esgotados todos os recursos possíveis, este genitor ingressou com uma Ação Declaratória de Alienação Parental contra a ex-mulher. Mais de dois anos de tramitação desta nova ação, toda a família submetida a perícia, os laudos evidenciaram que não havia alienação parental.
Outro exemplo, com consequências trágicas e irreversíveis, é o Caso Joanna, como ficou conhecido no Brasil, ocorrido em 2010 no Rio de Janeiro. A menina Joanna Cardoso Marcenal Rodrigues Marins, de cinco anos de idade, teve a guarda materna revertida em favor do pai com base em uma falsa acusação de alienação parental e um laudo psicológico que, segundo informações, teria sido elaborado sem ouvir Joanna e
membros da família materna.19 Mesmo com registros policiais de agressão por parte do pai e da madrasta, a guarda for revertida
em favor dele, proibidos contatos da mãe com a filha durante 90 dias.Menos de três meses depois, Joanna foi internada, vítima de maus tratos (acusados de tortura o pai e a madrasta), apresentando marcas de queimaduras e hematomas pelo corpo, vindo a falecer.
É preciso considerar dois grupos de falsos acusadores de alienação parental: os delirantes, que realmente acreditam estar sendo alienados; e os maliciosos, que utilizam falsamente tal argumento para obter vantagens no litígio.Em analogia ao que prescreve o art. 3º da Lei 12.318/2010, no caso dos acusadores maliciosos, não parece incorreto aferir que a falsa acusação também pode ferir direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudicando a realização de afeto nas relações parentais e seu grupo familiar, constituindo um abuso moral contra elas e um descumprimento dos deveres decorrentes de tutela ou guarda.
Deve haver muita atenção por parte dos operadores do direito e dos profissionais multidisciplinares envolvidos nestes casos compreensão global do contexto em que a contenda está inserida, para não se cegarem ou deixarem manipular. Ou seja, imperioso detectar se tal consiste em uma suspeita fundada ou de mera manobra processual, uma aventura jurídica proposta levianamente, instrumentalizando os filhos com um objetivo retaliatório, gerando-lhes desnecessariamente sofrimento, instabilidade e ansiedade e imputando-lhes danos ao seu desenvolvimento e danos à relação parental como um todo. A falsa acusação de alienação parental é um claro exemplo de comportamento oportunista.

3.1. ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO E COMPORTAMENTO OPORTUNISTA

A Análise Econômica do Direito representa uma forma de identificar comportamentos, escolhas e tomadas de decisão (suas razões e consequências). Devido à sua forma abordagem, ela está especialmente atenta a oportunismos estratégicos das partes face a eventuais deficiências da tutela jurídica. A tradicional abordagem econômica ao comportamento (à qual aderimos) baseia-se em uma teoria de decisões individuais: a teoria da escolha racional (ou modelo do agente racional), que explica em termos econômicos a forma como as pessoas fazem
escolhas.
Um dos pressupostos centrais do modelo do agente racional é o de que a maioria das pessoas é racional e, portanto, têm um comportamento maximizador, pois a racionalidade exige a maximização.
Outro pressuposto é o de que as pessoas respondem a incentivos, de modo que, se seu entorno mudar de tal forma que elas possam aumentar sua satisfação através de uma alteração comportamental, elas assim o farão.
Um terceiro pressuposto é o de que a interação de agentes maximizadores tende ao equilíbrio (ponto de repouso), que pode ser estável
(mantendo-se a menos que seja abalado por fatores externos) ou instável.
Esta teoria objetiva explorar as implicações da racionalidade maximizadora em todas as áreas da vida: objetivos, satisfações, interesses pessoais etc., o que pode ser resumido no termo utilidade.
Ela permite generalizações acerca do comportamento humano, atribuindo uma linha de conduta previsível segundo a qual, dentre opções disponíveis, a escolha será sempre por aquela que ofereça maior satisfação, dependendo da informação disponível sobre as opções e
consequências e da probabilidade de determinados resultados futuros.
Muito embora o modelo da escolha racional possa ser considerado frágil para descrever decisões individuais, ele permanece como uma válida aproximação de descrição do comportamento humano. Sua aplicação prática pode se extremamente benéfica nas disputas familiares, sobretudo
porque visa à racionalização do conflito (afastando emoções decorrentes de relação desgastada), maximização das vantagens possíveis (ou seja, o bem-estar) e redução dos custos financeiros, temporais emocionais.
Tal ocorre através da ponderação entre custos e benefícios, vantagens e desvantagens, em um contexto de racionalidade limitada e de recursos escassos, que obriga a todos a fazer escolhas levando em consideração o custo de oportunidade face às outras opções que foram preteridas.

3.1.1. USO OPORTUNISTA DO JUDICIÁRIO

Inúmeros países têm vivido uma fortíssima crise de excesso de processos em andamento, vindo a mídia noticiando índices de litigiosidade altíssimos, os quais conduzem a uma crise de ineficiência e morosidade, majorada por demandas oportunistas.
A disparidade econômica entre as partes, no âmbito do processo judicial, representa uma inegável vantagem à que dispõe de maiores recursos, não apenas pela possibilidade de ingressar com uma demanda judicial (ameaça de litígio plausível e efetiva) e suportar os custos da sua longa tramitação, mas também na produção de provas e discussão da causa, apresentando seus argumentos de forma muito mais eficiente.
Não é raro os litigantes aproveitarem a seara judicial para continuar a brigar, buscando o Poder Judiciário não para administrar ou solucionar seu conflito, mas para incrementálo. Estes litigantes buscam uma solução que não é jurídica, utilizando o processo judicial com a finalidade de expor e agredir o outro, fazendo do litígio uma forma de manutenção de vínculos, com desnecessários custos financeiros e emocionais a eles próprios.
Assim, não é raro que novas demandas venham a ser propostas pelas mesmas partes, com base no mesmo conflito ou em questões a ele conexas, sobretudo no âmbito da família.
É necessário que o Judiciário reconheça e combata essa convocação a contracenar e sustentar a perpetuação do litígio, inserido em um contexto de jogo encenado conjuntamente pelas partes com base em motivações conscientes ou inconscientes.

(http://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2018/6/2018_06_0279_0302.pdf)

http://www.cidp.pt/revi…/rjlb/2018/6/2018_06_0279_0302.pdf

PEDOFILIA INTRAFAMILIAR – “MODUS OPERANDI”

Uma mulher com medo, que teme pela vida dos três filhos após denunciar o homem com quem conviveu por quatro anos. Marcelo Neves, empresário, está preso sob acusação de abuso sexual de duas meninas e de agredir fisicamente um garoto, que eram seus enteados. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (16), em Maceió.

“Estou com medo, sem dúvida. É uma pessoa com perfil violento, que já me agrediu, que manuseia arma. Então, diante dessa situação, mesmo que a gente queira fazer justiça, a gente pensa na vida, minha e dos meus filhos”, declara a médica, ex-mulher de Marcelo, que não terá o nome revelado na reportagem.

Além da denúncia de abuso às ex-enteadas, quando elas tinham apenas seis e nove anos, Marcelo chegou a ser apontado pelo assédio sexual a quatro mulheres, que chegaram a registrar o caso na polícia. “As minhas duas filhas foram abusadas sexualmente por ele e meu filho foi agressão física e psicológica. Fiquei sabendo que as minhas filhas tinham sofrido o abuso através do meu irmão, que disse que uma das minhas filhas confidenciou para minha cunhada que tinha sido abusada, aí a minha outra filha também se encorajou a acabou falando”, recorda a ex-mulher de Marcelo.

Ela conheceu Marcelo em momento difícil após a separação do primeiro marido, período em que o acusado se mostrou companheiro. “Ele era muito galanteador, era buquê de flores toda semana, muitas declarações. Tudo que eu queria ele fazia. Abraçou todas as minhas causas, de uma mulher separada com três filhos, mas ao logo do tempo a gente vai conhecendo a pessoa. Fui agredida duas vezes por ele”, afirma a mãe das vítimas.

CRIANÇAS QUE MORRERAM EM PROCESSOS EM QUE ALEGARAM ALIENAÇÃO PARENTAL

Dr. Richard A. Gardner
Psiquiatra infantil que desenvolveu a teoria da Síndrome de Alienação Parental
Quinta-feira, 03 de outubro de 2013 02:06

Em uma contenciosa disputa pela custódia de crianças nos subúrbios de Pittsburgh, há alguns anos, três adolescentes imploraram a um juiz do tribunal de família para não forçá-los a continuar as visitas ao pai porque, segundo eles, ele os abusava fisicamente. Em vez de acreditar nos meninos, o juiz confiou no depoimento de uma testemunha especialista retida pelo pai, um professor de psiquiatria clínica da Universidade de Columbia, Richard A. Gardner.

Gardner insistiu que os meninos estavam mentindo como resultado da lavagem cerebral de sua mãe e recomendou algo que ele chamou de “terapia da ameaça”. Essencialmente, os meninos Grieco foram informados que deveriam ser respeitosos e obedientes nas visitas ao pai e, se não fossem, a mãe iria para a prisão. Pouco depois, Nathan Grieco, de 16 anos, o mais velho dos irmãos, enforcou-se em seu quarto, deixando um diário no qual escreveu que a vida se tornara um “tormento sem fim”. Gardner e o tribunal não se arrependeram, mesmo depois do suicídio, e foi só depois de uma denúncia no jornal local que os arranjos de custódia para os dois meninos sobreviventes foram alterados.

Esta “terapia de ameaças” era parte de uma teoria muito mais ampla de Gardner, conhecida nos tribunais de família nos Estados Unidos como “Síndrome de Alienação Parental”. A teoria – uma das peças mais traiçoeiras da ciência do lixo a receber crédito pelos tribunais dos Estados Unidos nos últimos anos – sustenta que qualquer mãe que acuse seu marido de abusar dos filhos está mentindo mais ou menos por definição. Ela conta essas mentiras para “alienar” as crianças de seu pai, uma revogação chocante da responsabilidade parental pela qual ela merece perder todos os direitos de custódia em favor do suposto agressor.

Isso não é apenas uma lógica de mau gosto, garantida desde o início para proteger os interesses dos pais divorciados, de longe o eleitorado mais entusiasta de Gardner, mas também destruiu a vida de centenas, talvez milhares, de famílias americanas nos últimos 15 anos. Em estado após estado, os tribunais deferiram as credenciais acadêmicas de Gardner e colocaram as crianças sob a custódia de seu suposto agressor, mesmo em casos em que registros policiais, registros médicos e depoimentos de professores e assistentes sociais apoiaram as acusações da mãe.

Até agora, o conceito de “alienação parental” entrou na jurisprudência e influenciou milhares de disputas nas quais o próprio Gardner não participou. No entanto, não tem qualquer base científica. Não é reconhecido pela American Psychiatric Association ou qualquer outro órgão profissional. O fluxo de livros que Gardner produziu sobre o assunto no final dos anos 1980 foram todos publicados pela própria empresa, sem o processo usual de revisão por pares. Seu método para determinar a confiabilidade das alegações de abuso sexual foi denunciado por um famoso especialista em violência doméstica, Jon Conte, da Universidade de Washington, como “provavelmente o lixo mais não científico que já vi no campo em todo o meu tempo”.

(https://www.independent.co.uk/news/obituaries/dr-richard-gardner-36582.html)
(https://theawarenesscenter.blogspot.com/2003/05/the-american-monster-dr-richard-gardner.html)
*********************************************************************************************************************************

DADOS E ESTATISTICAS IMPORTANTES…

O recasamento e seus impactos sobre as crianças
Refletir sobre recasamento requer colocar em pauta o tema casamento e seu significado no mundo em que vivemos marcado, como diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, pela fragilidade dos laços humanos. Segundo Bauman (2004), na medida em que os relacionamentos são vistos como investimentos, como garantia de segurança e solução para os problemas, tendem a parecer um jogo de cara-ou-coroa. O sociólogo conclui que, se a solidão provoca insegurança, o relacionamento não parece fazer outra coisa. Assim sendo, numa relação, os homens e mulheres da modernidade líquida podem sentir-se tão inseguros quanto sem um parceiro, ou até mesmo piores.
É importante ressaltar em que medida esta instabilidade nas relações revela, por mais paradoxal que pareça, a importância que os relacionamentos assumiram na chamada “modernidade líquida”. Segundo o sociólogo polonês, apesar dos seus óbvios riscos, o tema relacionamento encontra-se na ordem do dia, tornando-se um dos principais motores da onda do aconselhamento. Afinal, conclui o sociólogo, “hoje em dia as atenções humanas tendem a se concentrar nas satisfações que esperamos obter das relações precisamente porque, de alguma forma, estas não têm sido consideradas plenamente satisfatórias” .
Neste contexto, o tema recasamento vem despertando a atenção não apenas dos estudiosos, mas sobretudo da população em geral e da mídia. Em março de 2005, o Jornal carioca “O Globo” publicou uma matéria de capa na revista semanal distribuída aos domingos, sobre as mudanças na relação entre madrastas e enteados. A matéria, assinada pela jornalista Tânia Neves, trata desta figura feminina que entra no vácuo deixado pela mãe.
A mudança principal, segundo avalia a jornalista, começa pelo fato de que antes, a madrasta substituía a mãe morta ou ausente, enquanto hoje, com os recasamentos cada vez mais freqüentes, ela é apenas a nova esposa do pai, assim como a mãe poderá ter um novo marido. Assim sendo, a madrasta de hoje, na maioria das vezes, não está ocupando o lugar de ninguém na vida dos filhos .
A causa desta mudança está diretamente ligada, como já ressaltamos, às transformações operadas na família, nas últimas décadas. A propósito, ao abordar o tema das transformações ocorridas na família, o sociólogo inglês Anthony Giddens conclui com um exemplo retirado da sua própria família. Ele se refere a uma tia que vivera sessenta anos de um casamento infeliz do qual sequer podia pensar, em seu tempo, de se livrar. Os homens e mulheres de nossos tempos, no mundo ocidental, não precisam estar presos a um casamento infeliz, muito embora a separação de um casal continue sendo um evento traumático.
Segundo Behrman & Quinn (1994), as taxas de divórcio tem crescido desde os anos de 1860 (cerca de 10 em 1000 mulheres casadas em um ano), embora tenha havido flutuações consideráveis através das décadas. Houve um pico após a segunda Grande Guerra, (24 por mil), seguido por uma queda nos anos 1950, (15 por mil). Durante os anos setenta, as taxas cresceram dramaticamente até alcançar 40 por mil, a mais alta proporção de todos os tempos. As taxas de divórcio diminuíram nos anos oitenta (37 por mil em 1988); entretanto, os pesquisadores avaliam que pelo menos 40% das mulheres adultas nos anos noventa tinham probabilidade de virem a se divorciar em algum momento de suas vidas.
O crescimento das taxas de divórcio durante os primeiros anos do casamento resulta numa alta proporção de rupturas entre pais com crianças pequenas. Neste contexto, segundo Behrman & Quinn, (1994), nas duas últimas décadas mais de um milhão de crianças a cada ano experimentam o divórcio na família e a expectativa de crescimento deste número é substancial. A maioria destas crianças, conforme concluem estes autores, passa por mudanças significativas em suas vidas e a taxa de pobreza é cerca do dobro para filhos de pais divorciados. Em 1990, apenas 58% das crianças moravam com dois pais biológicos; e as outras que não compõem esse percentual, em sua grande maioria, moravam numa variedade de outros arranjos encabeçados por um ou mais adultos.
No Brasil, o número de dissoluções de casamentos, por separação judicial ou por divórcio, vem aumentando gradativamente. Segundo dados do IBGE , no período que compreende os anos de 1991 a 2002 o volume de separações subiu de 76223 para 99693, e o de divórcios de 81128 para 129520, refletindo variações de 30,7% e 59,6%, respectivamente. No ano de 2002, a média da idade dos cônjuges no momento da separação judicial e divórcio foi de 37,7 para homens e 35 anos para mulheres.
A proporção de casais com filhos menores de idade nas separações judiciais no mesmo período foi de 73,1% e nos divórcios de 58,4%. A responsabilidade da Guarda dos filhos menores ficou, em sua maioria, ao encargo das mães (91,8% nas separações e 89,7% nos divórcios). Ainda segundo dados do IBGE, apenas 4,8% dos pais assumiram a Guarda dos filhos nos casos de separação e 5,8% nos divórcios. Em 2,6% das separações e 2,7% dos divórcios ambos os pais eram responsáveis pela Guarda dos filhos menores.
Os dados do IBGE revelam que o segundo tipo mais freqüente de casamento é aquele em que apenas um dos cônjuges se casa pela primeira vez (10,5%). Dentre estes, a união entre divorciados e solteiros é a mais freqüente, e representou 8,3% do total de casamentos em 2002. O recasamento de homens divorciados passou de 5,3% do total, em 1991, para 10,8%, neste mesmo ano. Na última década, cresceu em 57,7% o número de homens divorciados ou viúvos encarando um segundo casamento: 71.951 em 2003 contra 45.622 em 1993 – teoricamente, portanto, há cada vez mais mulheres vivenciando a experiência de serem madrastas.
Apesar destes dados evidenciarem a amplitude das transformações nos arranjos familiares, em nosso país, os estudos sociodemográficos estão focados no crescimento das famílias monoparentais. Segundo Jacquet e Costa (2004b), enquanto dados levantados em outros países sublinham que o crescimento das famílias recompostas superou o das famílias monoparentais, o estudo destas famílias, no Brasil, carece de uma análise mais sistemática. Neste contexto, as pesquisadoras registram a impotência em que se encontram os interessados na análise do tema, devido à carência de dados, em nosso país.
Segundo Behrman & Quinn, (1994), o recasamento e a reestruturação da família tem importantes conseqüências para as crianças. No final dos anos sessenta, as taxas de recasamento aumentaram. Nos Estados Unidos, 60% das mulheres brancas cujo casamento terminou em divórcio entre 1965 e 1984 se casaram novamente até 1998.
Os dados da Family Law Association, coletados em junho de 1990, revelam que cerca de três quartos das mulheres que se divorciaram antes de 25 anos se casaram novamente; dois terços das que se divorciaram entre 25 e 29 anos se casaram novamente; metade das que se divorciaram entre 35 e 39 se casaram novamente.
Seja qual for a estrutura familiar, concluem Behrman & Quinn, (1994), a criança tem melhores oportunidades de se desenvolver apenas quando a família provém um ambiente amoroso, enriquecedor, estável e protetor. Assim sendo, os temas centrais do divórcio particularmente significativos para o bem estar das crianças são: o processo de divórcio; a decisão sobre a guarda e a visitação; o suporte financeiro à criança após o divórcio.
Os relatórios norte-americanos mais recentes demonstram, segundo Wallerstein et al., (2002) que 25% de todas as crianças passarão parte da infância numa família com padrasto ou madrasta. Além disto, em 40% de todos os casamentos nos anos noventa, uma ou as duas pessoas já foram casadas antes. O que implica, conforme observam as pesquisadoras mencionadas, em novos papéis para milhões de adultos e crianças.
Se para os adultos, essa situação significa saber o que é preciso para ser uma madrasta ou um padrasto bem sucedidos, para as crianças, significa lidar com a chegada de um estranho que passa a residir no seio da família. De acordo com Wallerstein e sua equipe de pesquisadores, “nenhum dos dois desafios é fácil, pois ambos estão cheios de potencial para mal-entendidos e tristeza, assim como para um profundo apoio emocional e amor leal”. Na perspectiva da criança, conclui Wallerstein et al., (2002): um padrasto ou namorado que convive com a família não é imediatamente bem vindo.
“Afinal de contas, ele é um estranho misterioso e mascarado, que entra no palco no meio do segundo ato para assumir uma posição de comando. A maioria das crianças não quer que a peça mude; certamente não desejam novos atores e gostam da simplicidade do primeiro ato”.
A permanência do pai e da mãe juntos representa, segundo Wallerstein et al., (2002) “a sensação de inteireza que a criança está perdendo por causa do divórcio, mas a chegada do padrasto ou madrasta é uma declaração poderosa de que o divórcio veio para ficar”. Na observação das pesquisadoras, essa não é uma notícia bem-vinda para muitas crianças, que “no fundo se apegam à esperança de que o pai entre pela porta e reassuma o lugar dele à cabeceira da mesa”.
Wallerstein et al., (2002), se referem à existência de um conflito de interesses entre o casal recém-casado e as crianças. Se o novo casal deseja privacidade, as crianças, temendo perder o que tiveram, exigem mais tempo dos pais e encontram infinitos recursos, seja adoecendo, inventando emergências ou simplesmente fazendo travessuras. Neste contexto, cabe aos pais se empenharem para encontrar um equilíbrio, distribuindo de forma sensata o tempo entre o novo casal e as crianças.
Se o divórcio e o recasamento são, decerto, uma etapa que exige muita habilidade dos adultos, é preciso esclarecer que a separação não é necessariamente sinônimo de prejuízo ou dano ao desenvolvimento dos filhos. Ao contrário, segundo a psicoterapeuta Anna Karynne Melo , a separação conjugal, quando bem trabalhada, pode ser superada e até mesmo trazer ganhos qualitativos para a relação familiar. Pais separados podem ser mais saudáveis do que em uma relação desgastada e ruim para ambos.
A psicoterapeuta avalia que a insegurança de um filho por presenciar constantes situações de conflito ou infelicidade na família pode ser igualmente prejudicial. A separação, ao contrário, seria a oportunidade da criança conviver em um ambiente mais favorável. As crianças devem ser informadas sobre o que significa essa separação, evitando que fantasiem sobre os possíveis motivos da mudança. As brigas devem ser evitadas, mas é importante sinalizar que a relação passa por dificuldades.
É evidente que a ameaça de perder um dos pais envolve sentimentos de raiva, medo do abandono e até mesmo culpa de ser a causa da separação. As crianças sofrem efeitos negativos quando colocadas no meio de conflitos entre os pais ou chamadas a tomar partido de um dos lados. Topologo Maudeni, pesquisador da Universidade de Botswana, ressalta a importância das crianças serem informadas e participaram das decisões que afetam suas vidas. Segundo afirma Maudeni (2002), “a informação clara e adequada sobre o que está acontecendo com sua família ajuda a criança a lidar com as mudanças que estão ocorrendo e que podem vir a ocorrer”.

https://scholar.google.com.br/citations?user=ZW10KKkAAAAJ…

****************************************************************************************************************************

Richard Gardner foi um promotor ativo e eficaz da SAP e a usou para criar uma pequena indústria de advogados e profissionais de saúde mental que desfrutaram de grandes rendas apoiando práticas que ajudam pais abusivos. A maioria dos casos de custódia de crianças são resolvidos de forma mais ou menos amigável. O problema é com 3,8% dos casos que exigem julgamento e muitas vezes muito mais. [4] Embora muitos profissionais do tribunal tenham sido induzidos a tratá-los como casos de “alto conflito”, o que significa que ambos os pais estão agindo de maneiras que magoam as crianças, a pesquisa demonstra que a grande maioria desses casos é realmente violência doméstica. [5] Os abusadores mais perigosos, aqueles que acreditam que seus parceiros não têm o direito de sair, estão usando uma variedade de táticas para manipular os tribunais para recuperar o controle sobre suas vítimas. A maioria desses agressores não cometeu o abuso físico mais grave, que é o que a maioria dos profissionais do tribunal está procurando e, portanto, eles não reconhecem o perigo ou os motivos.
A violência doméstica envolve uma variedade de táticas que os abusadores usam para controlar e coagir suas vítimas. O abuso econômico é uma tática comum, portanto os abusadores geralmente controlam a maioria dos recursos da família. Isso significa que a melhor maneira de os profissionais da justiça ganharem uma grande renda é apoiar práticas que favoreçam pais abusivos.
Não acredito que o PAS teria tido tanto sucesso em espalhar seu veneno nos tribunais de família se os juízes estivessem cientes de sua origem. O problema é que a maioria dos advogados das mães protetoras, especialmente quando o SAP apareceu pela primeira vez, desconhecia sua história ou suas enormes falhas. Em muitos casos, eles levantaram poucas ou nenhuma objeção à teoria falsa que nunca teve o suporte científico necessário para justificar os tribunais a considerá-la.
A PAS se baseia no pressuposto de que as crianças precisam de ambos os pais igualmente e que qualquer alienação deve ser tratada como a questão mais importante, senão a única, com que o tribunal deve se preocupar. Na realidade, as crianças não precisam de ambos os pais igualmente, embora pareça justo na superfície. Eles precisam de sua figura de apego primária mais do que o outro pai e do pai seguro mais do que o abusivo.
Mesmo em famílias intactas, as crianças geralmente ouvem os pais criticarem uns aos outros. Embora eu não encoraje isso, a experiência não impede que as crianças tenham uma vida plena e feliz. Um conflito entre os filhos e os pais provavelmente durará pouco tempo e terá efeitos limitados. Gardner nunca forneceu qualquer base científica para tratar isso como a questão mais importante. Um dos problemas, entretanto, é que muitas das suposições errôneas são ocultadas do tribunal.
A PAS é baseada na crença tendenciosa de que virtualmente todos os relatórios que mães ou filhos fazem sobre abuso são falsos. Na medida em que há algo para apoiar essa afirmação, os proponentes do PAS automaticamente desacreditam de praticamente todos os relatórios e usam seus próprios resultados tendenciosos para apoiar o PAS. Na realidade, no contexto de casos de custódia contestados, menos de 2% das denúncias de mães contra pais são deliberadamente falsas. [7] Esse fato por si só deveria desacreditar totalmente a SAP.
O mesmo estudo descobriu que os pais têm 16 vezes mais probabilidade do que as mães de fazer denúncias falsas deliberadas. [8] À primeira vista, parece difícil de acreditar, pois as mulheres não são 16 vezes mais honestas do que os homens, mas não é isso que o estudo diz. O estudo é limitado a casos de custódia contestados que são predominantemente casos de violência doméstica com os piores abusadores. Eles acreditam que ela não tinha o direito de sair, então eles têm o direito de usar qualquer tática necessária para reafirmar o controle que eles acreditam ter direito.
O Estudo de Saunders é uma pesquisa altamente confiável que vem do Instituto Nacional de Justiça do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O objetivo foi analisar o conhecimento e a formação sobre violência doméstica de avaliadores, juízes e advogados. As descobertas ajudam a explicar por que os tribunais tantas vezes deixam de proteger as crianças em casos de violência doméstica. O estudo descobriu que esses profissionais precisam mais do que treinamento generalizado em violência doméstica, o que pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Eles precisam de conhecimentos específicos que incluem exames de violência doméstica, avaliação de risco, violência pós-separação e o impacto da violência doméstica nas crianças. Significativamente, profissionais sem a experiência necessária tendem a acreditar no mito de que as mães freqüentemente fazem relatórios falsos e se concentram em teorias de alienação não científicas.[9]
Esta pesquisa demonstra que os pressupostos usados ​​para preparar o SAP estavam errados e, na verdade, são o oposto da realidade. As crenças de Gardner e da indústria artesanal que promove seu trabalho são baseadas em sua ignorância fundamental de como funciona a violência doméstica. Portanto, quando um avaliador ou outro profissional está reivindicando PAS por qualquer nome que use para isso, eles estão dizendo ao tribunal mais sobre sua própria falta de experiência do que sobre as circunstâncias na família.
A PAS recomenda um remédio extremo no qual as crianças são forçadas a viver com o suposto agressor e negadas um relacionamento normal com sua mãe, que geralmente é sua principal figura de apego. O Estudo de Saunders incluiu uma seção exatamente sobre essas decisões que ele chamou de casos de “resultados prejudiciais”. Essas decisões são sempre erradas porque o dano de separar as crianças de sua figura de apego primária, um dano que inclui aumento do risco de depressão, baixa autoestima e suicídio quando mais velhos [10], é maior do que qualquer benefício que o tribunal pensava estar proporcionando. O Estudo de Saunders descobriu que essas decisões geralmente são baseadas em práticas muito falhas, então o resultado oposto muitas vezes teria beneficiado as crianças. [11] Portanto, o PAS recomenda que o tribunal imponha uma solução drástica que sempre vai contra os melhores interesses das crianças.
Todas as organizações legítimas de profissionais da área condenaram o uso de PAS. Grupos de direitos dos abusadores e profissionais da indústria artesanal que trabalham com eles montaram uma campanha agressiva para incluir o PAS no DSM-V, que é o compêndio de todos os diagnósticos de saúde mental válidos. A American Psychiatric Association rejeitou suas demandas porque não há base científica para apoiar a SAP.
Mesmo antes dessa última rejeição às tentativas de legitimar a SAP, os psicólogos começaram a ser punidos por confiar em um diagnóstico que não existe.
“Se o relatório do avaliador da custódia da criança indicar que se baseia, mesmo em parte, em uma teoria de SAP, o pai protetor deve pedir ao tribunal que rejeite o relatório em sua totalidade com base no fato de que a SAP não é um diagnóstico de saúde mental reconhecido e que o tribunal deve nomear outro avaliador da custódia dos filhos ou proceder sem ele. Tornou-se público que pelo menos três psicólogos foram punidos por seus conselhos de licenciamento por testemunharem em casos de custódia relativos a SAP. Se os conselhos de licenciamento de profissionais de saúde mental tomarem a medida de disciplinar um licenciado por usar o PAS em uma avaliação, então, obviamente, não se pode dizer que o PAS é aceito na profissão psicológica e, portanto, não deve ser admissível como prova. ” [12]

(https://nomas.org/parental-alienation-syndrome-hoax-hurts-children/#_ftn7)

EXPLICAÇÃO DO GOVERNO E A ATIVIDADE PEDÓFILA DE ELITE

EXPLICAÇÃO DO GOVERNO E DA ATIVIDADE PEDÓFILA DE ELITE

Primeiro, vamos apenas rever alguns exemplos de escolha abaixo porque é claro que a atividade pedófila do governo é protegida pela mídia principal porque existe uma pirâmide de controle completo, onde a pessoa abaixo de alguém na pirâmide é ameaçada diariamente ( indiretamente ou diretamente ) a cumprir todos desejos das pessoas que servem acima deles. Bem-vindo ao “ hedonismo enlouquecido ” e à sociedade satânica, que se disfarça diariamente de civilizado, de vanguarda e com visão de futuro. É hora de as pessoas começarem a prestar atenção …

1. Anel de pedófilo infantil envolvendo um ex-ministro da Austrália – Clique aqui para visualizar .

2. Funcionário mais próximo de Hillary Clinton Envolvido no Tráfico de Crianças, Pedofilia e Rituais Satânicos do Ocultismo das Trevas (beber leite materno, sêmen e sangue etc etc) – melhor relato, clique aqui.

3. Anel de pedófilos do governo do Reino Unido envolvendo tráfico de crianças, festas pedófilas e assassinato ritual de crianças – Clique aqui….

4. Ex-vice-ministro da Educação de Ontário acusado de pornografia infantil. Condenado com base em provas que incluíam a admissão de ter relações sexuais com as próprias filhas e o desejo de fazer sexo com os netos. Este homem apresentou mudanças na educação sexual para a província de Ontário que psicólogos profissionais colocam em uma categoria de como “os pedófilos tratam de suas vítimas, tornando-as interessadas em conduta sexual perversa, desde muito cedo”. – http://natpo.st/1GHT5Tf

5. Um documentário de TV sobre pedófilos na Casa Branca alimentado pelo tráfico de crianças sequestradas, que foi produzido e retirado da TV antes de ir ao ar – http://bit.ly/2eHb55b

6. O parlamentar australiano se posiciona no Parlamento australiano e analisa como o novo currículo de educação sexual do país é sexualmente perverso, invertido e novamente é como os pedófilos tratam suas vítimas. Esses tipos de mudanças sexuais invertidas e perversas estão sendo encontrados em todas as nações da antiga comunidade nos últimos 4-5 anos. http://bit.ly/2fHAvmO

7. Documentário sobre anéis de rapto de crianças na América do Norte que direcionam crianças roubadas a funcionários de alto escalão do governo para pedofilia, operações ilegais do governo e assassinato ritual infantil. Clique aqui…

8. Atividade semelhante é confirmada neste livro, que inclui um ex-primeiro-ministro do Canadá participando de sexo infantil entre um grupo muito grande de outros líderes mundiais – Clique aqui para ler o livro inteiro gratuitamente …

9. Ex-chefe do FBI relata sua investigação sobre anéis pedófilos e assassinatos rituais de crianças envolvendo oficiais do governo, religiosos e membros de alto escalão de suas comunidades – Clique aqui …….

10. The Toronto Star no Canadá publica uma história tentando orientar a opinião, assumindo e discutindo se a pedofilia é uma orientação sexual. Por que eles fariam isso? As pessoas que pesquisam já sabem a resposta. – http://on.thestar.com/2bidDpO

11. Um documentário suíço que reconta o mesmo tópico do currículo sinistro de educação sexual para crianças, que documentou as agendas de pedófilos e perversos – Clique aqui… ..

12. UK Pedophile Ring Envolvendo Figuras Esportivas e Membros Elite da UK Society. http://bit.ly/2gCfhUt

13. Defensores da saúde acusados ​​de implantar dispositivos anticoncepcionais em crianças para estimular a pedofilia – http://bit.ly/2gd3Y8i

14. Austrália e Reino Unido são literalmente camas quentes de atividades baseadas na pedofilia. As pessoas que fazem a pesquisa entendem por quê. – http://ab.co/2fvy8EE

15. Saiba mais sobre o homem que foi contratado por grupos de interesse especial para pedófilos, para convencer os governos mundiais de que era seu dever educar as crianças sobre uma conduta sexual perversa. Um conhecido pedófilo e sádico sexual da mais alta ordem, Alfred Kinsey. É melhor você se sentar quando assistir a isso e, sim, este é o homem que convenceu seu governo a levar educação sexual para as crianças nas escolas públicas. Clique aqui……

16. Neste link adicionado, um pesquisador investigativo (MattWhatitis) descobre que algoritmos do YouTube estão empurrando conteúdo de pornografia infantil para os espectadores do YouTube e este impulso baseado em computador oculto tem pedófilos indo para vídeos selecionados em massa.

17. Círculo de pedófilos canadense envolvendo funcionários de vários níveis de governo – http://nbcnews.to/2fD6Ebe

18. Hollywood Pedophile Ring explicado por Child Star Corey Feldmen – Hollywood é responsável por mover a pedófilo, sexo anal, agenda de bestialidade para um público que está completamente no escuro sobre porque isso está ocorrendo Clique aqui …….

19. Um documentário de 1989 sobre o anel de pedófilo sediado no Reino Unido, com todas as conexões de poder do governo, das empresas e da mídia para que nossos mais imorais e satânicos possam se esconder entre nós. Segmento australiano de 60 minutos chamado “Satan’s Children”. Clique aqui………..

20. Um documentário bem feito sobre pedófilos em Hollywood. Este documentário entrevista vários psicólogos que explicam como os pedófilos “tratam” de suas vítimas. Este processo de “catação” pedófilo é como as mudanças curriculares modernas de educação sexual (em muitos países da antiga comunidade) foram descritas por outros psicólogos. O documentário se chama “An Open Secret- Pedophiles in Hollywood” Clique aqui ……

21. O governo liberal do Canadá reduz a idade legal para sexo anal, sob a cobertura de direitos iguais e antidiscriminação. Isso é chamado de “resignificação”, o uso de palavras floreadas e altruístas para esconder uma agenda muito sinistra, maligna e sombria. Por que o governo canadense iria querer perder tempo para mudar a idade para sexo anal legal? Que canadense você acha que pediu ao governo governante para fazer isso? Sim, a resposta é NINGUÉM. http://bit.ly/2gd3RLG

22. Um curta-metragem bem feito (The War on Children) sobre as mudanças perversas e invertidas no currículo da educação sexual sendo instituídas em todo o mundo por nossos titereiros globais, promovendo o ataque baseado no sexo de Alfred Kinsey sobre as crianças indefesas. A organização que fez este documentário pode ser consultada clicando aqui . http://bit.ly/2g40J2s

23. Mais de 5.000 funcionários do governo pegos baixando ou comprando pornografia infantil somente no Pentágono. A investigação pára sem motivo, alegando “falta de fundos”. http://bit.ly/2hniA36

24. Maior acúmulo de filmes e fotos de pedófilos já encontrado na história, depois da operação de picada na Noruega. Funcionários do governo e pessoas em posições de poder sobre crianças acusadas. A apreensão rendeu 150 terabytes de imagens e filmes de computador baseados em pedofilia. Para colocar isso em perspectiva, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos atualmente possui 600 terabytes de informações gerais. http://ind.pn/2glqzxm

25. Os Serviços de Proteção à Criança nos EUA estão sendo criticados, sendo acusados ​​de traficar crianças sob os ‘cuidados do CPS para agressões sexuais baseadas em pedófilos … como um esquema de negócios com fins lucrativos .. http://bit.ly/2gEXGxP

26. Dado o comentário acima sobre a Noruega e os serviços infantis, o próximo vídeo em anexo é mais preocupante, em relação às autoridades norueguesas raptando crianças sob acusações que são consideradas completamente fictícias e fabricadas. Clique aqui………

27. Sobrevivente do tráfico de crianças fala sobre rapto aos 6 anos de idade e como ela foi passada em uma rede de pedófilos europeus por 5 anos consecutivos, por estupro de crianças e outras atividades satânicas. Este anel incluía altos funcionários do governo, polícia e celebridades. O anel também conduzia assassinato ritual de sacrifício de crianças. http://glblctzn.me/2hngfVh

28. Uma investigação de uma rede de pedófilos em Dunblane apresenta um relatório que foi banido do público por 100 anos. Dizia-se que essa rede de pedófilos envolvia sociedades secretas, funcionários do governo, polícia, celebridades, professores das crianças e membros de alto escalão do tribunal. Então, uma investigação financiada publicamente sobre abuso infantil e assassinato, que o público não tem permissão para ver por 100 anos. http://bit.ly/2i8h4UW

29. O pai alemão, depois que seu filho é sequestrado, busca mais informações e se depara com uma antiga religião de sacrifício infantil, sexo infantil e abuso infantil … nos mais altos bastiões do poder e celebridade, dentro de nossa sociedade invertida e perversa. Clique aqui……

30. No mês passado, o estado da Califórnia promulgou uma lei que proíbe acusar menores de prostituição …… ..mas por quê? Se há uma prostituta de 12 anos, por que a elite não quer que a criança trabalhadora do sexo seja cobrada? Porque se a criança for acusada, vai para o tribunal, onde tudo ficaria descoberto …… .relativamente a quem são as pessoas que têm relações sexuais com crianças, o que a lista anterior também já testemunha. http://bit.ly/2jiIftI

31. Uma enorme rede de sexo infantil organizada pelas forças de manutenção da paz das Nações Unidas em Hati e outras áreas devastadas por desastres naturais. Clique aqui para ver.

32. Neste link , um grupo de freiras e padres são acusados ​​de agressão sexual depois que as freiras foram flagradas fazendo crianças de 5 anos para usar fraldas, para que o sangue de suas agressões sexuais não vazasse pelas calças, para alertar outras pessoas trabalhadores dentro do ORFANATO CATÓLICO.

33. Neste link, professores de uma escola sul-africana são acusados ​​de engravidar 30 alunos.

34. Neste link , o TED TALKS apresenta um palestrante que faz um discurso sincero, tentando manipular o público para ter simpatia pelos pedófilos. Por que um impulso tão grande para a pedofilia dominante como orientação sexual, logo após a última grande operação psicológica, para o público aceitar todas as orientações sexuais como progressivas e normais? Por que o topo da pirâmide governante quer legitimar o ato sexual com crianças? Conecte os pontos …… e a imagem é cristalina.

35. Neste link adicional , um alto banqueiro financeiro da UE se apresenta para testemunhar sobre a corrupção governamental, a atividade secreta da família, o sexo infantil e o sacrifício ritual infantil. Sua citação mais famosa é “a miséria (para o público) é o plano de negócios da elite dominante. “

36 . Neste link adicionado , vemos a média de pedófilos religiosos “hiper-normalizados”. Algo tão comum que as pessoas nem prestam mais atenção .

37. Uma testemunha ocular atesta o fato de que a família real raptou crianças de um orfanato canadense. Esse sequestro também é mencionado neste documentário.

38. Os grandes negócios estão ficando por trás da agenda da pedofilia …….

39. Com o governo e as posições de poder assumindo a liderança … o tráfico de crianças está explodindo

Este artigo pode literalmente ter o comprimento de um livro …………….

https://www.facebook.com/Sunrise/videos/2654523231229577/

Uma testemunha ocular do que a maioria em nossa sociedade não entende e acredita que não pode ocorrer … porque está muito escuro. SRA é uma forma abreviada de Abuso Ritual Satânico e é uma forma de controle mental baseado em trauma, projetada para programar outro ser humano em total escravidão para com seus abusadores, pelo resto da vida. Muitas dessas vítimas de abuso por causa de escravos sexuais, mensageiros de drogas, assassinos, artistas de mala direta profissionais ( geralmente envolvendo atos sexuais filmados secretamente que são projetados para enviar mala direta a altos funcionários do governo ou corporações ) ou espiões dentro de vários níveis de governo, dentro do serviço secreto hierarquia.

https://www.facebook.com/freemasonhunters/videos/643889036069316/

Eu poderia fazer essa lista ter centenas de itens, mas o objetivo é destacar a razão muito simples de isso estar ocorrendo. Pode ser difícil para algumas pessoas aceitar, mas a verdade não tem agenda. As pessoas no topo da pirâmide governante são de famílias antigas que acreditam na pedofilia, sacrifício infantil. magia negra e o abuso de crianças. ( apenas para citar alguns de seus sistemas de crenças imorais) Eles fazem essas coisas porque 1) acreditam em uma forma de hedonismo satânico, um sistema de crença de prazer que serve a si mesmo, que inclui fazer qualquer coisa que dê prazer a si mesmo, independentemente da atividade, impacto sobre a vítima etc etc 2) o contato sexual precoce e o abuso religam o jovem desenvolvendo a mente para ser reflexivamente obediente ao comando e autoridade, tornando tanto escravos sexuais por toda a vida ou simplesmente tomadores de ordens por toda a vida, que não questionam ou resistem às suas diretrizes imorais. Nos círculos acadêmicos, isso é conhecido como “ controle da mente baseado no trauma”(PTSD). Essas vítimas de trauma frequentemente se tornam mensageiros de drogas, assassinos, agentes duplos … completamente obscuros, com várias personalidades … etc etc 3) muitos desses encontros sexuais e sacrificais satânicos envolvendo crianças também são registrados e são continuamente usados ​​para manter altos funcionários do governo e de negócios em de acordo com a agenda de longo prazo muito maior e muito mais sombria e 4) fazer sexo com uma criança ou matar uma criança muda o cérebro do adulto também, cremando todo cuidado dentro da psique, tornando o agressor um peão perfeito dentro de um jogo onde as pessoas com o coração vazio são necessários para cumprir as agendas definidas. Existem outras razões também, mas vamos começar com essas 4.

O motivo pelo qual nossos manipuladores estão indo tão longe para infectar o máximo possível da população com essas perversões é por causa de um truque psicológico comprovado e documentado. Em uma sociedade moral, essa classe dominante de pedófilos imorais se destacaria e seria removida do poder, então uma operação psicológica foi orquestrada para corromper literalmente toda a sociedade. Uma operação baseada em domínio de espectro total para tornar o público tão pervertido e imoral quanto as famílias governantes, de modo que o público em seu novo estado de espírito pervertido nunca pudesse ver a diferença entre seus governantes imorais e eles próprios. É por isso que nossa sociedade atual está se afogando em uma ampla gama de influências do “hedonismo enlouquecido” até hoje. Este é o psy-op. Tornar a pessoa comum incapaz de julgar o moral do imoral e até o bem do mal. Para fazer de uma pessoa uma máquina de prazer com base em “se for bom, faça-o, mesmo que seja imoral e cause danos”. Para nos tornar iguais a eles, para que finalmente possam vir acima do solo para caminhar entre nós. Nós não os mudamos, eles nos mudam … tipo de operação. Isso permite que essa raça ancestral de pessoas imorais, criminosas e antiéticas (de antigas famílias governantes) caminhe abertamente entre nós e nos faça obedecer a sua completa tomada global, porque estamos nos tornando tão perversos, imorais e antiéticos quanto eles. Esse sempre foi o plano. Como eles estão indo até agora? pessoa criminosa e antiética (de antigas famílias governantes) para caminhar abertamente entre nós e nos fazer cumprir com sua completa tomada de controle, porque estamos nos tornando tão perversos, imorais e antiéticos quanto eles. Esse sempre foi o plano. Como eles estão indo até agora? pessoa criminosa e antiética (de antigas famílias governantes) para caminhar abertamente entre nós e nos fazer cumprir com sua completa tomada de controle, porque estamos nos tornando tão perversos, imorais e antiéticos quanto eles. Esse sempre foi o plano. Como eles estão indo até agora?

Se você realmente tem uma mente aberta e deseja compreender o contexto histórico das pessoas agora no controle (que fazem sexo com crianças, bem como as sacrificam em uma cerimônia satânica ) , clique neste link . A história do nosso planeta não é o que nos foi contado e o grupo maligno no comando são aqueles que tentaram bloquear todas as informações sobre suas verdadeiras origens.

“O inferno está vazio e os demônios estão aqui” …………… William Shakespeare

As instituições religiosas sempre foram um epicentro do abuso infantil, incluindo o abuso sexual por motivos ocultos do público.

https://www.youtube.com/watch?v=2w7e9BBfwPQ

Documentário chamado The Silent Children …. onde 4 dos principais contribuintes do movimento morreram repentinamente.

Mel Gibson descreve exatamente o que está acontecendo por trás das ciências em Hollywood … onde a maioria das pessoas simplesmente não consegue compreender quando a verdade é dita e há muitos mais como Gibson que explicam totalmente quem e o que está por trás do sexo e sacrifício de crianças . (e bebês)

Government and Elite Pedophile Activity Explained