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Mãe ‘traumatizada’ da estudante assassinada Tiahleigh Palmer processa governo de Queensland e agência de assistência social

A mãe da estudante assassinada de Queensland, Tialeigh Palmer, está processando o governo do estado e a agência de assistência social que colocou sua filha com o homem que a assassinou.

Cindy Lee Palmer diz que sofreu trauma quando a menina de 12 anos foi sexualmente abusada pelo meio-irmão Trent, depois morto pelo pai biológico de Trent, Rick Thorburn.

Rick Thorburn está servindo a vida na prisão pelo assassinato. Trento cumpriu 16 meses de um mandato de quatro anos por incesto, perjúrio e tentativa de perverter o curso da justiça.

O caso chocou o Estado da Flórida e provocou uma revisão no sistema de assistência social do estado.

O caso de Palmer está atualmente em um período de divulgação pré-judicial, durante o qual os advogados devem negociar um acordo financeiro.

No caso de um acordo mútuo não ser alcançado, o caso irá para o tribunal.

https://www.9news.com.au/2018/10/19/06/18/tiahleigh-palmer-cindy-lee-rick-trent-thornburn-queensland-government-crime?fbclid=IwAR1pQ4OUgnabZHzh0J26gx6dQQzmiAjr5BvO6LNkPBnpJ0D0H2pXv9dmPbk

PEDÓFILOS USAM A TEORIA DO ‘LIXO’ PARA GANHAR A CUSTÓDIA

Os pedófilos da Austrália podem estar escapando da punição e mantendo a custódia de seus filhos pequenos, evocando uma condição psicológica questionável.

A condição, Síndrome de Alienação Parental (PAS), enfraquece a queixa de abuso sexual de uma criança, alegando que é o resultado da influência de um dos pais.

É citado nas batalhas de custódia do Tribunal da Família e pode desempenhar um papel em um pai acusado de abuso sexual, geralmente um pai, obtendo a custódia.

Argumenta-se que a queixa de abuso sexual de uma criança surge porque um dos pais, geralmente a mãe, ficou alienado em relação ao outro e depois influenciou a criança.

Em 1997, o plenário do Tribunal de Família citou um artigo apoiando o PAS e disse que “não nos deixa dúvidas de que a Síndrome de Alienação Parental é um fenômeno psicológico muito real …”

Em 2002, um workshop, “Fato ou Ficção PAS”, foi apresentado aos juízes do Tribunal de Família. De acordo com o psicólogo Bob McDonald, o workshop, que incluiu algumas críticas, teria deixado a maioria dos juízes convencidos de que o PAS era legítimo. Ele disse em uma conferência da Australian Family Therapies nesta semana que o PAS não é científico e está ligado à pedofilia.

McDonald, ex-diretor do serviço de aconselhamento do Tribunal de Família em Townsville, disse: “Certamente, os advogados o usam, e vários ‘juízes’ acreditam na idéia”.

Ele sabia de casos em andamento em que o PAS desempenhara papel crucial na custódia de um pai acusado de abuso sexual infantil.

A teoria do PAS foi desenvolvida pelo psiquiatra americano Dr. Richard Gardner nos anos 80. Ele tem sido amplamente usado em batalhas de tribunais, mas de acordo com críticos como o Dr. Paul Fink, ex-presidente da Associação Americana de Psiquiatria, é “ciência do lixo”.

O professor de psiquiatria da Universidade de Melbourne, Alasdair Vance, concorda, dizendo que o PAS não tem posição na psiquiatria ou na medicina e que a pesquisa indicou que as crianças são mais confiáveis ​​do que os adultos ao denunciar abuso sexual.

“Não é útil para a comunidade ser enganada por informações que não são rigorosamente testadas”, disse ele.

A principal especialista em abuso infantil, Freda Briggs, professora emérita de desenvolvimento infantil na Universidade da Austrália do Sul, disse que pessoas influentes estavam usando a SAP para ocultar a pedofilia e manter o acesso a crianças.

O professor Briggs foi co-autor do relatório da Igreja Anglicana do ano passado sobre como o ex-governador-geral Peter Hollingworth lidou com as denúncias de abuso sexual quando ele era arcebispo de Brisbane.

Ela disse que a PAS foi criada em uma audiência do Tribunal de Família em Adelaide recentemente para desacreditar as alegações de uma mãe de que seu ex-marido estava abusando sexualmente de seu filho.

“Pessoas em altos escalões estão usando SAP para defender sua pedofilia”, disse ela. “Eu sei de muitos casos em que isso aconteceu e continua acontecendo. A PAS não tem credibilidade.

“Mas é freqüentemente usado para dizer que a mãe é uma pessoa ruim que encorajou a criança a imaginar o abuso. Eu recentemente dei depoimento em um caso em que um advogado a criou. Isso resultou em abusar dos pais que ganharam.”

Professor Briggs, um consultor da polícia da Nova Zelândia, disse que os juízes do Tribunal de Família não foram bem informados sobre abuso infantil. “É bom ver o novo chefe de justiça interessado na questão”, disse ela.

“Mas quando se trata de abuso infantil e desenvolvimento infantil, os juízes são especialistas em direito, e isso não é suficiente”.

Uma porta-voz da Corte da Família disse que não se espera que os juízes sejam especialistas em outras áreas. Ela disse que o tribunal tinha um programa de desenvolvimento profissional para juízes em questões como abuso infantil.

“De fato, vários juízes compareceram à Conferência de Direito da Família, realizada esta semana em Queensland, onde um artigo sobre essa questão foi apresentado pela Dra. Janet Johnston, da San Jose State University”, disse ela.

O artigo do Dr. Johnston questionou a base empírica do SAP e ofereceu uma “reformulação” da noção de criança alienada.

O jornal também disse que grupos de direitos dos pais usaram o PAS em custódia e batalhas de acesso.

Ele disse que a evidência para o SAP foi amplamente baseada no testemunho “especializado” e na experiência clínica do Dr. Gardner, que morreu no ano passado. Apelou para um novo modelo da criança alienada que fosse mais inclusiva.

A ativista de abuso sexual de NSW, Liz Mullinar, acompanhou 25 casos em que havia evidências de que uma mãe ou um pai abusaram sexualmente de seu filho e descobriram que o pai acusado de abuso ganhou a custódia, parcialmente recorrendo ao PAS.

“É de partir o coração e é indescritível, mas está acontecendo”, disse ela.

https://www.theage.com.au/national/pedophiles-use-junk-theory-to-win-custody-20041003-gdyqfk.html

ASSEMBLEIA DEBATE MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL

Especialistas afirmam que mau uso da lei acoberta casos de violência doméstica e pedofilia

A alienação parental, disciplinada pela Lei 12.318/2010, estaria, por mau uso, acobertando casos de violência doméstica e pedofilia. Esta tese foi apresentada na audiência promovida nesta quinta-feira, 6/4, no Parlamento paulista, por representantes da sociedade civil organizada, promotores de justiça e advogados que pedem alterações na legislação em vigor, para que sua aplicação se dê após apreciação isolada de cada caso.

A lei traduz como alienação parental o ato de interferir na formação psicológica da criança ou do adolescente, promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou ainda, por qualquer pessoa que tenha um menor sob sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie o genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com o mesmo.

A advogada Patrícia Alonso, uma das organizadoras da audiência e atuante há seis anos na área de conflitos familiares, defende a ideia de que as perícias jamais deveriam ser semidirigidas, sob o risco de o veredito já estar formulado. “O correto seria um estudo aprofundado, caso a caso, sem interferências ou preconceitos”, avaliou.

Ela afirmou que um dos casos mais emblemáticos de mau uso da Lei da Alienação Parental foi o ocorrido em Campinas, no final do ano passado. Durante a festa de Reveillon, o técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, matou a ex-mulher e o filho de oito anos, além de outras dez pessoas, e depois se suicidou. A ex-mulher havia pedido, em juízo, que o pai se afastasse do filho, alegando abuso sexual e isso teria sido um dos motivos para o assassinato de ambos.

“É clássico o homicídio seguido de suicídio, porque, no caso, o assassino quer se tornar herói. Havia violência, mas a Justiça entendia como alienação parental”, relatou Patrícia Alonso.

A promotora de justiça Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, enfatizou a necessidade de a sociedade ficar alerta a casos dessa natureza. Ou seja, de violência ou crimes sexuais contra a mulher, sob a falsa alegação de alienação parental.

“Já atuei em casos em que mulheres foram violentadas sob essa argumentação, e os agressores não foram sentenciados nem penalizados”, contou a promotora. Ela acrescentou que, nestes casos, o Ministério Público faz o encaminhamento para que processos perante a Vara de Enfrentamento à Violência contra a Mulher prevaleçam, transformando-se em medidas de proteção para a mulher e os filhos.

Scarance informou que um enunciado da Comissão Permanente de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público do Brasil (Copevid) com esse mesmo teor foi homologado em fevereiro deste ano.

https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=378019

A LEI QUE COLOCA CRIANÇAS EM RISCO

Maria* tinha pouco mais de 3 anos quando fez uma reclamação à mãe. “Ela relatou que estava com dores na região anal. Fiz perguntas a ela, achei que fosse algo no banho, mas ela disse que o pai ficava mexendo e doía muito”, explica Ana*, uma pedagoga de 44 anos. Na época, ela estava casada havia mais de oito anos com o pai da menina. “Éramos uma família feliz, nunca pensei em abuso. Perguntei ao meu marido o que tinha acontecido e a reação dele foi inusitada. Ele chamou minha filha de mentirosa e perguntou por que ela dizia que o papai a machucava. Era a primeira vez que ela contava aquilo para mim”, lembra, emocionada.

Ela levou a filha à pediatra, que constatou que havia algo errado. “A pediatra detectou vermelhidão e inchaço na região e disse que eu deveria ter muita coragem. Foi assim que entrei com processo de separação de corpos e medida protetiva. Conheço o jeitinho da minha filha, sabia que ela não estava inventando, a marca do machucado estava lá, eu só queria protegê-la”, detalha ela, que iniciou um processo criminal contra o pai da criança em 2013.

Um ano depois, a defesa do pai da menina abriu um processo na Vara da Família com base na Lei 12.318/2010, conhecida como Lei de Alienação Parental, alegando que a mãe estaria tentando afastar a menina do convívio paterno. “Desde que ele alegou alienação, o processo que investiga estupro de vulnerável ficou em segundo plano. A defesa dele também diz que minha filha tem problemas intestinais graves e que a dor seria provocada pelas fezes, mas ela nunca teve esse problema, é surreal”, diz.

A menina passou por avaliação, mas não houve indício de alienação. Ainda assim, há dois anos Ana é obrigada a levar a filha para visitar o pai em um centro monitorado por especialistas ligados à Justiça. “No início, minha filha ficava animada, ganhava presentes. Com o tempo, ela voltou a ter crises de choro, pânico noturno e não queria mais ir lá, mas sou obrigada a levá-la, caso contrário serei acusada de alienadora”, conclui ela, que tem medo de perder a guarda da filha. O processo contra o pai da criança ainda está em trâmite.

A lei

O conceito de síndrome de alienação parental (SAP) foi criado na década de 1980 pelo médico norte-americano Richard Gardner, conhecido por colaborar na defesa de homens acusados de pedofilia e abuso sexual. Segundo Gardner, a síndrome se instalaria em crianças por conta de campanhas de difamação promovidas por um dos cônjuges, geralmente a mãe, durante ou depois de processos de separação. Essa teoria serviu de inspiração para a legislação brasileira.

Entretanto, a SAP nunca foi reconhecida como síndrome ou doença e é rejeitada pela Organização Mundial de Saúde e pelas associações americana e espanhola de psiquiatria. Hoje, só o Brasil mantém uma lei baseada na chamada alienação parental. Em 2017, o México revogou uma lei semelhante por recomendação da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Enquanto a lei vigora, especialistas denunciam que ela desmerece o testemunho de crianças vítimas de violência ou abuso sexual. Em documento elaborado para o site da União pela Defesa da Infância, a psicanalista Ana Iencarelli e a promotora de justiça Valéria Scarance, do Ministério Público de São Paulo, alertam que a lei tem sido usada como estratégia de defesa de homens acusados de abuso.

Violência sexual

Enquanto muitas denúncias de violência sexual contra crianças são ignoradas pela Justiça e tomadas como alienação parental, o número de abusos não para de crescer no Brasil. Um levantamento divulgado em junho pelo Ministério da Saúde indica que houve um aumento de 83% nas notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2011 e 2017. A maioria dos casos ocorreu dentro de casa e os agressores são pessoas do convívio das vítimas, como familiares. Os homens são os principais autores de violência sexual, sendo responsáveis por 81,6% dos casos envolvendo crianças. Entre as crianças, o maior número de casos é registrado entre aquelas mais jovens, com idade entre 1 e 5 anos (51,2%).

Situação atual

Apesar de controversa, a Lei de Alienação Parental prevê punições preocupantes, como inversão de guarda e até privação de contato entre a criança e o genitor acusado de ser “alienador”. A advogada Patrícia Alonso explica que a lei tem colocado crianças em risco. “A pessoa que tenta proteger a criança após suspeita de abuso acaba sendo acusada de alienadora. O abuso sexual contra crianças é difícil de provar. O resultado inconclusivo de um laudo não significa que o crime não ocorreu, mas muitos legisladores desconsideram o testemunho da criança e fazem a reversão de guarda, entregando a vítima a seu algoz”, diz.

A advogada Cláudia Galiberne Ferreira aponta que a falta de pessoal qualificado e treinado em conflitos familiares é um dos agravantes do quadro brasileiro. “Muitas comarcas nem sequer possuem assistente social ou psicólogo, isso é um grande complicador, inclusive para a implementação de práticas salutares como a da escuta protegida”, diz ela, referindo-

se à Lei 13.431/2017, que está em vigor e determina que a criança seja ouvida por especialistas, de forma reservada e em depoimento gravado, para evitar sua exposição. Sem a padronização de procedimentos, muitas crianças ainda passam por acareação com a pessoa acusada de cometer abusos, como foi o caso da menina Maria*, citada no início do texto.

“Se há denúncia de violência e/ou abuso, a criança deve ser afastada do convívio do possível abusador até que se comprove a validade ou não de tais acusações. No caso de dúvida, sempre, proteja-se a criança”, completa Cláudia. Ela defende a revogação da Lei 12.318/2010. “Não há como defender uma lei sem qualquer respaldo científico. O uso malicioso de tal teoria é inerente à sua criação. A teoria da alienação parental, por si só, impede a defesa daquela pessoa acusada de atos alienatórios, uma vez que a própria negativa da prática dos supostos ‘atos alienadores’ é apontada como um dos ‘indicativos’ de sua ocorrência”, finaliza.

*Os nomes são fictícios para proteger a identidade de mãe e filha e não prejudicar o direito de defesa do acusado

https://www.universal.org/blog/2018/07/21/grupo-de-idosos-faz-o-tour-pelo-jardim-biblico-pela-primeira-vez/

Rozanski:” A aplicação de um protocolo de abuso sexual infantil não alcança “

Para Rozanski, “é verdade que os regulamentos avançaram, mas não tanto a prática. A psicologia avançou, não a lei “, comparou ele. “Sempre, todos os avanços sociais positivos geraram reações negativas, geraram a resistência dos reacionários. E na Argentina, os avanços nesse assunto geraram reações muito violentas “.

Nesse sentido, o ex-juiz falou sobre as estratégias de defesa dos acusados ​​de abuso. “Até alguns anos atrás, a reação era dizer ‘as crianças estão mentindo’. Isso funcionou por um longo tempo. Mais tarde, quando foi necessário defender-se de forma diferente na Justiça, aqueles que os defendiam se dedicaram a pensar estratégias destrutivas, não defensivas. Eles pensaram sobre como eles conseguiram destruir a vítima e sua família, eles pensaram em destruir as pessoas que acompanham as vítimas. Isso não é difícil de detectar por um tribunal. O surgimento de estratégias destrutivas foi o que marcou as vítimas durante os últimos 20 anos na história judicial. Por que eles aplicam estratégias destrutivas? Porque com isso eles conseguem que as vítimas mudem seus testemunhos, conseguem que suas vítimas duvidem, que se retratem em suas declarações. E do ponto de vista da lei tradicional, que acaba beneficiando o acusado, por exemplo, para questões como o benefício da dúvida. É assim que eles conseguem não ser condenados “, explicou.

http://www.analisisdigital.com.ar/noticias.php?ed=1&di=0&no=264646

MÃES AFASTADAS DOS FILHOS SE UNEM PARA QUESTIONAR ALIENAÇÃO PARENTAL

Lei de 2010 para punir interferência na formação da criança mobiliza diferentes correntes

Assustada após relatos do filho, machucados em partes íntimas e alertas da terapeuta, uma mãe denuncia o pai da criança por abuso sexual e, depois de um processo judicial extenuante, é acusada de ter problemas mentais, perde a guarda e até o direito de ver o menino, que é entregue definitivamente ao pai.

O roteiro é igual para dezenas de mães que, afastadas de seus filhos pela Justiça após denúncias de agressões ou abusos sexuais, criaram um coletivo contra as decisões.

No início do mês, elas organizaram um ato em Brasília contra a lei da alienação parental, base de muitos dos processos. Uma mãe levou seu caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que vai analisar a petição.

Criada em 2010, a lei da alienação parental é controversa. O Conselho Federal de Psicologia sempre se opôs à medida, por considerar que acirrava os conflitos familiares e por avaliar que a teoria carece de sustentação científica.

Segundo a lei, a alienação parental é uma “interferência na formação psicológica da criança” promovida por um dos pais (ou figura de autoridade) contra o outro genitor. Na época, convencionou-se dizer que a lei impedia o pai ou a mãe de falar mal do outro para a criança. Como exemplos, a lei cita: realizar campanha de desqualificação, dificultar a convivência e apresentar falsa denúncia.

Caso comprovada, a alienação pode ser punida com multa, alteração da guarda e mudança de visitas, por exemplo.

A questão da falsa denúncia é uma das mais polêmicas e afeta várias das 103 integrantes do coletivo Mães na Luta.

Dentre elas, Adriana, 47, que foi proibida pela Justiça de ver o filho por um ano (seu nome foi alterado para preservar a criança). Os processos correm em segredo de Justiça.

Segundo ela, em 2014, quando estava casada com o pai do menino, a criança, que tinha dois anos, lhe contou sobre “brincadeiras no banho” e descreveu a presença de outro homem. “Ele disse que o ‘papai fez ginástica no pipi do irmão’. Só que o pai dele é filho único”, afirma Adriana, que gravou as conversas.

Ela confrontou o ex-marido, o casal brigou e Adriana registrou boletim de ocorrência para acusá-lo de agressão. “Ele me deu socos e chutes”, afirma a psicóloga, que trabalhava como diretora de RH.

Uma juíza concedeu uma medida cautelar, obrigando o marido a se afastar da casa.

Durante o processo, um laudo psicológico afirmou que a criança não teria sofrido abuso sexual. Além disso, peritas avaliaram que Adriana tinha problemas psiquiátricos, como transtorno esquizotípico, com alucinações e delírios.

“Fiquei chocada, dizia que eu era alienadora em grau severo e tinha abusado do meu filho para incriminar o pai.”

Para se defender, Adriana buscou outros profissionais, como o psiquiatra Jorge Adelino Rodrigues da Silva, então chefe de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRJ. Ele contestou o diagnóstico e apontou a normalidade psíquica dela.

Ainda assim, como Adriana reiterou as denúncias, a guarda unilateral foi concedida ao pai em 2016. Adriana foi proibida de ver o filho por um ano.

Em 2017, uma sentença permitiu que a mãe fizesse visitas supervisionadas no fórum. Adriana diz, porém, que não tem notícias do filho há dois anos. “Como ele está? Como sobrevive? Não tem um único dia que eu não choro”, afirma ela, que perdeu o emprego, vendeu carro e casa para pagar dívidas dos processos.

Segundo a advogada Sandra Vilela, que defende o pai da criança, as acusações contra seu cliente foram descartadas. “Ela já podia estar vendo o filho dela há um ano. Por que ela não vem atrás?”, diz Vilela.

A advogada de Adriana, Noêmia Fonseca, afirma que as visitas ainda não ocorreram porque é preciso pedir o cumprimento da sentença, o que elas devem fazer em breve. 

A arquiteta Solange, 42, também denunciou o pai do filho por suspeitas de abuso sexual e perdeu a guarda por alienação parental em 2015. Ela (cujo nome também foi alterado) só pode ver o menino em visitas supervisionadas. Hoje, coordena o coletivo Mães na Luta. “É um crime de Estado, um atentado à vida das crianças entregá-las para abusadores.”

Para a psicóloga Iolete Ribeiro, do Conselho Federal de Psicologia, a lei da alienação parental deveria ser revogada. “Tem contradição de base, a lei pune o alienador com alienação. Não ajuda a criança.”

A promotora Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, está acompanhando os processos e afirma que a lei, única no mundo, inibe as denúncias. “Crianças são entregues a homens investigados por abuso sexual, e a mãe que denuncia é considerada alienadora. Há casos em que revertem a guarda antes do fim da investigação.”

Ela diz que o crime é difícil de comprovar, porque o abusador não costuma deixar vestígios ou testemunhas. Por isso, um processo arquivado não significa necessariamente que o crime não ocorreu.

Já o advogado Nelson Sussumu, presidente da Comissão de Direito de Família da OAB-SP, é favorável à lei. “Tem homens que não abusaram e ficaram anos sem ver o filho. Até concluir a investigação, a criança já se esqueceu dele”. 

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Maria Berenice Dias, considera a legislação pedagógica. “Há uma visão machista na sociedade e no Judiciário de que o filho é da mãe. A lei ajudou a refletir sobre isso.”

Analdino Paulino, presidente da Apase (associação de pais que apoiou a lei), diz que a Justiça tende a favorecer a mãe. “O pai é visto mais como provedor do que cuidador.”

Outra corrente, no entanto, defende que o machismo das instituições torna mais fácil desqualificar o depoimento feminino. “A mulher que reclama é vista como desequilibrada, louca”, afirma Ribeiro.

Uma pesquisa inédita da psicóloga e doutora pela Uerj Analícia Martins aponta que a lei é mais usada por homens.

Em 63% dos processos, pais acusam mães de alienação —o contrário ocorre em 19% dos casos. Em 89%, a alienação não é comprovada. Foram avaliados 404 acórdãos entre 2010 e 2016, na BA, MG, RS, SP.

Para ela, que é autora de livros sobre o tema, não há uma resposta fácil. “A legislação pode ser usada tanto por abusadores quanto por pais que buscam ter contato com os filhos. Não dá para generalizar.”

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/08/maes-afastadas-dos-filhos-se-unem-para-questionar-alienacao-parental.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/08/entenda-a-lei-da-alienacao-parental-e-as-punicoes-previstas-a-pais-e-maes.shtml

A PERSISTÊNCIA DA ‘SÍNDROME DA LOLITA’

Desde que os detalhes do caso Jimmy Savile começaram a aparecer, eu tenho, como um detetive filosófico, investigando a possível origem intelectual de sua mentalidade. Em outras palavras, tenho procurado o que tem sido chamado de “cultura do abuso”, que pode ou não ter sido um fator na BBC, ou o que Michel Foucault teria chamado de “epistémé” – um tipo de conspiração ao nível da linguagem e ideias e metáforas que (neste contexto) poderiam promover ou justificar a exploração sexual de raparigas. (Juntamente com sua contínua “revisão Savile”, a BBC também prometeu examinar o caso de Stuart Hall, outro radialista, que se declarou culpado de agredir indecentemente 13 meninas ao longo de três décadas.)

Detectei uma congruência significativa entre “Lolita” e a autobiografia de Savile.

Eu acredito que agora houve um avanço. Naturalmente, é perfeitamente possível objetar desde o início que toda essa investigação é fútil, que não há origem intelectual em coisa alguma, que a própria idéia de um whodunit – além da referência ao perpetrador real – é irrelevante em comparação com a predominância biológica. imperativos. É a economia libidinal, idiota! Mas esse argumento é em si parte integrante da conspiração.

Examinando a lista de suspeitos do costume, eu dificilmente poderia evitar considerar “Lolita”, romance clássico de Nabokov – virtuoso, provocador, indescritível, complexo, irônico – que foi publicado em 1955 e coincide nitidamente, historicamente, com a ascensão da revista Playboy de Hugh Hefner ( primeira edição: 1953). A voz insistente, retórica e retórica do narrador, Humbert Humbert, é contraposta à figura quase sem voz da própria Lolita, a menina de 12 anos (como é no começo do romance) que Humbert seqüestra. Eu estava prestes a escrever “seduz”, mas a chave para entender a narrativa é que é a própria Lolita quem seduz. Pelo menos, segundo Humbert. A narrativa é, em termos judiciais (lançada, como é, em um júri imaginário), uma recusa ou diminuição de responsabilidade em nome do acusado, ou uma reatribuição de responsabilidade. O argumento é que a “ninfeta” já é sexualmente aventureira. “Entre os limites de idade de 9 e 14 ocorrem donzelas que, para certos viajantes enfeitiçados, duas ou muitas vezes mais velhas do que elas, revelam sua verdadeira natureza que não é humana, mas nórdica (que é demoníaca).”

Detectei uma congruência significativa entre “Lolita” e a autobiografia de Savile, “As It Happens”, publicada em 1974, cujo capítulo 10 é lido como uma carta de pedofilia. O equivalente de “ninfeta” de Savile é “teentype” ou “sirene” (ou “bolinho”). Sempre procurando enganar os pais irados ou preocupados, ele é confuso por eras em razão de seu “tipo desconexo de teoria de que todas as garotas, em relação aos seus opostos masculinos, têm 2000 anos quando nascem”. Savile, uma católica, pode estar fazendo algum ponto sobre o pecado original aqui. Mas o tropo que trança juntos Nabokov e Savile é a imagem de Hugh Hefner, repetida com variações, de um homem mais velho (repleto, idealmente, com paletó e cachimbo de tweed – Savile prefere o charuto) enfeitado com ninfetas / sirenes / “companheiros” foram claramente atraídos para ele, como as abelhas para algumas plantas altamente polinizadas. Todos os três insistem em algum tipo de imperativo categórico que rege o comportamento das meninas. Savile também argumenta que “as meninas me ensinaram, apararam e me treinaram até os padrões olímpicos”. Foram eles que cuidaram de mim.

O primeiro trabalho de um filósofo (que eu saiba) que reuniu alguns desses tópicos foi “Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome” de Simone de Beauvoir, um ensaio publicado pela primeira vez na revista Esquire em agosto de 1959. Deve ser dito que o interesse de Beauvoir Nesses assuntos não era puramente teórico (na verdade, é difícil conceber que os pensamentos de qualquer filósofo sejam puramente teóricos). Como investigadora diligente, sou obrigada a dizer que foi demitida de seu trabalho como professora em 1943 por “comportamento que levou à corrupção de um menor”. O menor em questão era um de seus alunos em um liceu de Paris. Está bem estabelecido que ela e Jean-Paul Sartre desenvolveram um padrão, que chamaram de “trio”, no qual Beauvoir seduzia seus alunos e depois passava para Sartre. (Veja, por exemplo, “A Disgraceful Affair”, de Bianca Lamblin,

A “síndrome de Lolita” de Beauvoir (seu favorito pessoal, segundo ela, entre seus ensaios) oferece uma defesa evangélica da emancipação sexual dos jovens. Eles foram amarrados em correntes por muito tempo: Bardot é apresentado como o Harry Houdini que vai tirá-los do cativeiro. Bardot é uma contraparte cinematográfica da própria Beauvoir, a Sócrates de Saint Tropez, que é falsamente condenada por “corromper a juventude da França”. Ela é uma “mulher-criança” – uma garçon manqué érotique – cuja diferença de idade é capaz de reacendendo o desejo queimado: “ela mantém a inocência perfeita inerente ao mito da infância”. Beauvoir postula Bardot como a encarnação de “autenticidade” e natural, puro “desejo”, com sexualidade “agressiva” desprovida de hipocrisia. O autor de “The Second Sex” faz questão de enfatizar a igualdade e autonomia sexual,

Em uma retórica que é meio-francófona, meio marxista, Beauvoir coloca sua heroína como uma libertadora moderna, liderando as gerações mais jovens, quebrando os tabus, “capaz de incinerar os pobres disfarces. essa realidade de camuflagem. ”“ As crianças perguntam incessantemente: Por quê? Por que não? Vamos sufocar as perguntas que o BB levantou?

Talvez no fundo haja todo um gênero do que foi descrito como “pedofilia pedagógica feminina”, fixado no despertar sexual das alunas. Mas provavelmente o trabalho chave desta geração, publicado na década de 1930, mas que se tornou um manual da década de 1960, foi “Coming of Age in Samoa”, de Margaret Mead.

Mead foi pós-graduada em antropologia em Columbia quando foi para Samoa pesquisar a tese que acabaria se tornando o livro. Mead foi, de certa forma, a americana Beauvoir, expoente e apóstola de temas feministas. Mas ela também foi precursora da Lolita de Nabokov (e dos primeiros Bardot). Suas garotas samoanas estão sempre à procura de aventuras sexuais “sob as palmeiras”, curiosas para experimentar antes de serem amarradas no casamento. Quer ela tenha sido fraudada ou não (como foi argumentado), a narrativa da síndrome de Lolita permitiu que ela desse uma reviravolta antropológica a Freud, retratando o hemisfério sul como o reino do id irrestrito, com o norte – norte – americano em particular – ainda confuso sublimação e repressão. Restava apenas para a brisa sufocante do Sul, com o pé da grama, soprar para o norte.

Savile retoma o mesmo argumento, na última página de “As It Happens”, aguardando ansiosos os “admiráveis ​​polinésios” que se juntam à Europa e trazendo “jolly goings on” à sua nativa Yorkshire: “Por que eles deveriam ter tudo?”

Tanto Beauvoir quanto Mead remontam aos precursores da liberação sexual do século XVIII ou início do século XIX. Sartre e Beauvoir usaram a palavra “fundamental (e)” para descrever um ao outro – o “necessário” outro significativo em suas vidas em contraste com os amantes “contingentes”. Eles estavam aludindo aos trabalhos de Charles Fourier, o pensador utópico pós-revolução (que forneceu um modelo para o futuro ao início de Marx e Engels). O “falanstério” de Fourier oferece (no “Le Nouveau monde amoureux” de 1805) um “mínimo sexual” que tende ao máximo: o cronograma rigoroso do futuro esboça uma Olimpíada sexual permanente envolvendo orgias públicas de massa, assuntos múltiplos e serviço de call-out sexual AAA para emergências.

Tédio e frustração – a insatisfação de qualquer uma das 12 principais “paixões” – tornam-se os pecados principais desta sociedade e a raiz de todo mal. A “civilização” tem sido (como Freud argumentaria) construída sobre a repressão, e não funciona: o objetivo é satisfazer todos os desejos, erradicando assim o conflito e a violência e introduzindo o estado conhecido como “Harmonia”.

Tanto Mead quanto Fourier (e Freud, mais criticamente) referem-se às viagens de descoberta, e notavelmente Bougainville e Tahiti em 1768. Essa foi a década de 1960 do século XVIII e o Taiti proporcionou uma cultura alternativa. O tema da “Viagem” de Bougainville foi que seus homens foram abordados e seduzidos – “conquistados” por “jeunes filles” (garotas jovens, possivelmente virgens). Os marinheiros franceses haviam se tornado objetos do desejo do outro. E a ninfeta sexualmente voraz, ou “Vênus”, recebe algum tipo de documentação histórica / antropológica pela primeira vez. A subseqüente tomada satírica de Diderot sobre o assunto sugere como esse estado de coisas aparentemente idílico poderia dar errado e como tudo estava inevitavelmente ligado ao exercício do poder colonial.

Leia as contribuições anteriores para esta série.

O modelo original da narrativa de Bougainville é Jean-Jacques Rousseau. Bougainville era um ávido leitor do “Discurso sobre a origem da desigualdade”. Mas o mais crucial para a Síndrome Lolita é “Emile”, datado de 1762, notável pela teoria de Rousseau de “educação negativa”. A educação formal, como tal, só pode estragar a criança em crescimento. As crianças devem ser mantidas longe de bibliotecas, escolas e professores pelo maior tempo possível. Eles já sabem tudo o que eles praticamente precisam saber. Eles são (como poderíamos dizer agora) geneticamente pré-programados. Rousseau, em um movimento que talvez seja a base do romantismo, inverte a clássica relação pedagógica e sugere que é a criança que nos ensina, e não o contrário. Tudo o que podemos fazer é corromper e distorcer o software embutido.

Percebi que, quando voltei a Emile, encontrei aqui o precursor intelectual de Humbert Humbert e Savile, de Nabokov. Para Savile, é o “teentype” quem “me ensinou, cortou e treinou”. Humbert Humbert, o acadêmico inglês, é derrubado pelo conhecimento carnal superior da ninfeta. Beauvoir encontra a salvação na figura do ingênuo e ingênuo BB; Mead vê o futuro do norte no sul primitivo. Em cada caso, supõe-se que a educação não mais serve a nenhum propósito real. A educação, como diria Rousseau, é apenas uma maneira de prender a criança em ferros. A criança sempre tem 2.000 anos de idade, educada automaticamente.

A ironia de minha investigação sobre o paradigma da orgia perpétua é que estou argumentando que o estilo de pensamento que fez uma diferença real sustenta que o pensamento não faz diferença real. Rousseau foi o distante padrinho dos argumentos contemporâneos que implicam que a educação é, com efeito, irrelevante, uma vez que o gene egoísta (ou “natureza”) é primordial e a sociobiologia governa. Mas o ponto que emerge da análise de Beauvoir em “The Lolita Syndrome” é que a liberação e a “autenticidade” são indistinguíveis da coerção porque transformam a própria noção de “liberdade” em um imperativo categórico. Como Rousseau argumenta em “O Contrato Social”, o cidadão (jovem / velho, masculino / feminino) tem que ser “forçado a ser livre”. Como tantas vezes, a liberdade coincide com o que eu quero que você faça por mim.

Talvez o falanstério de Fourier já esteja aqui, com sua satisfação ininterrupta de paixões. Mas há certamente uma convergência irônica entre crentes e ateus. Savile por um lado, fixado na mãe e explicitamente convencido de sua própria pecaminosidade, esperava se livrar do apelo final e póstumo ao “Chefe”. E, em uma imagem espelhada estranha, os secularistas são perfeitamente capazes de dissolver qualquer noção de responsabilidade em uma invocação de padrões de comportamento antigos, até mesmo pré-humanos. Para Savile, há predestinação; para outros, existe a desculpa abrangente do fatalismo genético.

SIMONE DE BEAUVOIR: O DEFENSOR DA PEDOFILIA QUE ESTABELECEU OS FUNDAMENTOS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

Ela foi demitida por corromper um aluno menor

O endosso de Beauvoir da legalização da pedofilia não foi acidental. Como Andy Martin relembrou no The New York Times (também mídia progressista) em 19 de maio de 2013, a ideóloga feminista foi demitida de seu emprego como professora em 1943 por corromper um aluno menor. Alguém poderia pensar que a demissão foi devida a causas políticas, mas o fato é que Beauvoir havia colaborado com a Rádio Vichy, uma estação do regime colaboracionista de Pétain ; um fato que ela reconheceu em suas memórias. Martin também lembra que, sendo um parceiro sentimental do escritor, “Jean-Paul Sartre desenvolveu um padrão, que eles chamaram de” trio “, no qual Beauvoir seduziu seus alunos e depois os passou para Sartre.”Por outro lado, em agosto de 1959, a revista Esquire publicou um ensaio polêmico de Beauvoir intitulado “Brigitte Bardot e a síndrome Lolita” , no qual o escritor feminista era fascinado pelo aspecto infantil da atriz.

Em suma, se esta é a referência do feminismo de gênero em termos de pensamento, muitas famílias têm razões suficientes para se sentirem alarmadas.

Simone de Beauvoir: The Pedophilia Supporter Who Laid the Foundations of Gender Ideology

Brasil é o campeão em número de pedófilos

Apesar de todas as campanhas, cerca de mil novos sites de pedofilia são criados todos os meses no Brasil.. Dados apresentados pelo deputado Luiz Eduardo Greenalgh (PT), à embaixada norte-americana em Brasília dão conta que  52%  desses sites tratam de crimes contra crianças com idades que variam de 9 a 13 anos e 12% deles  expõem  até crianças de zero a três meses.

O levantamento mostra ainda que  76% dos pedófilos do mundo estão no Brasil, o que mostra de acordo com a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-Ac), que só será possível combater esse mal com o envolvimento de toda a sociedade.

Consciente disso a parlamentar acreana mantém sua campanha de esclarecimento nas escolas . Uma prática que já dura 9 anos e que já percorreu o estado, inclusive com o apoio da atriz global Brenda Hadad.

Na manhã desta sexta-feira (29), a palestra com distribuição das cartilhas de combate a pedofilia, aconteceu na escola da Fundação Bradesco, para uma platéia de estudantes do ensino infantil à 5ª série e contou com a colaboração do promotor  de justiça da Infância e Juventude Francisco Maia e dos membros do Conselho Tutelar.

Os palestrantes motivaram as crianças a contar tudo aos pais, incentivando o aumento da confiança e na ausência dela a buscar ajuda no Conselho Tutelar e na própria escola. Em côro as crianças decoraram os números. Dos telefones úteis em caso de perigo. “Na vida da gente, tudo tem um tempo. vocês precisam absorver isso. E nossa função, enquanto pais, professores, poder público é protegê-los até que vocês tenham idade para se cuidarem sozinhos  explicou o promotor.

O diretor da escola, Marcondes Montysuma aproveitou para alertar as crianças a não aceitarem nada de estranhos, nem água e muito menos carona.

A deputada Perpétua Almeida chamou a atenção das crianças para os riscos que correm na internet com homens se passando por garotos de 14 e 15 anos para seduzir as crianças que pensam estar conversando com alguém de idade próxima da sua. “ Na  CPI da  pedofilia.eu chorei ao ouvir alguns relatos e prometi a mim mesma combater esse mal com todas as armas possíveis. Cada criança que conseguirmos salvar será uma vitória”.

De acordo com o relatório apresentado à embaixada norte-americana, o mundo da pedofilia está crescendo e o uso da internet facilita isso, porque os pedófilos trocam informações sobre empregos, como em colônias de férias por exemplo, para descobrir maneiras de ficar mais perto das crianças.

A exemplo das outras vezes, todos os estudantes receberam um exemplar da cartilha e a exortação para que mostrem , discutam e leiam com os pais, para que possam se manter alertas contra os criminosos que rondam a infância. Paralelo a isso, a deputada Perpétua Almeida renovou o pedido para que os professores debatam o assunto com as crianças em sala de aula: “Nossas crianças tem que ficar espertas para aprender a reconhecer o abusador e não cair nas garras dele e também para identificar sinais de abuso em algum colega e pedir ajuda”

Brasil é o campeão em número de pedófilos