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POLITICAS PUBLICAS CONTRA O FEMINICIDIO EQUADOR E URUGUAY

Para conter e abordar a questão do feminicídio na região da ALC, governos e formuladores de políticas devem empreender ações mais concretas e inovadoras. Para ajudar os formuladores de políticas a virar a maré em um tópico que continua sendo uma violação dos direitos humanos fundamentais, o relatório regional do SIGI sobre a ALC apresenta algumas recomendações políticas essenciais, incluindo:

Atualizar de acordo com os marcos legais dos países que ainda não classificaram o assassinato intencional de uma mulher com base em seu gênero como feminicídio, feminicídio ou homicídio agravado por gênero.
Generalizar o uso de tecnologias de vigilância eletrônica para prevenir femicídios quando há ordens de proteção em vigor, com base nas experiências em andamento no México, Panamá e Uruguai.
Certifique-se de que os agressores em potencial sejam proibidos de comprar armas de fogo, pois estudos descobriram que o risco de feminicídio aumenta significativamente quando o agressor tem acesso a uma arma de fogo.
Realizar campanhas de conscientização sobre o machismo e sua relação com o crime violento e trabalhar com escolas e programas para jovens para desconstruir as identidades de gênero e a forma como algumas masculinidades podem promover a violência.
Investir na coleta sistemática de dados sobre a violência contra a mulher, tanto em termos de prevalência como de incidência, desagregados por tipo de violência e local, bem como na coleta de dados sobre atitudes frente à aceitação social dessa violência.

(https://www.oecd.org/gender/data/addressing-femicide-in-the-context-of-rampant-violence-against-women-in-latin-america.htm )

(https://americalatinagenera.org/newsite/images/violencia/documentos/131117_Executive_Summary.pdf )

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LEI CONTRA A VIOLENCIA NO EQUADOR

LEI CONTRA A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A FAMÍLIA

Com base no respeito pela liberdade individual, o Conselho Nacional da Mulher CONAMU, trabalha para mobilizar esforços e recursos para criar condições de igualdade e desenvolver a plena participação das mulheres na vida econômica, política, social e cultural, incluindo a intervenção na tomada de decisão e poder.

Toda essa participação e construção da cidadania feminina será possível em uma sociedade livre de violência, uma sociedade em que a integridade física, a psicologia e a liberdade sexual da mulher e de seus familiares sejam protegidas.

Por sua vez, a Direção Nacional da Mulher coordenou, em conjunto com a Comissão da Mulher, Criança e Família do H. Congresso Nacional e organizações de mulheres, a concretização da Lei contra a violência contra a mulher, aprovada em 29 de novembro de 1995 .

Graças ao trabalho conjunto de mulheres profissionais, donas de casa, setores populares e organizações que estiveram presentes para exigir a aprovação desta Lei, as mulheres passaram a ter a possibilidade de viver com dignidade, sendo protegidas da violência doméstica e tendo um apoio na busca da harmonia e felicidade.

Lola Villaquirán de Espinosa Diretora Executiva
A Lei Contra a Violência contra a Mulher e a Família nasceu na Direcção Nacional da Mulher, fruto do trabalho conjunto de advogadas ou juízes, grupos organizados de mulheres, ONGs, a Comissão da Mulher, Criança e Família do Congresso Nacional e o apoio de organizações internacionais. Foi constituído pela Lei nº 103 e foi aprovado em 29 de novembro de 1995 e publicado no Equador no Registro Oficial nº 839 de 11 de dezembro do mesmo ano.

QUALIFICAÇÃO PRELIMINARES

Art. 1.- OBJETIVOS DA LEI.- O objetivo desta Lei é proteger a integridade física e mental e a liberdade sexual da mulher e de seus familiares, por meio da prevenção e punição da violência doméstica e outras agressões contra você. direitos e da sua família. Suas regras devem nortear as políticas do Estado e da comunidade na matéria.

Art. 2.- VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR.- A violência intrafamiliar é considerada toda ação ou omissão que consista no abuso físico, psicológico ou sexual cometido por um membro da família contra a mulher ou outros membros do núcleo familiar.

Art. 3.- ÂMBITO DE APLICAÇÃO.- Para os efeitos desta lei, são considerados membros do núcleo familiar os cônjuges, ascendentes, descendentes, irmãos e seus parentes até o segundo grau de afinidade.

A proteção desta Lei será estendida aos ex-cônjuges, companheiros, ex-companheiros, às pessoas com quem se mantenha ou tenha mantido relação consensual, bem como àqueles que compartilham a casa do agressor ou da vítima.

Art. 4.- FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.- Para os efeitos desta Lei, considera-se:

VIOLÊNCIA FÍSICA.- Qualquer ato de força que cause dano, dor ou sofrimento físico às pessoas atacadas, independentemente do meio utilizado e suas consequências, sem considerar o tempo necessário para a sua recuperação;

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA.- Constitui ação ou omissão que causa dano, dor, perturbação emocional, alteração psicológica ou diminuição da auto-estima da mulher ou do familiar vitimado. É também intimidação ou ameaça pelo uso de pressão moral sobre outro membro da família instilando medo ou receio de sofrer dano grave e iminente em sua pessoa ou na de seus ascendentes, descendentes ou parentes até o segundo grau;

VIOLÊNCIA SEXUAL.- Sem prejuízo dos casos de estupro e outros crimes contra a liberdade sexual, a violência sexual é considerada qualquer maus-tratos que constituam imposição no exercício da sexualidade de uma pessoa e que a obrigue a manter relações ou outras práticas sexuais com ele. agressor ou com terceiros, por meio de uso de força física, intimidação, ameaças ou quaisquer outros meios coercitivos.

Art. 5.- SUPREMACIA DAS REGRAS DE PROTEÇÃO CONTRA VIOLÊNCIA.- A
As disposições desta Lei prevalecem sobre outras regras gerais ou especiais que se oponham a elas. Os direitos consagrados nesta Lei são inalienáveis.

Art. 6.- INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS.- As normas relativas à prevenção e punição da violência contra a mulher e a família contidas nos instrumentos internacionais ratificados pelo Equador têm força de lei.

Art. 7.- PRINCÍPIOS PROCESSUAIS BÁSICOS.- Nos procedimentos de aplicação desta Lei, prevalecerão os princípios da gratuidade, da mediação obrigatória, da prontidão e da reserva.

Exceto nos processos a cargo de juízes e tribunais criminais, não será exigido o patrocínio de advogado, exceto nos casos em que a autoridade o considere necessário. Nesse caso, um defensor público será chamado para intervir.

TÍTULO I CAPÍTULO I
JURISDIÇÃO E JURISDIÇÃO

Art. 8.- JURISDIÇÃO E JURISDIÇÃO.- O julgamento das infrações previstas nesta Lei corresponde a:

Os juízes da família;

Os Comissários para as Mulheres e a Família;

Os Intendentes, comissários nacionais e tenentes políticos; Juízes e tribunais criminais.
A jurisdição será determinada pelo lugar da prática da infracção ou pelo domicílio da vítima, sem prejuízo das regras gerais sobre a matéria.

Art. 9.- SOBRE AS PESSOAS QUE PODEM EXERCER A AÇÃO.- Sem prejuízo do
legitimação do lesado, qualquer pessoa física ou jurídica que tenha conhecimento dos fatos, poderá propor as ações previstas nesta Lei.

As infrações previstas nesta Lei podem ser apuradas ex officio, sem prejuízo de se admitir denúncia privada.

Art. 10.- AQUELES QUE DEVEM DENUNCIAR.- São obrigados a denunciar os atos puníveis de violência doméstica, no prazo máximo de quarenta e oito horas após o seu conhecimento, sob pena de dissimulação:

Os agentes da Polícia Nacional; O Ministério Público; Y
Profissionais de saúde, pertencentes a instituições hospitalares ou domicílios de saúde públicos ou privados, que tenham conhecimento de casos de agressão.

Art. 11.- JUÍZES COMPETENTES.- Os juízes de família, Comissários da Mulher ou da Família, julgarão casos de violência física, psicológica ou sexual que não constituam crime.

Em localidades onde essas autoridades não tenham sido estabelecidas, prefeitos, comissários nacionais ou tenentes políticos atuarão em sua substituição.

Art. 12.- APRESENTAÇÃO DA CAUSA A OUTRA JURISDIÇÃO.- Se os juízes mencionados no artigo anterior estabelecerem que o ato de violência doméstica que tenham conhecimento constitui crime, sem prejuízo da adoção de medidas de proteção, ficarão impedidos de continuar sabendo da causa, remeter imediatamente o processo ao juiz penal competente. Da mesma forma, procederá em caso de outros ataques criminosos contra a propriedade e outros direitos das pessoas protegidas por esta lei.

CAPÍTULO II

MEDIDAS AMPARO

Art. 13.- As autoridades indicadas no artigo 8º, quando de qualquer forma vierem ao seu conhecimento um caso de violência doméstica, procederão imediatamente à imposição de uma ou mais das seguintes medidas de proteção a favor da pessoa agredida:

Conceder as passagens de auxílio necessárias à mulher ou a outros membros do núcleo familiar;

Ordenar ao agressor que saia de casa, se a convivência envolver risco à liberdade física, psíquica ou sexual da família;

Impor ao agressor a proibição de abordar a vítima no seu local de trabalho ou estudo; Proibir ou restringir o acesso do agressor à pessoa abusada;
Impedir que o agressor, por si ou por terceiros, pratique atos de perseguição ou

intimidação da vítima ou de um membro da sua família;

Devolver o agredido ao domicílio, fazendo com que o agressor saia simultaneamente, no caso de um domicílio comum, impedindo-o de retirar os utensílios domésticos de uso;

Conceder a guarda do menor ou da vítima incapacitada a pessoa idônea de acordo com o disposto no artigo 107, regra 6 do Código Civil e com o disposto no Código do Menor; Y,

Ordenar o tratamento a que as partes e filhos menores devem ser submetidos, se for o caso.

Art. 14.- Apreensão.- Se para a aplicação das medidas de proteção solicitadas pela vítima de acordo com o disposto no Código de Processo Penal, a autoridade que ouviu o caso poderá ordená-lo por ofício, sem que seja necessário expedir um pedido nos seguintes casos:

Quando a vítima ou parentes precisam se recuperar e o agressor os mantém intimidados; Y,

Para tirar o agressor de casa. Da mesma forma, quando este estiver armado sob o efeito de álcool, entorpecentes ou psicotrópicos, quando agride a mulher ou põe em risco a integridade física, psicológica ou sexual da família da vítima.

Art. 15.- COLABORAÇÃO DA POLÍCIA NACIONAL.- Todo agressor da ordem está obrigado a dispensar socorro, proteger e transportar mulheres e demais vítimas de violência doméstica e, obrigatoriamente, preparar parte informativa do caso em que interveio. , que será apresentado em 48 horas ao juiz ou autoridade competente.

Art. 16.- INFRACÇÃO FLAGRANTE.- Se uma pessoa for flagrada praticando algum dos tipos de violência previstos nesta Lei, será apreendida pelos encarregados da aplicação da lei e imediatamente apresentada perante a autoridade competente para instauração de processo.

Art. 17.- CONTROLE DAS ORDENS JUDICIAIS.- Os juízes de instrução fiscalizarão e exigirão o cumprimento de suas disposições de proteção, mesmo com a intervenção da força pública. A violação das ordens dos juízes de construção nesta matéria será considerada infração punível e investigável ex officio, será punida com reclusão de um a seis meses de acordo com a gravidade da infração e seu julgamento corresponderá ao juízes e tribunais do Penal.

Capítulo III

Do julgamento perante os juízes de família

Art. 18 – Requerimento ou demanda – Caso os pedidos de proteção ou reclamação sejam apresentados oralmente, o juiz ordenará que sejam reduzidos a escrito.

Art. 19 – Citação – Sem prejuízo de ditar as medidas de proteção previstas no artigo 13, o juiz ordenará a citação do réu, com cópia do requerimento ou demanda no local indicado e, em seguida, ordenará a prática dos exames parciais e procedimentos mais probatórios que o caso requer.

Art. 20 – Convocação de audiência de conciliação – Na convocação, o Juiz designará dia e hora para a audiência que ocorrerá no prazo mínimo de dois dias e não superior a oito, contados da data do convocação.

Esta audiência não pode ser adiada senão a pedido expresso e conjunto de ambas as partes.

Art. 21 – Audiência e julgamento de conciliação – A audiência de conciliação terá início com a contestação da petição ou demanda. O juiz buscará a solução do conflito e se for alcançado, aprovará o acordo por meio de resolução expedida na mesma diligência, sem prejuízo de providenciar as medidas reabilitadoras e manter as medidas de proteção que forem o caso.

Se a conciliação não for obtida ou à revelia do arguido, o juiz dará início à prova pelo prazo de seis dias, dentro do qual serão praticados os pedidos pelas partes e os que julgar convenientes.

Concluído o período de teste e apresentados os laudos periciais, será emitida imediatamente a resolução correspondente, a qual não caberá recurso.

No entanto, o juiz poderá revogar ou alterar a decisão em que o caso apresentado foi resolvido, se para eles houver fundamento razoável, com base em novas provas. Para tanto, mediante notificação da parte contrária, poderão ser solicitados os respectivos exames.

Art. 22 – Sanções – O Juiz, ao solucionar a causa, comprovada a responsabilidade, sancionará o agressor com o pagamento de indenização por danos de um a quinze salários mínimos vitais, de acordo com a gravidade do resultado, que será causal divórcio.

Quando a violência tiver provocado a perda ou destruição de bens, o agressor será obrigado a substituí-los em número ou espaço. Esta resolução terá valor de título executivo.

Caso o autuado não possua recursos econômicos, a sanção pecuniária será substituída por trabalho nas redes comunitárias de apoio mantidas pelo Ministério da Previdência Social, por tempo mínimo de um a dois meses, em regime que não altere seu trabalho pago.

Capítulo IV

Da acusação de crimes

Art. 23 – Julgamento – O julgamento dos atos de violência física e sexual que constituam crime, e que sejam cometidos na esfera doméstica, corresponderá aos juízes e tribunais penais, observadas as normas previstas no Código de Processo Penal.

Será considerada agravante a condição dos familiares das matérias mencionadas no artigo 11 desta Lei, além das fixadas nos artigos 30, 37 e 38 do Código Penal.

Título II

Da Direcção Nacional da Mulher e das Políticas de Reabilitação e Órgãos Auxiliares

Art. 24 – Direção Nacional da Mulher – Corresponde ao Ministério da Previdência Social por meio da Direção Nacional da Mulher.

Ditar políticas, coordenar ações e desenvolver planos e programas voltados para a prevenção e erradicação da violência contra a mulher e a família;

Estabelecer abrigos temporários, abrigos, centros de reeducação ou reabilitação para o agressor e familiares afetados. Esses estabelecimentos podem ser criados como parte

membro da Direcção ou por meio de convenções, contratos de financiamento de organizações internacionais, o Estado, organizações seccionais, organizações não governamentais e qualquer outra classe de pessoas singulares ou colectivas devidamente qualificadas.

Esses estabelecimentos contarão com profissionais e técnicos especializados no assunto;

Programar, organizar e realizar atividades educativas para pais e lares, a fim de erradicar a violência;

Promover e coordenar programas de capacitação com perspectiva de gênero para o pessoal vinculado ao Poder Judiciário e ao Ministério de Governo;

Manter um banco de dados nacional sobre violência contra a mulher e a família e manter informações qualitativas sobre o problema; Y,

Para que as políticas de reabilitação tenham um ponto de apoio, deve haver financiamento específico do Orçamento do Governo Central ou de qualquer outra fonte.

Título III

Disposições gerais

Art. 25 – Jurisdição – Esta Lei não reconhece jurisdição em casos de violência física, psicológica e sexual. Nas restantes, será seguido o disposto na Constituição Política da República, no Código de Processo Penal e na Lei Orgânica da Função Judicial.

Art. 26 – Normas adicionais – No que não estiver previsto nesta Lei, serão aplicadas as disposições dos Códigos Civil, Penal, de Menores, de Processo Civil e de Processo Penal, além da Lei Orgânica da Função Judicial.

Disposição transitória

Até que sejam nomeados os comissários e juízes da mulher e da família, o conhecimento e a resolução dos casos previstos nesta Lei corresponderão aos autarcas e comissários nacionais, sem prejuízo da competência dos juízes e dos tribunais penais no que respeita às infrações que constituam crimes.

Artigo final

Esta Lei regerá todo o território nacional a partir de sua publicação no Registro Oficial.

Dado na cidade de San Francisco de Quito, Distrito Metropolitano, na Sala Plenária das Comissões Legislativas do Congresso Nacional do Equador, aos quatorze dias do mês de novembro de mil novecentos e noventa e cinco.

f.) Dr. Fabián Alarcón Rivera Presidente do Congresso Nacional

gordinho. J. Fabrizzio Brito Morán,

Secretário geral

PALACIONAL, ENQUITO, AVEINTINUEVEDENOVIEMBREDE MIL NOVE CEM NOVENTA E CINCO

ENTRE;

f.) Sixto A. Durán-Ballén C.

Presidente Constitucional da República É cópia – certifico
F.) Dr. Carlos Larreategui,

Secretário Geral da Administração Pública

CONTEÚDO

Título Preliminar Título I
Capítulo I
Competência e jurisdição Capítulo II
Medidas de proteção Capítulo III
Do julgamento perante os juízes de família Capítulo IV
Da acusação de crimes do Título II
Da direção nacional da mulher e das políticas de reabilitação e organizações auxiliares Título III
Disposições gerais

Para mais informações, entre em contato com Aparna Mehrotra, Ponto Focal para Mulheres, Tel: (212) 963-6828 Fax: (212) 963-9545, e-mail: mehrotra@un.org

Direção e Gestão: Aparna Mehrotra
Desenho e edição do site em espanhol: Lola Salas Gráficas: Joan Miró (detalhe) do folder Isis International

Url: arquivo: // C: \ LEONARDO \ PNUD% 20Contra% 20Violencia% 20Leyes,% 20Ecuador.htm

(https://pdba.georgetown.edu/Security/citizensecurity/ecuador/leyes/leyviolenciamujer.pdf )

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Uruguaios endurecem o crime para combater a violência crescente

MONTEVIDÉU, Uruguai (AP) – Famoso por ser um refúgio de paz na América do Sul, o Uruguai vive o que alguns analistas e organizações internacionais descrevem como uma “epidemia” de violência.

Os homicídios no Uruguai aumentaram 46% no ano passado, atingindo uma taxa oficial de 11,8 por 100.000 pessoas. O número está muito abaixo das alarmantes taxas de homicídio, muitas vezes alimentadas por guerras de drogas e violência de gangues, em países como Brasil, Colômbia e Venezuela. Mas a taxa de homicídios do Uruguai é agora mais alta do que a da maioria das nações sul-americanas e está em um recorde para o pequeno país de cerca de 3,5 milhões de habitantes.

Muitos uruguaios decidiram que medidas drásticas são necessárias. Em menos de um ano, cerca de 407.000 pessoas – cerca de um sexto dos eleitores qualificados – assinaram uma petição formal pedindo um referendo para implementar políticas duras contra o crime. Será realizado ao mesmo tempo que a eleição presidencial de outubro, ampliando o crime como questão de campanha.

A iniciativa busca prisão perpétua para crimes como assassinatos múltiplos, assassinatos sob encomenda e estupro e assassinato de menores. Também daria aos militares um papel maior na segurança doméstica, criando uma guarda nacional de 2.000 membros, eliminando a liberdade condicional para crimes graves e permitindo invasões noturnas com a aprovação de um juiz.

O governo anunciou esta semana que o Uruguai registrou 414 homicídios no ano passado, contra 283 em 2017.

Os números do Uruguai são baixos se comparados a países como México, Brasil e El Salvador, que têm 27, 30 e 50 homicídios por 100.000 habitantes, respectivamente. Mas a taxa do Uruguai agora é o dobro da vizinha Argentina e o triplo do Chile. E alguns temem que só vá piorar.

O chefe da polícia de Montevidéu, Mario Layera, disse ao jornal local El Observador que o país está se tornando tão violento quanto El Salvador, que tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo como resultado da violência de gangues.

A campanha do referendo foi liderada pelo senador Jorge Larranaga, membro do opositor Partido Nacional. Ele enfrentou oposição do governo e indiferença da maioria dos outros líderes da oposição.

Mas o público ficou entusiasmado.

″ (Eles diriam) Não vou votar em você, mas vou assinar isso ”, disse ele. “O povo está farto. Eles querem que isso pare. Muitos assinaram porque esta é a posição mais forte contra o crime e a política de segurança do governo. ”

Diego Sanjurjo, um cientista político especializado em questões de segurança, disse que a violência decorre de um forte aumento de roubos e outros crimes contra a propriedade.

(https://apnews.com/article/11d932d176604ce391bcd107a739c9fb )

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POLITICA AMERICANA CONTRA A VIOLENCIA DOMESTICA

Leis estaduais e federais de violência doméstica nos Estados Unidos

Leis federais
Em 1994, o governo dos Estados Unidos respondeu à questão nacional de violência doméstica e sexual promulgando a Lei da Violência Contra a Mulher (VAWA), destinada a melhorar os serviços às vítimas e a prisão e julgamento de agressores. VAWA 1994 promoveu respostas coordenadas pela comunidade à violência doméstica e agressão sexual (envolvendo o sistema de justiça criminal, serviços sociais e ONGs), criou uma linha direta nacional de violência doméstica e alocou fundos substanciais para uma série de diferentes tipos de iniciativas e programas, incluindo abrigos e outros serviços para mulheres agredidas, programas de educação e treinamento judiciário e programas para aumentar o alcance às mulheres rurais. [1]VAWA não só reautorizou subsídios STOP, que apoiam programas concebidos para melhorar a aplicação da lei e a resposta do processo penal à violência doméstica, mas também determinou que os defensores da violência doméstica fossem envolvidos no planeamento e implementação destes programas. [2] VAWA também reautorizou fundos para conselheiros de vítimas e testemunhas, que trabalham com vítimas de violência doméstica em processos federais, forneceu proteção para mulheres imigrantes espancadas e estabeleceu penas federais para violência doméstica interestadual e crimes de agressão sexual. [3]
Na reautorização do VAWA em 2000, o Congresso expandiu o escopo para incluir crimes de violência no namoro e perseguição, criou um programa de assistência legal para as vítimas e estabeleceu U- e T-vistos para imigrantes agredidos para permitir que permaneçam nos EUA (parte do a Lei de Prevenção às Vítimas do Tráfico e da Violência ). [4]
A reautorização da VAWA em 2005 forneceu mais proteções para os imigrantes; aumento do financiamento para esforços de extensão, assistência e prevenção às vítimas; tornou ilegal despejar uma vítima de violência doméstica ou perseguição de habitação federal com base na sua condição de vítima; e desenvolveram estratégias de prevenção da violência. [5]
VAWA 2013 expandiu as proteções habitacionais para incluir programas habitacionais subsidiados pelo governo federal adicionais não incluídos na reautorização de 2005, forneceram proteções adicionais para estudantes e sobreviventes imigrantes e reautorizaram programas de subsídios críticos VAWA. [6] Para obter mais informações sobre VAWA, incluindo programas de subsídios, consulte o Escritório do Departamento de Justiça dos EUA sobre Violência contra a Mulher .
Além do VAWA, o Congresso, em 1996, promulgou a Proibição de Armas de Violência Doméstica para Infratores (comumente referida como “a Emenda Lautenberg”). [7] Este ato proíbe o envio, transferência e posse de armas e munições por pessoas condenadas por contravenção de violência doméstica ou pessoas sob uma ordem de restrição ou proteção contra violência doméstica.

Leis Estaduais
A maioria das leis de violência doméstica nos EUA são leis estaduais. WomensLaw.org fornece acesso a todos os estatutos estaduais , federais e tribais relacionados à violência doméstica, bem como uma visão geral dos tipos de proteção disponíveis para as vítimas. Recursos adicionais incluem a pesquisa de 2004 do Institute for Law and Justice [8] das leis estaduais dos EUA sobre violência doméstica, incluindo leis que afetam as políticas do promotor e da polícia, e o relatório do Battered Women’s Justice Project sobre Enhanced Penieties Statutes (2005), que descreve os diferentes tipos de penalidades reforçadas para violência doméstica que foram decretadas em diferentes estados dos Estados Unidos.[9]
A seguir estão exemplos de leis estaduais de violência doméstica.
Minnesota:
Lei de Abuso Doméstico de Minnesota, Seção 518B.01 dos estatutos de Minnesota, cria um recurso civil de uma Ordem de Proteção (OFP), designa os procedimentos que devem ser seguidos na solicitação e concessão de um OFP e descreve o tipo de alívio que pode ser concedido. Por exemplo, a Lei estabelece as circunstâncias sob as quais uma ordem ex parte pode ser concedida e exige que uma audiência seja realizada dentro de dez dias após a emissão de tal ordem. A lei também descreve penalidades para violações de OFPs e Ordens de Proibição de Contato, ordens emitidas contra um réu em processos criminais por violência doméstica e descreve como os encarregados da aplicação da lei devem fazer cumprir tais ordens. Além disso, a lei inclui uma série de disposições que facilitam o acesso das vítimas ao sistema jurídico. Por exemplo,
A seção 609.2242 dos estatutos de Minnesota criminaliza a violência doméstica. De acordo com esta lei, um indivíduo comete o crime de agressão doméstica fazendo com que outro tema dano físico imediato ou morte, ou infligindo, ou tentando infligir, tal dano. As penalidades são aumentadas quando o perpetrador já cometeu um ou mais ataques domésticos dentro de um determinado período de tempo.
Minnesota também promulgou uma lei de prisão por violência doméstica , Seção 629.341, que permite que os policiais prendam um indivíduo sem um mandado se houver causa provável para acreditar que o indivíduo cometeu violência doméstica e que exige que os policiais avisem as vítimas de violência doméstica dos seus direitos legais.
A seção 629.342 dos estatutos de Minnesota estabelece que os departamentos de polícia devem desenvolver políticas e protocolos para lidar com a violência doméstica e exige explicitamente que os policiais auxiliem as vítimas na obtenção de tratamento médico e forneçam à vítima um aviso sobre seus direitos legais.
A seção 609.2247 dos estatutos de Minnesota torna o assalto a uma residência ou membro da família por estrangulamento ou asfixia um crime punível com até três anos de prisão.
Nova York:
A Lei de Prevenção da Violência Doméstica do Estado de Nova York (2004) criou uma rede abrangente de serviços para vítimas de violência doméstica. A lei exige que os distritos de serviços sociais ofereçam abrigo de emergência e outros serviços, incluindo advocacia, aconselhamento e encaminhamento. A lei exige que os abrigos que recebem financiamento de acordo com suas disposições mantenham um endereço confidencial e também exige que outras agências governamentais mantenham esses endereços confidenciais. Em 2009, Nova York proibiu a discriminação no emprego contra as vítimas de violência doméstica (em 2012, era apenas um dos seis estados que reconhecia as vítimas de violência doméstica como uma classe protegida nas disposições trabalhistas [10]) Além dessa proteção, o estado disponibiliza benefícios de desemprego para vítimas de violência doméstica cujo emprego foi afetado por causa da violência. [11]
A lei do Estado de Nova York sobre prisão sem mandado (seção 2.20 do Procedimento Criminal) permite que as localidades estabeleçam regulamentos ou políticas de prisão obrigatória. A lei estadual sobre procedimentos criminais para crimes de família (seção de Procedimento Criminal 530.11) instrui os oficiais que investigam “um crime de família” sob essa disposição para “avisar a vítima sobre a disponibilidade de abrigo ou outros serviços na comunidade” e “dar imediatamente a vítima notificação por escrito dos direitos legais e recursos disponíveis para a vítima de um crime familiar. ” Esta lei fornece um exemplo do tipo de informação que um policial pode dar a uma vítima e determina que a notificação seja preparada em vários idiomas, se necessário.
O estado de Nova York também aprovou uma lei criando um Escritório para a Prevenção da Violência Doméstica . O Escritório está encarregado de aconselhar o governador e a legislatura “sobre as maneiras mais eficazes de o governo estadual responder ao problema da violência doméstica” e “desenvolver e implementar políticas e programas destinados a ajudar as vítimas de violência doméstica e suas famílias, e para fornecer educação e prevenção, treinamento e assistência técnica. ” O site do Office inclui resumos da violência doméstica no estado de Nova York e leis relacionadas .

Massachusetts: O
Capítulo 209A das Leis Gerais de Massachusetts prevê a emissão e aplicação de OFPs, a confidencialidade do endereço da vítima e a entrega de armas do agressor.Seção 7do Capítulo 209A exige que os juízes conduzam buscas no registro do réu “para determinar se o réu nomeado tem antecedentes civis ou criminais envolvendo violência doméstica ou outra”, estabelece o aviso sobre penalidades por violação de um OFP que deve ser fornecido ao agressor , e detalha os tipos de comunicações que, quando um agressor foi condenado a um programa de intervenção de agressores, devem ocorrer entre o programa, abrigos para mulheres agredidas, o tribunal e o escritório de liberdade condicional com o objetivo de garantir a segurança da vítima e a responsabilização do agressor. O tratamento para o abuso de substâncias pode ser prescrito “além de, mas não no lugar de” programas de intervenção para agressores.

(https://www.stopvaw.org/state_and_federal_domestic_violence_laws_in_the_united_states )

DADOS FRUSTRANTES SOBRE POLITICAS PUBLICAS BRASILEIRAS SOBRE VIOLENCIA DOMESTICA

Uma das leis mais emblemáticas da região foi criada quando uma sobrevivente de violência doméstica, Maria da Penha Maia, litigou seu próprio caso após sofrer um padrão excruciante de abuso físico e psicológico por seu parceiro. O caso ficou 17 anos sem solução perante as autoridades judiciais brasileiras, até ser levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A abrangente Lei Maria da Penha foi aprovada em 2006, mas sua origem exemplifica o que muitas vítimas de violência doméstica na América Latina passam, incluindo a impunidade de seus casos perante as instituições de justiça.
Esta lei no Brasil e muitas outras em toda a região foram elogiadas como importantes avanços, mas o feminicídio e atos de violência contra as mulheres continuam a ocorrer na América Latina e não estão perto de diminuir.
O que está faltando?
Um olhar atento sobre a experiência de implementação dessas leis até o momento na América Latina revela peças que são urgentemente necessárias.
Alguns foram destacados pelo órgão da Organização dos Estados Americanos encarregado do acompanhamento da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará). Os obstáculos incluem a tolerância social a esses crimes; baixo investimento do estado em políticas, programas e serviços para lidar com a violência de gênero; a fragilidade da administração das instituições judiciárias e a sua presença limitada em todo o território nacional; a necessidade de esforços de coleta de dados mais coerentes; e a falta de uniformidade na terminologia usada no texto legislativo.
Uma das peças mais importantes são os mecanismos mais fortes para denunciar crimes. Especialmente na era dos bloqueios e confinamento da COVID-19, os serviços de denúncia de violência devem ser considerados “essenciais”, incluindo abrigos e varas de família. Os governos colombiano e chileno permitiram que as vítimas denunciassem crimes via WhatsApp e a Argentina recentemente permitiu que as vítimas denunciassem violência doméstica em farmácias.
No entanto, tudo isso é em vão se as mulheres não têm informações claras e completas sobre como e onde denunciar crimes, bem como onde procurar abrigo e serviços jurídicos. As campanhas do governo para disseminar informações nas áreas rurais e urbanas são fundamentais, especialmente na área online por meio das mídias sociais. O Peru, junto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, por exemplo, liderou uma campanha com a colaboração de mais de 300 instituições para aumentar a conscientização sobre a violência de gênero, promovendo o uso de máscaras roxas.
A coleta de dados para informar a formulação de políticas públicas e legislativas é outra prioridade premente. As estatísticas sobre as taxas e reclamações de violência de gênero podem ajudar os formuladores de políticas a avaliar o alcance da violência contra as mulheres e a projetar estratégias eficazes que correspondam à sua prevalência.
Além disso, abordar os estereótipos sociais das mulheres e a tolerância com a violência de gênero são pré-condições importantes para ver qualquer redução na violência. A América Latina ainda é afetada pelo sexismo, discriminação e patriarcalismo que alimenta a violência de gênero. Nossa compreensão das experiências das mulheres deve refletir a gama intersetorial de riscos que as mulheres enfrentam devido à sua raça, origem étnica, posição econômica e idade.

(https://americasquarterly.org/article/having-strong-gender-violence-laws-isnt-enough/ )

(https://oig.cepal.org/en/indicators/femicide-or-feminicide )

EU ERA UM PASTOR VICIADO EM PORNOGRAFIA

Eu era um pastor que amava a Deus e a minha igreja enquanto escondia meu pecado secreto. Logo aprendi que Deus sabe como disciplinar os hipócritas que ele ama.

Me tornei cristão quando tinha 21 anos e pastor aos 25 anos. Às vezes me pergunto se deveria ter me tornado pastor tão rápido. Felizmente, servimos a um Pai que jamais se frustra por nossas escolhas questionáveis.

A Cidade
Ao fim de uma rodovia empoeirada, duas horas a oeste de Dallas, no Texas, encontra-se uma pequena cidade que foi meu lar por sete anos. Os campos que cercam Graham estão entulhados de bombas de petróleo que mantém viva a economia da comunidade. Os habitantes da cidade são amigáveis, e visitantes se sentem como se estivessem nos anos 1950. É um lugar onde as portas ficam destrancadas e os pastores ainda têm descontos nas refeições.

Não faltavam igrejas em Graham; havia umas 40 quando cheguei. Esse não era o tipo de ministério que eu imaginava para mim. Desejava uma cidade com 10 milhões de pessoas, sem igrejas e sem nenhum conhecimento de Deus. Em vez disso, me encontrei em uma cidade com 10.000 pessoas, 40 igrejas, e a maioria das pessoas dizia que conhecia a Deus.

Mas ficou evidente que eu deveria estar em Graham.

A Igreja
A Graham Bible Church nasceu de uma reunião de oração em 2003. Fui chamado para pregar por 13 novos amigos que queriam ver Deus transformar sua pequena cidade. Eu amava aquele grupo com todo o meu coração. O carinho daquela época ainda traz lágrimas aos meus olhos.

Nossas músicas geralmente eram brutais, mas cantávamos com fervor, e creio que Deus se agradava delas. Eu era um pregador inexperiente, mas ensinava sobre a Bíblia com a máxima clareza que conseguia. Nós ríamos e chorávamos juntos.

A imaturidade levou a decisões tolas na pregação e na liderança, mas Deus nos abençoou apesar delas. Nossas reuniões em uma loja foram de 13 para 120 pessoas em cerca de nove meses, desrespeitando as regras do corpo de bombeiros. O crescimento foi animador, mas também desenganador.

Tudo estava indo tão bem naqueles primeiros anos que comecei a pensar que Deus estaria disposto a ignorar o pecado que eu escondia.

O Pecado Interior
Apesar de o ministério estar indo “bem”, não estava tudo bem com a minha alma. Eu estava profundamente descontente. Minha vida não seguia de acordo com os meus planos.

Na época, eu estava em um relacionamento à distância com minha namorada da faculdade. Ela não estava pronta para o casamento, e eu não queria perdê-la, mesmo que no fundo soubesse que Deus não queria que me casasse com ela. Nosso relacionamento de seis anos estava envolvido em pecado, o que fazia morrer parecer mais fácil que terminar. Ficamos noivos duas vezes e chegamos a 50 dias antes do casamento até finalmente terminarmos tudo de vez.

Minha indisposição de me render a Deus–juntamente com a minha insegurança, meu descontentamento, temor de homens e desejo por uma reputação forte–criaram um ambiente em meu coração que permitiu que a pornografia prosperasse. Nos meus primeiros três anos de ministério pastoral eu lutava secretamente com esse pecado.

Eu sabia que meu pecado entristecia a Deus, mas minhas confissões tinham mais o objetivo de aquietar minha culpa do que de conseguir a ajuda de que precisava. A cada dois ou três meses eu cedia e assistia pornografia. Em seguida vinham a tristeza, as confissões particulares de quanto eu odiava o pecado e do quanto amava Jesus, e resoluções pessoais de nunca mais fazer aquilo. Lembro de me sentir como os israelitas num ciclo prolongado no livro de Juízes. Pecado. Tristeza. Pranto. Paz. De novo, de novo, e de novo.

Durante aquele tempo, compartilhei vagas confissões com diversos amigos. Confessava que estava “lutando com coisas relacionadas à pureza” sem ser específico sobre o quanto ou com qual frequência. Sempre que confessava, eu realmente pensava que essa seria a última vez e que conseguiria vencer a luta por conta própria. Em vez disso, o engano ficou ainda mais sombrio. Ninguém sabia de verdade o que realmente estava acontecendo na minha vida.

O que tornava tudo mais difícil era a abundância de frutos que Deus estava produzindo através de mim. Havia centenas de pessoas frequentando nossa igreja. Vidas estavam sendo transformadas. Então presumi que Deus estava ignorando meu pecado, e que, de alguma forma, eu estava isento da destruição que tantos outros conheceram.

A Carta
Perto do fim do ano de 2006, comecei a namorar a mulher que hoje é minha esposa. Carrie sabia de minhas lutas passadas com o pecado sexual e se sentia encorajada pelo progresso que eu havia feito. Quase na mesma época, eu e um amigo chamado Reid Monaghan começamos a fazer planos de plantar uma igreja em Nova Jersey.

Na véspera do voo para Nova Jersey, onde iríamos filmar um vídeo promocional para a nova igreja, eu escrevi “a carta”. Senti que se Reid e eu fôssemos trabalhar juntos, eu precisava ser honesto sobre o meu passado. Então compus um relato detalhado de meus pecados sexuais desde o dia em que me tornei cristão até aquele determinado dia.

Aquela viagem para Nova Jersey iniciou uma intervenção que acredito que salvou minha alma, meu casamento e meu ministério. Carrie e eu encontramos Reid em uma cafeteria, e em meio a lágrimas ele disse, “Eu te amo, irmão, mas depois de ler sua carta, não sinto que podemos seguir adiante como parceiros. E, sinceramente, não acho que você deveria ser um pastor agora”.

Ninguém nunca havia me golpeado daquela forma–ou eu nunca tinha prestado atenção. A maioria das pessoas estava disposta a ignorar minhas dificuldades por conta do que consideravam sobre meu talento ou personalidade. Mas Reid não se importou com nada disso. Ele amava a Deus, e ele me amava.

Carrie e eu voltamos pra casa, nos encontramos com alguns amigos não membros da nossa igreja, e então marcamos uma reunião com os presbíteros. Ao entregar uma cópia da carta a eles, eu disse, “Minha vida e meu ministério estão em suas mãos. Me digam o que fazer”.

A Bigorna
Uma bigorna é uma superfície dura sobre a qual um objeto é depositado para ser golpeado. O ano de 2007 foi a bigorna sobre a qual fui atingido pela graciosa mão de Deus. Foi o ano mais brutal da minha vida, e acredito que da vida de muitos daqueles presbíteros também. Meu pecado colocou aqueles irmãos em grande angústia. Eles eram homens bons que amavam Jesus e apenas desejavam vê-lo magnificado em sua cidade. Mas eu enfiei uma confusão em suas mãos, que nem eles nem eu sabíamos como navegar.

De alguma forma, o conteúdo da carta chegou a outra pessoa em nossa igreja. Aquela pessoa compartilhou com outras, e, bem, se você já viveu em uma cidade pequena, sabe o que acontece em seguida. Os rumores se espalharam rapidamente, com especulações sobre todo o tipo imaginável de escuridão.

Os presbíteros sugeriram que fizéssemos uma reunião para que eu confessasse publicamente o meu pecado. Não tínhamos um conjunto significativo de membros naquela época, o que tornou a reunião aberta a qualquer um que quisesse participar. Como se pode imaginar, todo tipo de pessoas apareceram–algumas que nunca haviam visitado nossa igreja antes.

O tempo passou devagar quando me sentei diante delas naquela noite. Meus piores medos estavam se concretizando, no entanto, me sentia grato por isso. Viver uma mentira é cansativo: o medo constante de que alguém descobrisse meu histórico de buscas na internet, o diabo chantageando meu coração com lembretes vergonhosos, e eu fingindo estar bem quando não estava.

Na hora que se seguiu, eu descrevi meu pecado para todos os presentes. Um presbítero fazia perguntas. Algumas pessoas choravam. Algumas gritaram. Algumas me fitavam com olhos que perfuravam mais profundamente que uma espada. Algumas me abraçaram no final. Algumas foram embora e nunca mais falaram comigo.

No dia seguinte, a igreja recebeu ligações de pessoas que não puderam comparecer e perguntavam se poderíamos fazer aquilo novamente. Nós fizemos. Meses de reuniões privadas, intervenções, sessões de aconselhamento e conversas cheias de lágrimas se seguiram. Eu frequentemente sentia que havia “terminado” o processo, mas Deus me assegurou que ele determinaria quando tivéssemos terminado.

Durante aqueles meses meu cachorro morreu, diversos presbíteros renunciaram o cargo, e ao menos doze famílias saíram da igreja. Pra completar, sofri um acidente quase fatal 50 dias antes do meu casamento. Eu estava cuidando do quintal quando a gasolina explodiu, cobrindo 12% do meu corpo com queimaduras graves de segundo e terceiro grau. Quando me preparavam para um voo para receber os cuidados necessários, Carrie ligou para o hospital, perguntando como eu estava. A pessoa respondeu, “É, ele se queimou feio; ele vai ficar bem. Deus sabe como nos dar o que a gente merece, não é?”.

Queimaduras e palavras afiadas machucam, mas nada era mais doloroso do que ver minhas escolhas pecaminosas destroçarem a fé de pessoas que eu amava. Muitos conseguiram me perdoar e seguir em frente. Mas nem todos. Alguns se sentiam incapazes de se sentar para ouvir a Palavra pois temiam que o pregador pudesse ser uma fraude como eu. Não vou compartilhar detalhes de suas dificuldades e desvios aqui, mas minha alma ainda se assombra pela maneira devastadora que meu pecado afetou a tantos.

A Luz
Há algo libertador na luz, mesmo que ela nos faça retrair por ter estado no escuro por tanto tempo. Naquele ano, Deus mergulhou na escuridão da minha hipocrisia preocupada com minha própria imagem, e me puxou para a sua luz libertadora. Foi através dessa libertação que aprendi a confiar nele de formas que, antes, eram apenas teoria.

Vir para a luz foi assustador. Eu entreguei as rédeas do controle a Deus e a outras pessoas. Por tanto tempo eu havia tentado controlar meu mundo encobrindo o meu pecado, mas Deus ordenou que eu me rendesse. Eu não podia fazer nada naqueles dias além de abrir minhas mãos e permitir que ele trabalhasse através de pessoas imperfeitas e de um processo imperfeito, em sua maneira perfeita.

Me convenci de que posso confiar a Deus as consequências da minha desobediência. Também aprendi que ele não estava operando apenas em mim nesse processo; meu pecado e confissão se tornaram o meio pelo qual ele operou em muitas outras pessoas. A justiça própria, falta de perdão e incredulidade dessas pessoas também foram expostas. Um turbilhão de sentimentos de traição, vergonha, tristeza, confusão, raiva e medo estavam em volta de muitos de nós. Mas em todo aquele turbilhão, Jesus permaneceu firme. Ele provou ser o meu Bom Pastor, e deles também.

Depois de alguns meses neste processo, muitos amados mentores me encorajaram a ir embora e recomeçar em outro lugar. Mas lá no fundo, eu sabia que a menos que minha igreja me demitisse, eu ficaria, não importa quão horrível fosse o processo. Deus me convenceu através de sua Palavra que meu pecado havia causado aquela confusão, e eu precisava permanecer e suportar seus efeitos.

Em certo ponto, lembro-me de me deitar com o rosto no carpete do meu quarto. Eu clamava “Eu confessei todo pecado que já cometi, Senhor. Não sei mais o que fazer!”. Ele não falou audivelmente comigo, mas eu o senti dizendo, “Agora, eu começarei a usar você”. O Senhor havia me esmagado porque ele me ama, e porque ainda não havia terminado.

A Restauração
Cerca de um ano depois, Deus concluiu aquele capítulo da vida da nossa igreja. Ficaram para trás lições aprendidas e mais danos colaterais do que, às vezes, sou capaz de considerar. O próximo capítulo trouxe um novo dia com uma nova atmosfera em nossa congregação.

Muitos começaram a confessar seus pecados escondidos. A justiça própria foi expulsa e, para mim e para a família da igreja que permaneceu, veio a cura sobrenatural. Continuei como pastor por mais dois anos até que Deus me guiou para longe daquele rebanho.

Estremeço ao pensar no que teria acontecido se Deus não tivesse exposto meu pecado e me esmagado como ele fez. Foi o pior e o melhor ano da minha vida. Eu jamais desejaria passar por isso novamente, mas não trocaria por nada a proximidade de Deus que ganhei.

Aqui estão cinco lições que aprendi que podem ajudar aqueles que estão lutando com pecados secretos.

1. As pressões para fingir são reais.
Não é necessário ser pastor para conhecer a pressão de fingir que tem tudo sob controle. Ninguém gosta de ser exposto. Nossa vergonha sempre procura abrigo no escuro. Nossos primeiros pais sabiam disso quando correram para as sombras do Éden (Gn 3.8).

Se você for pastor, lembre-se que a pressão que você sente de parecer capaz e impecável não vem do Pai. É Satanás quem se disfarça de anjo de luz (2Co 11.14). Não caia nessa tentação de esconder quem você realmente é.

2. A hipocrisia necessita morrer.
Após minha confissão, um amigo querido me transmitiu uma mensagem penetrante. Com um tom firme, porém gentil, ele disse, “Jesus era muito paciente com pecadores sexuais, mas foi duro com os hipócritas. Você não pode seguir Jesus enquanto finge que não precisa dele”.

Ele estava certo. Eu pregava sobre precisar de Jesus, enquanto fingia viver o que estava pregando. Se você não tirar a máscara da hipocrisia e respirar o ar da honestidade, sua alma irá murchar. O engano fica ainda mais escuro. Você irá acreditar que está seguro em seu pecado. Jesus morreu pelas nossas hipocrisias e ressuscitou para nos dar o poder de abandoná-las.

3. A hora para a honestidade é agora.
Se você está escondendo algum pecado, pode pensar em desculpas que pareçam razoáveis para esperar até a próxima ocasião para ser honesto. Sua carne irá surtar, garantindo que isso não irá acontecer de novo. Não caia nesse truque. Hoje é o dia para confessar tudo.

Jesus prometeu que tudo que for feito na escuridão será trazido à luz do julgamento de Deus (Lc 12.2). Mas há misericórdia para aqueles que trazem à luz por conta própria antes daquele grande dia. Se você possui algum pecado não confessado, decidirá ser honesto sobre isso com Deus e com um amigo cristão próximo e confiável? Se não, por que não? O que te impede de honrar a Deus fazendo isso? As razões que você apresentar revelarão os ídolos nos quais você tem buscado vida ao invés de em Jesus.

4. Você não pode fazer isto sozinho.
Você precisa de alguém em sua vida que o conheça–realmente o conheça. Não alguém que entenda a sua dificuldade de um modo geral, mas que saiba o estado das suas afeições e suas lutas com o pecado hoje. Todos precisamos de alguém com quem estamos constantemente confessando, nos arrependendo e confiando em Jesus.

5. Jesus jamais o abandonará.
Não importa o que a honestidade possa lhe custar, Jesus estará com você (Mt 28.20). Ele promete jamais deixa-lo ou abandona-lo (Hb 13.5). Ele promete que, nele, você está aperfeiçoado (Cl 2.10). Que nada o separará do seu amor (Ro 8.31–39). Ele promete completar a boa obra que começou em você (Fp 1.6). Ele promete caminhar com você por todos os dias ruins que possam acompanhar sua honestidade (Sl 23.4).

Jesus tem sido tão bom com você, não é? Querido amigo, a bondade dele foi feita para levá-lo ao arrependimento (Rm 2:4). Hoje é o dia de expor tudo isso.

E às igrejas que possam ser deixadas no rastro de uma queda, não se desesperem. O Senhor irá cuidar de vocês enquanto vocês cuidam de seu pastor e uns dos outros. Fiquem firmes na oração, busquem sábio aconselhamento, e se apoiem em Jesus, que permanece o mesmo ontem, hoje, e para sempre (Hb 13.8).

(https://coalizaopeloevangelho.org/article/eu-era-um-pastor-viciado-em-pornografia/ )

O PERIGO POR DETRÁS DO MITO DA “FALSA MEMÓRIA”

Enquanto a equipe jurídica de Harvey Weinstein monta sua defesa, foi relatado que chamará pelo menos uma testemunha especialista para testemunhar a ” teoria da falsa memória “, uma ferramenta que tem sido usada para tentar desacreditar sobreviventes de agressão sexual por décadas . A testemunha especialista de Weinstein que testemunhou essa teoria é Elizabeth Loftus , que usou a “teoria da memória falsa” para testemunhar em nome de OJ Simpson, Ted Bundy , Timothy McVeigh e Michael Jackson , e recentemente serviu como conselheira para os desacreditados e agora dissolveu a Fundação da Síndrome de Falsa Memória .

Conclusão: as evidências atuais mostram que a “teoria da falsa memória” é “cientificamente imprecisa, prejudicial para os sobreviventes e inútil para o público”. Aqui está o porquê.

“Síndrome de falsa memória” nunca foi ratificada pela American Psychological Association ou qualquer outro sistema de diagnóstico psicológico convencional como um diagnóstico real

Nunca – não depois de 30 anos de tentativas.

Na verdade, um artigo a ser publicado no periódico Current Directions in Psychological Science da Association for Psychological Science (APS) inclui uma nova pesquisa que demonstra que as alegações centrais da “teoria da falsa memória” promovidas pela Fundação da Síndrome de Memória Falsa “repousam sobre fundações instáveis”.

A “teoria da falsa memória” é uma ferramenta para desacreditar sobreviventes de trauma sexual

“Falsa memória” dá um nome pseudocientífico ao tropo de que os sobreviventes de alguma forma desenvolvem memórias inteiramente novas de agressões sexuais que nunca aconteceram. Não é assim que a memória funciona – mas é como os perpetradores de violência sexual trabalharam para negar a responsabilização .

A psicóloga pioneira, Dra. Jennifer Freyd, descobriu que os perpetradores de agressão sexual costumam “Negar, Atacar e Reverter Vítima e Ofensor”, um fenômeno que ela chama de ” DARVO “. Quando a equipe de defesa de Weinstein apresenta um testemunho que sugere que as memórias do sobrevivente da agressão são fabricadas, ou quando tenta desacreditar o depoimento das supostas vítimas, destacando detalhes periféricos dos quais elas não se lembram, está tentando negar a agressão e atacar a credibilidade do sobrevivente no clássico estilo DARVO.

A realidade é que a maioria das pesquisas científicas mostra que eventos traumáticos de todos os tipos costumam estar cimentados na memória de uma pessoa. E pesquisas atuais mostram que as memórias de agressão sexual são ainda mais vivas do que as memórias de outros tipos de traumas, como acidentes de carro.

As memórias de supostas vítimas de Weinstein são consistentes com as de sobreviventes de trauma sexual

Pesquisas científicas mostram que eventos traumáticos de todos os tipos geralmente estão cimentados na memória de uma pessoa. E pesquisas atuais mostram que as memórias de agressão sexual são ainda mais vivas do que as memórias de outros tipos de traumas, como acidentes de carro.

Os próprios eventos traumáticos são processados ​​de maneira diferente das informações periféricas sobre os eventos traumáticos. Com a excitação emocional extrema durante um evento traumático, as pessoas que vivenciam o trauma freqüentemente se tornam estreitamente focadas no que está acontecendo e, portanto, são mais propensas a se lembrar. Em contraste, muitas vezes eles têm memórias incompletas e menos claras sobre outros aspectos do evento traumático, como o dia da semana ou as roupas que estavam usando no momento.

Da mesma forma, memórias traumáticas muitas vezes vêm à mente como pensamentos involuntários e intrusivos ou ruminações repetidas e ensaiadas ao longo de uma vida inteira. Detalhes e informações estranhos, por outro lado, não reaparecem como pensamentos intrusivos ou ruminações, de modo que se tornam facilmente esquecidos, especialmente com o passar do tempo.

Lacunas na memória e memórias recuperadas não diminuem a credibilidade da memória subjacente

A pesquisa estabeleceu que é normal que existam lacunas na memória de um sobrevivente de um ataque devido a reações cientificamente validadas, como dissociação ou a consolidação e codificação de memórias traumáticas.

Mesmo em incidentes em que uma agressão foi reprimida por longos períodos de tempo, vários estudos descobriram que a precisão das memórias recuperadas são comparáveis ​​às memórias que não foram reprimidas.

A proeminência da “teoria da falsa memória” provém de uma campanha de desinformação pela Fundação da Síndrome da Falsa Memória, agora extinta, cujo fundador foi acusado de abuso sexual de sua filha

A “teoria da falsa memória” foi defendida pela False Memory Syndrome Foundation , uma organização fundada em 1992 que ganhou fama por promover a pseudociência não apoiada pela American Psychological Association com o objetivo de proteger as pessoas acusadas de abuso sexual.

Michele Landsberg, uma colunista do Toronto Star , descreveu os fundadores e conselheiros da False Memory Syndrome Foundation como “ pessoas que tinham motivos para negar a verdade ”. Na verdade, o fundador da Fundação da Síndrome de Falsa Memória, Peter Freyd , foi acusado por sua própria filha de abuso sexual infantil. Um dos conselheiros fundadores da Fundação Síndrome de Falsa Memória, Ralph Underwager , foi forçado a renunciar depois de ter sido citado por descrever a pedofilia como “uma expressão aceitável da vontade de Deus por amor”. Outro conselheiro, James Randi , foi gravado tendo conversas telefônicas sexualmente explícitas com adolescentes.

O principal mecanismo pelo qual a Fundação da Síndrome da Falsa Memória criou desconfiança nos sobreviventes foi por meio de uma campanha sustentada de décadas na mídia. Em 1991, mais de 80% da cobertura da mídia tratou a memória recuperada de abuso sexual como confiável. Mas, três anos depois de iniciada a campanha de relações públicas promovida pela Fundação da Síndrome de Memória Falsa, mais de 80 por cento das histórias nesta questão focavam em falsas acusações.

The Discredited “False Memory Syndrome Foundation” abruptamente dissolvido – Observadores apontam para uma falta de apoio da comunidade científica e do público

Por razões não divulgadas, a Fundação da Síndrome de Falsa Memória anunciou sua dissolução em 31 de dezembro de 2019. Mas observadores atentos da Fundação apontaram que vários conselheiros da Fundação estão excluídos da comunidade científica hoje.

Apesar da falta de reconhecimento ou respeito científico da Fundação, uma quantidade incrível de danos foi causada à nossa compreensão cultural do trauma sexual e à capacidade dos sobreviventes de obter justiça. Como disse Michael Salter, um professor de psicologia criminal , “o legado de mentiras e distorções [da False Memory Syndrome Foundation] permanece, ao lado de perguntas não respondidas sobre ética da mídia e responsabilidade acadêmica”.

(https://timesupfoundation.org/the-danger-behind-the-false-memory-myth-2/ )

PEDIATRAS PEDEM A REVOGAÇÃO DA SAP

A Associação Espanhola de Pediatria de Atenção Básica (AEPap) elaborou um documento no qual faz comentários e recomendações sobre o projeto de Lei Orgânica para a Proteção Integral de Crianças e Adolescentes contra a Violência. Um texto aprovado em Conselho de Ministros no dia 9 de junho e que se encontra atualmente em fase de receção de alterações.

Desde sua apresentação, o projeto de lei tem recebido críticas de diversos grupos e instituições, desde organizações feministas e de defesa da criança até a Ouvidoria. Entre as principais ‘brechas’ que a lei apresenta, tem sido destacada a falta de uma abordagem de gênero (como este jornal avançou no dia de sua apresentação ) para ficar na ponta dos pés sobre o abuso sexual intrafamiliar ou para não realizar a proibição do uso de falsos pais. Síndrome de alienação (SAP) . Desde a sua apresentação, ministérios como Igualdade e Justiça anunciaram revisões do texto.

Agora são os pediatras da atenção básica que contribuem com sua visão para o aprimoramento de uma lei considerada “histórica”, por ser uma das poucas regulamentações do mundo que trata a violência contra crianças e adolescentes de forma integral.

Em seu depoimento, os pediatras da atenção básica reafirmam que “a violência na vida de menores é uma violação intolerável dos direitos humanos ” e que tem “efeitos devastadores no desenvolvimento da pessoa, tanto na infância quanto na vida adulta”. Tamanha é a incidência desses efeitos, afirmam da AEPap, que ” representam um verdadeiro problema de saúde pública “.

No comunicado, eles lembram que “um em cada quatro menores sofre algum dos tipos de abuso infantil, que um em cada cinco sofre algum tipo de violência sexual antes de completar 18 anos e que um em cada dez é vítima direta de violência de gênero por causa de a sua condição de filho de mãe vítima da referida violência ”.

“No nosso dia-a-dia atendemos menores vítimas de diversos tipos de violência. A maior dificuldade que encontramos é que a sua condição de vítima seja reconhecida ”, afirma o comunicado da AEPap, e destaca que este reconhecimento é o “primeiro passo para poder para protegê-los deste flagelo e para que possam recuperar o seu projeto de vida ”.

Abuso institucional
Em sua nota, os pediatras da atenção básica explicam que a falta de formação e coordenação entre os médicos que intervêm na violência contra menores, bem como a não aplicação das leis protetivas em vigor “levam a um maltrato institucional que invisibiliza e revitimiza as vítimas”. Por isso, defendem a aplicação da legislação vigente, bem como a implementação dos pontos do pacto do Estado contra a violência sexista.

Eles reconhecem que, embora existam mudanças importantes e bem-vindas no projeto de lei “para os adultos que foram vítimas na infância e na adolescência”, são necessárias medidas urgentes para proteger os menores que “hoje sofrem violência diante de nossos olhos”.

Por todas essas razões e pelo conhecimento que o exercício de sua profissão lhes proporciona, fazem uma série de recomendações para melhorar as lacunas na proteção das vítimas que o projeto de lei apresenta .

Entre eles, destacam a necessidade de garantir que o bem superior do menor deixe de ser um conceito teórico e se torne uma realidade por meio da aplicação das leis vigentes de proteção à infância. Também exigem formação obrigatória em psicologia do desenvolvimento para todos os profissionais que trabalham com menores.

Eles sublinham a importância de “ouvir, ouvir e levar em consideração” os menores nas decisões que os afetam e evitar sua revitimização, forçando-os a relatar a violência que sofreram repetidas vezes e exigir que não baseiem as explorações em um termo “tão subjetivo e exclusivo quanto o do vencimento “, conforme consta do anteprojeto.

Atenção especial às vítimas de violência de gênero
Os médicos da atenção básica pedem que a nova lei torne visíveis os danos sofridos por menores cujas mães são vítimas de violência de gênero e que, de acordo com nossa legislação, também são vítimas diretas dessa violência. Por sua alta incidência sobre a saúde e o bem-estar de menores, exigem que a lei especifique medidas cautelares para afastar os agressores , tanto nos casos de mulheres que denunciaram tal violência, como nos casos em que sem terem denunciado, as mães obtiveram o estatuto de vítima desta violência por outras instituições extrajudiciais.

Também recomendam que a lei inclua explicitamente a violência sexual incestuosa sofrida por menores nas mãos de seus pais , devido à sua “invisibilidade, ocultação social e gravidade” e entendem que o novo texto deve afetar um manejo específico dessa violência em razão da “fragilidade da vítima em um contexto de enfrentamento do depoimento de um filho menor na frente do pai agressor”.

Segundo estimativas de organizações como a Save the Children, em nosso país apenas 15% dos casos de abuso infantil são denunciados e destes 70% não ultrapassam a fase de investigação , que nunca vai a julgamento.

Rejeitar o uso do SAP em todas as suas formas
O documento divulgado pela AEPap prevê que a nova lei rejeite todas as formas de aplicação da Síndrome de Alienação Parental (uma suposta patologia que não é reconhecida por nenhuma instituição médica ou psicológica e que é utilizada no judiciário para culpar as mães ), incluindo a “introdução da figura do coordenador parental que persegue à força um relacionamento com um dos pais que o filho rejeita”. Afirmam que em qualquer caso é vital investigar “a fundo” as causas de tal rejeição.

Por fim, recomendam que a lei especifique claramente a forma como deve ser feito o registo da violência na história clínica e que seja feito de forma comum em todo o território espanhol, bem como a necessidade de promover “a criação dos Juizados Específicos de Violência contra Crianças e Adolescentes.

(https://www.publico.es/sociedad/pediatras-atencion-primaria-piden-cambios-ley-violencia-infancia.html?fbclid=IwAR0u6vKgiwvmBHbZIvzQmCdg161EP7i5i2H__oHUGBwhiCmmMlg-ueyv16Q )

LUIS PERDENERA PRESIDENTE DA COMISSÃO DA CRIANÇA DA ONU – REPORTAGENS

Uma questão fundamental que a lei deve abordar é a questão da Síndrome de Alienação Parental . E digo isso através de casos que conheço e nos quais tive oportunidade de me encontrar com mães vítimas dessa falsa síndrome e vi depoimentos de afastamento de filhos dados a seus pais ou institucionalizados após um processo em que o mulher foi acusada. mãe deste SAP falso. E as cenas de meninos e meninas gritando durante esses processos de remoção forçada são tremendas e devem ser tratadas em uma lei contra a violência . Porque o que essas crianças vivenciam são situações de violência que não podemos tolerar. É uma ocasião importante para que seja tratada nesta lei e proíbe o uso desta síndrome inexistente.

Nenhum órgão reconhece esta Síndrome de Alinhamento Parental como uma patologia . A CEDAW [comitê das Nações Unidas contra a discriminação contra as mulheres] e os relatores específicos sobre violência contra as mulheres destacaram isso claramente em 2019 em um comunicado. Pelo que sei na Espanha, seria importante que esta lei contemplasse sua proibição, porque o que as crianças sofrem com sua aplicação são situações de extrema violência.

Além disso, a aplicação dessa suposta síndrome gera uma enorme falta de proteção nas crianças. Os aluguéis forçados são atos de violência que não levam em consideração os seus melhores interesses. Este melhor interesse não é uma frase que deve adornar nosso discurso. É um princípio que deve operar nos momentos em que as crianças estão passando por momentos difíceis .

Os países do mundo que estão aplicando de forma preocupante essa suposta síndrome são Brasil, Chile e Espanha. E eu acho que esta lei deveria ser uma oportunidade para dizer algo sobre isso em linha com o que dizem os órgãos da ONU: que ela não pode ser aplicada em nenhuma circunstância. Mas com uma perspectiva centrada na criança, não no adulto. Tem que ser pensado sob a perspectiva de seus direitos e da proteção deles.

Minha especialização é justiça juvenil, não tanto sobre violência contra crianças e gênero. Mas no comitê aprendi a ouvir muito os meus colegas e a colaborar com outros comitês e com a CEDAW.

(https://www.publico.es/entrevistas/violencia-infancia-luis-pedernera-ley-violencia-infancia-debe-prohibir-falso-sindrome-alienacion-parental.html)

Outra posição muito significativa que você fez é dizer que esta lei deve reconhecer como a Síndrome de Alienação Parental (SAP) afeta mulheres e crianças. Estas declarações alinham você com o que algumas organizações infantis e feministas na Espanha dizem e de alguma forma eu entendo que o que você defende é que esta lei deve ser harmonizada com a Lei de Violência de Gênero …
Através do SAP algo se desconhece, é disso que temos falado: o SAP ignora permanente e sistematicamente a opinião das crianças, desqualifica-a, porque faz com que o que a criança conta não sirva de prova na esfera judicial. O PAE na perspectiva da criança tem esse componente que a deslegitima e, além disso, é uma síndrome e não é reconhecida como tal, e nem o relator das Nações Unidas nem o Comitê de Mulheres o aceitam como instrumento válido. Sob um artifício desqualificador, a importância das opiniões das crianças é demolida.

Essa é uma questão central e depois há outra: Já vi muitas vezes que nas leis sobre violência de gênero as crianças chegam, como digo, arrastadas. Muitas vezes, falta a perspectiva de incorporar filhos. E é por isso que deve haver um diálogo entre a lei espanhola sobre a violência contra as crianças e a lei sobre a violência de gênero. Nesta área, o interessante é que as leis podem dialogar e afirmar a ideia do combate a todas as formas de violência.

Acredito que nossas lutas pelos direitos da criança devem ser afirmadas e compartilhadas com outras lutas, e uma delas é a luta das mulheres, assim construiremos uma agenda poderosa de direitos humanos, como aqui estão as lutas dos camponeses, dos povos nativos … temos que acrescentar. O que vejo com frequência é que nessa necessidade de dar respostas às questões sociais, a infância continua muito invisível e você tem que sair de trás tentando preencher essas lacunas. E a melhor maneira de fazer isso é articuladamente.

Eu ia perguntar se a ideia do direito de ser ouvido está nessa lei, acho que você respondeu não. É assim?
Acredito que a questão do direito de ser ouvido é levantada no projeto. O que seria bom é que, devido à força que esta Síndrome da Alienação Parental está tendo em algumas sociedades, haveria uma expressão mais dura de condenação a isso que tudo que faz é desqualificar o testemunho dos filhos.

(https://www.elsaltodiario.com/infancia/luis-pedernera-comite-derechos-infancia-entrevista-adultos-negando-lugar-ninos-)

A DEFESA DA “FALSA MEMÓRIA” DE HARVEY WEINSTEIN E SUA CHOCANTE HISTÓRIA DE ORIGEM

Como criminosos sexuais poderosos manipulam o campo da psicologia
Durante o julgamento de estupro de Harvey Weinstein, a defesa chamou a testemunha perita Elizabeth Loftus, uma pesquisadora do fenômeno da chamada “falsa memória”. Essa tática legal, explicitamente projetada para desacreditar o testemunho de sobreviventes de abuso sexual, tem uma história sórdida e surpreendente que remonta às décadas de 1980 e 90, uma era conhecida no campo da psicologia como a “guerra da memória”.
As “guerras da memória” foram essencialmente uma guerra contra sobreviventes de abusos sexuais que ousaram se manifestar em uma era anterior a #METOO. Mais especificamente, as “guerras de memória” tiveram como alvo um grupo específico de vítimas de abuso sexual: sobreviventes de incesto.
O incesto é uma das formas mais comuns de abuso sexual e, ainda assim – apesar dos ganhos do movimento #METOO – permanece visivelmente ausente da conversa. Em grande parte, isso ocorre porque a defesa da “falsa memória” criada para silenciar sobreviventes de incesto persistiu de alguma forma, tanto na consciência pública quanto no próprio campo da psicologia.
Este ensaio examinará a história da defesa da “falsa memória” e seus impactos de longo alcance. Para explorar completamente a questão, os leitores terão que abrir suas mentes para a possibilidade de que o campo da psicologia moderna esteja arraigado na propaganda pseudocientífica criada por supostos abusadores de crianças, de que algumas das teorias mais duradouras de Freud foram baseadas na proteção de perpetradores de incesto, e que durante Durante a Guerra Fria, a CIA se envolveu no amplo abuso sexual de crianças. Parece fantástico, eu sei. Mas, o mesmo aconteceu com o caso Weinstein quando foi quebrado. Espero que você tenha paciência comigo.
História de um movimento e um contramovimento
O silenciamento de sobreviventes de abuso sexual – e sobreviventes de incesto em particular – é tão antigo quanto o tempo, mas temos que começar por algum lado. Vamos começar nas décadas de 1960 e 70, a era da Libertação das Mulheres, quando as mulheres se reuniam em grupos de conscientização para falar sobre suas vidas. Ao fazer isso, eles descobriram que não estavam sozinhos em suas experiências individuais e que a condição de ser mulher em um mundo dominado pelos homens trouxe consigo alguns padrões comuns de opressão – incluindo violência sexual.
Um dos ramos do ativismo gerado pelo Women’s Lib foi um movimento revolucionário de sobreviventes de incesto que começaram a se manifestar e falar sua verdade – em jornais feministas, em reuniões públicas chamadas de “denúncias” e, eventualmente, em ações judiciais. Todo movimento progressista desencadeia uma reação, como vimos quando Trump subiu ao poder após a posse de Obama como o primeiro presidente negro dos EUA. E nas décadas de 1980 e 90, quando os processos por abuso de incesto começaram a ganhar força, uma reação furiosa e poderosa irrompeu e tomou a mídia como uma tempestade.
No centro do movimento de reação estava uma organização chamada Fundação da Síndrome de Falsa Memória (FMSF). Fundado em 1992, o FMSF era aparentemente um “grupo de defesa” criado por e para pais que haviam sido acusados ​​por seus filhos de abuso sexual. A suposta agenda do grupo era fornecer apoio e companheirismo às famílias que haviam sido “destruídas” por acusações de incesto. Eles lançaram uma campanha de mídia bem financiada alegando a existência de uma epidemia de “Síndrome da Falsa Memória” – não uma condição cientificamente pesquisada, mas sim um slogan inventado por pais acusados ​​para desacreditar o testemunho de seus filhos. A campanha foi altamente eficaz, e a mídia a engoliu avidamente.
Olhando para a literatura da FMSF agora, suas táticas são tão transparentes quanto Trump gritando “Notícias falsas!” sempre que ele é acusado de transgressão. Em seu site , FMSF relata como a fundação escolheu seu nome:
“… Uma vez que os pais estavam convencidos de que o que seus filhos pensavam ser memórias eram crenças realmente incorretas, o termo ‘falsa memória’ parecia apropriado.”
Em outras palavras, os acusados ​​inventaram uma maneira que soa científica de chamar seus acusadores de mentirosos – um estratagema tão flagrante que chega a ser ridículo.
Mas na década de 1990, o público ainda estava muito condicionado a descrer das vítimas de abuso sexual. Pense em como a mídia lidou com o testemunho de Anita Hill em 1991, apenas um ano antes da fundação do FSMF. Mesmo até meados dos anos 2010, homens como Harvey Weinstein e Bill Cosby pareciam imunes às acusações que as mulheres vinham fazendo há anos antes que alguém ouvisse. E ainda hoje, homens poderosos como Trump permanecem imunes às acusações de abuso sexual.
Depois que a “Síndrome da Falsa Memória” foi lançada na mídia popular, a condição falsa rapidamente fez seu caminho para o discurso acadêmico no campo da psicologia. Numerosos profissionais e instituições respeitados adotaram a propaganda como verdade científica. Pode parecer improvável, mas olhando apenas alguns anos para os estágios iniciais da corrida presidencial de 2016, quantos de nós pensamos que todo o Partido Republicano cairia na linha do reinado de mentiras descaradas de Trump?
As estratégias pelas quais FMSF se infiltrou na profissão de psicologia compartilham muito em comum com os métodos de Trump. A fundação usou uma técnica de incentivo e castigo para coagir o campo da saúde mental a não cumprir seus objetivos. A cenoura era uma lista impressionante de pesquisadores, psicólogos e acadêmicos que os pais acusados ​​da FMSF haviam recrutado para integrar seu Conselho Consultivo Científico e Profissional. A vara foi um ataque de longo alcance de processos judiciais bem financiados com o objetivo de desacreditar, desbaratar e processar terapeutas que ousaram apoiar sobreviventes de incesto e validar suas memórias.
Psicólogos e terapeutas foram ameaçados de ruína profissional se aliarem-se aos sobreviventes e tentados a receber recompensa profissional se se alinharem com as poderosas forças por trás da reação anti-sobrevivente. Isso criou uma brecha no campo da psicologia que ficou conhecida como “guerra da memória”. Na verdade, foi uma guerra contra os sobreviventes do incesto e os terapeutas que os apoiavam. E foi tão eficaz que o campo da psicologia ainda não se recuperou.
A Marca Duradoura da Defesa da “Falsa Memória”
Eucomecei a pesquisar esta peça enquanto estava na pós-graduação na New York University (NYU), obtendo um mestrado em Aconselhamento de Saúde Mental e, ao mesmo tempo, concluindo um treinamento de certificação em Experienciação Somática (SE), o método terapêutico desenvolvido por especialista em trauma de renome mundial Peter Levine. Para minha consternação, descobri que a retórica da “falsa memória” ainda é usada por educadores em ambos os programas – exclusivamente em relação ao abuso sexual, é claro. Em minhas aulas na NYU e nos treinamentos de SE, os alunos foram advertidos a evitar “implantar falsas memórias” de abuso sexual – um mito clássico inventado pelo FMSF. Até mesmo o livro Trauma e Memória do Dr. Levine , considerado por muitos como o livro oficial sobre o assunto, contém uma seção intitulada “ Guerras da Memória”Que essencialmente regurgita a narrativa FMSF – apesar do fato de que esta narrativa contradiz os princípios neurocientíficos da memória traumática que são defendidos em outras partes do livro.
Então, como um grupo de pais acusados ​​de abusar sexualmente de seus filhos ganhou tanta influência? Tal como acontece com muitas histórias sobre poder, abuso e tabu, há mais do que aparenta. Você pode querer fazer uma pausa para ir ao banheiro neste momento, porque as coisas estão prestes a ficar loucas.
A CIA
TA história de origem da FMSF, amplamente contada por pró e anti-sobreviventes, é que a organização foi fundada por Peter e Pamela Freyd, pais da Dra. Jennifer Freyd, psicóloga e pesquisadora da Universidade de Oregon. Em seus 30 anos, Jennifer começou a se lembrar de memórias de infância do abuso de seu pai, e o marido de Jennifer confrontou seu pai em particular. Em resposta, a mãe de Jennifer, Pamela, refutou publicamente a acusação em um artigo de jornal publicado e, a partir daí, Peter e Pamela se conectaram com outros pais confrontados de forma semelhante por seus filhos e formaram a fundação. O fato de Peter Freyd ter sido supostamente um alcoólatra e um sobrevivente de abuso sexual na infância, e que o relato de Jennifer sobre o abuso foi apoiado por outros membros da família, não pareceu causar impacto na recepção pública da campanha de “falsa memória”. O que faz sentido se você pensar no tom da época e no processo emocional pelo qual as pessoas escolhem em quem confiar. É como Trump disse sobre sua influência sobre os apoiadores: “Eu poderia ficar no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém, e não perderia nenhum eleitor”.
Mas, como no caso de Trump, é preciso perguntar a si mesmo: Peter e Pamela Freyd eram realmente líderes de um movimento ou eram frontmen convenientes e dispostos a uma rede de corrupção ainda mais ampla e poderosa?
Vamos dar uma olhada no Conselho Consultivo Científico e Profissional da FMSF. À primeira vista, você pode notar os nomes de luminares da psicologia como Aaron Beck, o pai da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e Elizabeth Loftus, suposta especialista proeminente em pesquisa de memória (mais sobre isso mais tarde). Há algo mais que digno de nota sobre esta placa. Foi em grande parte montado por Harold Lief, o psiquiatra pessoal de Pamela e Peter Freyd, em conjunto com seu colega Martin Orne. Orne, um professor de psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, é conhecido por ter conduzido pesquisas financiadas pela CIA como parte do MKUltra, um projeto da era da guerra fria que durou aproximadamente de 1953-1973. O objetivo do MKUltra era usar métodos psicológicos para obter informações de espiões russos e criar um candidato da Manchúria ou “fantoche” – o tipo que Trump negou ser durante um debate presidencial de 2016.
De acordo com a Newsweek (2018) :
“O Projeto MKUltra era um programa ilegal de experimentação humana realizado pela CIA para descobrir métodos, tanto farmacológicos quanto psicológicos, para controlar a mente humana, particularmente em ambientes de interrogatório. Anfetaminas, MDMA, escopolamina, cannabis, sálvia, pentotal de sódio, psilocibina e LSD foram administrados a milhares de pessoas desavisadas, nos Estados Unidos e Canadá. Outros foram sujeitos à privação sensorial, abuso psicológico e estupro, incluindo o abuso sexual de crianças. ”
Você pode querer parar de ler neste momento. A realidade dos pais que abusam sexualmente dos próprios filhos é bastante difícil de digerir. A ideia de que o governo dos Estados Unidos perpetraria abuso sexual de crianças em seus próprios cidadãos pode parecer estranha e assustadora demais para ser considerada. Você pode se pegar pensando: “isso é loucura, não pode ser verdade”. E esse é exatamente o tipo de descrença que o horrível abuso organizado inspira – e se esconde. Como a especialista em trauma Judith Herman escreveu em Trauma and Recovery :
“A resposta comum às atrocidades é bani-las da consciência. Certas violações do pacto social são terríveis demais para serem pronunciadas em voz alta: este é o significado da palavra indizível. ”
Então, como o Projeto MKUltra se conecta à campanha de propaganda da “falsa memória”? Um dos experimentos de hacking da inteligência do MKUltra envolveu uma estratégia de “armadilha de mel”, em que as prostitutas eram treinadas para extrair informações de oficiais de inteligência usando sexo. Algumas dessas trabalhadoras do sexo eram adultos consentidos. Outros eram crianças traficadas por sexo, às quais os pesquisadores do MKUltra tiveram acesso sob o pretexto de tratamento médico. Duas mulheres deram testemunho sobre suas experiências de abuso sexual infantil nas mãos de Martin Orne e outros pesquisadores do MKUltra em uma audiência em 1995 convocada pelo Comitê Consultivo Presidencial de Bill Clinton sobre Experimentos de Radiação Humana. O depoimento, prestado por Claudia Mullen e Christine DeNicola , foi filmado e pode ser visualizado através dos links fornecidos.
Orne e seus colegas do MKUltra provavelmente acreditavam que, traumatizando seus “objetos de pesquisa”, eles poderiam garantir que suas vítimas não se lembrassem do abuso ou, pelo menos, ficassem com medo de contar a alguém. Quando os sobreviventes começaram a falar, no entanto, tornou-se evidente que suas memórias estavam ressurgindo. Então, que maneira melhor de silenciar as vítimas de abuso sexual do que lançar uma campanha de propaganda que rotula as vítimas como loucas e desacredita suas memórias? E que frontmen mais natural para se esconder atrás do que os pais ofendidos do FMSF?
Ok, respire. Beba água. Dê a sua mente um descanso por um momento. Porque estamos prestes a ir mais fundo.
Freud
Ts táticas de engano mais eficazes são freqüentemente estratégias testadas pelo tempo com uma taxa de sucesso comprovada. A campanha da “falsa memória” não foi diferente. Caramba, funcionou para Freud.
Em 1896, Freud apresentou um artigo a uma audiência de seus colegas da Sociedade de Psiquiatria e Neurologia de Viena. Intitulado “A etiologia da histeria”, ele representa o que eu diria ser a descoberta seminal de Freud. Enquanto tratava de pacientes do sexo feminino para o que era então denominado “histeria”, ele encontrou uma semelhança notável entre elas – e nisso, uma possível causa raiz para o sofrimento emocional e irregularidades de comportamento que os levaram ao seu consultório. O fio condutor era uma história de incesto na infância, geralmente nas mãos de seus pais.
Como o próprio Freud previu, essa descoberta não foi bem recebida por seus pares, alguns dos quais eram os pais de seus pacientes. Em um provável esforço para manter sua posição profissional e não ser expulso da cidade, Freud logo retratou sua descoberta, substituindo-a pela teoria mais palatável de que seus pacientes haviam meramente fantasiado o abuso. Inspirado pela mitologia, ele inventou uma coleção de patologias como “complexo edipiano” para explicar a verdade politicamente perigosa.
O encobrimento foi um grande sucesso. Como sabemos, Freud passou a garantir sua posição como uma figura-chave na história da psicologia moderna. O conhecimento de sua descoberta sobre o incesto foi enterrado, enquanto sua teoria do “complexo edipiano” perdurou. Quase um século depois, em 1980, o autor e estudioso Jeffrey Moussaieff Masson foi nomeado Diretor de Projetos dos Arquivos Sigmund Freud e teve acesso à totalidade dos documentos de Freud. Quando Masson saiu publicamente com sua redescoberta de “A etiologia da histeria”, revelando as descobertas originais de Freud sobre o incesto, Masson foi demitido dos arquivos. O episódio é narrado em seu livro apropriadamente intitulado, The Assault on Truth , publicado em 1984 – menos de uma década antes da fundação da FMSF.
Onde estamos agora
FLash forward to today e o currículo básico do programa de Aconselhamento de Saúde Mental da NYU ainda usa um livro-texto Teorias de Aconselhamento e Psicoterapia que inclui uma seção sobre o “complexo edipiano” de Freud, sem fazer menção à palavra “incesto” em qualquer lugar em suas 824 páginas. Na verdade, este tomo não inclui uma única frase que identifique o abuso sexual como uma possível causa de sintomas psicológicos.
Afinal, a negação é uma resposta universal ao incesto. Não queremos acreditar que os humanos podem fazer coisas aterrorizantes para outros humanos – especialmente para seus próprios filhos – porque isso ameaça nosso senso de segurança no mundo. Como Judith Herman apontou em Trauma and Recovery , a história dos estudos do trauma reflete a própria experiência da memória traumática:
“O estudo do trauma psicológico tem uma história curiosa – uma história de amnésia episódica. Períodos de investigação ativa se alternaram com períodos de esquecimento. ”
Depois de serem submersos pela reação chamada de “guerras da memória”, os estudos de trauma estão atualmente tendo outro ressurgimento. Mas a academia convencional demora para se atualizar. O programa de aconselhamento da NYU, por exemplo, ainda relega o tópico do trauma a um curso eletivo de um semestre. E é facilmente possível concluir o trabalho de graduação em aconselhamento sem nunca encontrar a palavra “incesto”.
Assim, a cultura do silêncio e da dissociação em torno do mais indizível dos crimes sexuais continua viva. Mesmo na era de #METOO. É por isso que estou escrevendo este artigo para chamar #TIMESUP sobre a negação do incesto e a defesa da “falsa memória”.
Resista ao Gaslight
vocênfazer séculos de iluminação a gás projetada para manter os abusadores no poder não é uma tarefa simples. Para libertar nossas mentes e descobrir nossa própria verdade, é útil nos educarmos sobre táticas de iluminação a gás. Dra. Jennifer Freyd , cujos pais fundaram a FMSF, criou um acrônimo útil para descrever os componentes comuns das táticas de defesa de predadores sexuais:
“ DARVO se refere a uma reação que os perpetradores de atos errados, particularmente os criminosos sexuais, podem exibir em resposta a serem responsabilizados por seu comportamento. DARVO significa ‘Negar, Atacar e Reverter Vítima e Ofensor’ ”.
O que se segue é uma investigação detalhada das técnicas de iluminação a gás comumente usadas para desacreditar e minar os sobreviventes de incesto.
A decepção da “caça às bruxas”
A teoria da conspiração de que uma ampla rede de terapeutas feministas estava por trás de uma suposta epidemia de falsas acusações de incesto.
Como foi apontado por estudiosos rigorosos , nenhuma evidência real jamais foi produzida para apoiar essa teoria – nem ela resiste ao raciocínio lógico.
A retórica da “caça às bruxas” é um estratagema clássico usado para desviar a culpa dos agressores invertendo os papéis de vítima e agressor. Tem sido usado para desacreditar os críticos de Trump, os acusadores de Weinstein, os acusadores de Cosby e incontáveis ​​sobreviventes que surgiram na era #METOO e ao longo da história.
O Engano das “Falsas Acusações”
A noção de que a exoneração legal de um suposto perpetrador é prova de uma “falsa acusação” resultante de uma “falsa memória”.
A menos que você seja um ativista dos direitos dos homens ou viva debaixo de uma rocha, qualquer pessoa na idade de #METOO deve entender que a exoneração legal não é prova de que o abuso sexual não ocorreu. O sistema legal é fraudado contra as vítimas de abuso sexual, como tem sido mostrado repetidamente – mesmo em casos em que evidências físicas irrefutáveis ​​estão presentes.
O engano do “devido processo”
A noção de que as memórias de abuso sexual devem ser tratadas como acusações de tribunal e, portanto, consideradas com suspeita – mesmo em um ambiente terapêutico – a fim de honrar o devido processo para o acusado.
Embora o ceticismo geral certamente faça sentido em um tribunal, ele não é consistente com os objetivos gerais ou atitudes da psicoterapia. Imagine como seria uma sessão de terapia se o terapeuta visse todas as lembranças de um cliente com ceticismo – aniversários de infância, a perda de um animal de estimação, uma briga com um melhor amigo. Geralmente, os terapeutas são treinados para responder às memórias dos clientes com reconhecimento, empatia e curiosidade. Apenas no tópico de abuso sexual infantil os terapeutas são alertados para serem cautelosos com as “falsas memórias”.
O que sabemos sobre o abuso sexual na infância é que – como o abuso sexual adulto – ocorre em taxas epidêmicas e é grosseiramente subnotificado, mal processado e rotineiramente desacreditado. Alertar os terapeutas para serem cautelosos com memórias “falsas” de abuso reforça o status quo de descrentes sobreviventes de abuso sexual.
O engano do “testemunho retratado”
Muitos apoiadores da FMSF apontaram supostos sobreviventes de abusos que mais tarde retrataram seu testemunho como prova de “síndrome da falsa memória”. A literatura da Experimentação Somática contém sua própria versão deste dispositivo na forma de uma história frequentemente comentada sobre um homem que pensava ter sido abusado sexualmente quando criança, mas, após receber terapia SE, concluiu que seu sofrimento estava relacionado a um cirurgia de infância em vez disso.
É perfeitamente possível que uma pessoa conte uma mentira sobre o incesto e depois se retrate. No entanto, existem razões convincentes para ver as retratações com cautela. É importante entender que a retratação do testemunho – junto com a negação, minimização e supressão da memória – é um mecanismo de enfrentamento clássico de sobreviventes de incesto. Algumas das razões pelas quais os sobreviventes de incesto se retratam são semelhantes às razões pelas quais Freud se retratou de sua descoberta, que os políticos republicanos negam a verdade para se alinhar com as mentiras de Trump e que familiares de sobreviventes de incesto costumam ficar do lado do perpetrador: O medo de serem exilados do tribo e sendo alvo de retribuição pelo perpetrador.
Com isso em mente, também é importante reconhecer que a negação – seja de um suposto autor ou de uma suposta vítima – não prova a ausência de abuso. Na verdade, simplesmente não há como provar objetivamente que o abuso não ocorreu.
A decepção do “pânico satânico”
A narrativa de que, na década de 1980, os Estados Unidos foram varridos por um “pânico moral” caracterizado por delírios generalizados sobre “abuso ritual satânico” de crianças – um fenômeno sobrenatural além do reino da credibilidade.
O engano do “pânico satânico” foi elaborado para fazer os sobreviventes de abuso parecerem “loucos” ou “histéricos” – uma tática que desvia a atenção dos perpetradores ao desacreditar suas vítimas.
Embora o termo “abuso de ritual satânico” possa soar por aí, ele se refere a um fenômeno muito real e comum. O termo mais comum para esse fenômeno é “abuso organizado”. Simplificando, é a prática de grupos organizados perpetrando abusos como uma atividade tolerada, intencional e habitual. O abuso sexual infantil organizado foi documentado em grupos religiosos, cultos, escolas e outras comunidades organizadas.
Tal como acontece com o engano das “falsas acusações”, os defensores da FMSF destacaram os casos judiciais em que as acusações foram rejeitadas como uma forma de deslegitimar sobreviventes de abusos organizados.
O mais famoso desses casos foi o julgamento pré-escolar de McMartin, no qual membros de uma pré-escola administrada por uma família foram acusados ​​de abusar sexualmente de 360 crianças . Após 6 anos de processos, todas as acusações foram rejeitadas e, até hoje, o caso é apresentado pela grande mídia como uma farsa.
Isso apesar da apresentação de provas físicas durante o julgamento, da persistente afirmação das vítimas décadas depois de que foram abusadas e da descoberta de provas corroborantes de túneis subterrâneos que as vítimas descreveram como sendo usados ​​como esconderijos para os abusos.
A decepção das “famílias destruídas”
O mito de que um número epidêmico de famílias foi dilacerado por “falsas acusações” baseadas em “falsas memórias”.
Este engano é semelhante ao usado por ativistas dos direitos dos homens que acreditam que #METOO causou uma epidemia de “carreiras destruídas” para homens proeminentes. Testemunhos de sobreviventes não destroem famílias ou carreiras. Abuso sim.
A decepção da “ciência”
Membros do Conselho Consultivo da FMSF afirmaram estar interessados ​​na pesquisa da memória por motivos puramente científicos.
A pesquisa de “Falsa Memória” tem motivação política . Surgiu como uma resposta às acusações de abuso sexual e seu objetivo é inocentar o acusado, não melhorar os resultados da psicoterapia.
Elizabeth Loftus, amplamente citada como a pesquisadora de memória proeminente no campo da “falsa memória”, fez carreira defendendo em tribunal supostos abusadores de crianças por grandes somas de dinheiro. Ela própria admite que não tem experiência em trabalhar com sobreviventes de trauma em qualquer atividade clínica ou de pesquisa.
Os defensores da “falsa memória” ignoram uniformemente as amplas evidências e estudos de pesquisa que apóiam a validade de memórias reprimidas de abuso sexual na infância.
A memória reprimida é um fenômeno que também é comumente observado em sobreviventes de combates militares e outras experiências traumáticas, mas o debate sobre a memória se concentra exclusivamente no tópico mais politicamente carregado de abuso sexual infantil ( Goldsmith e Barlow ).
A decepção das “memórias implantadas”
A alegação de que os clientes da terapia são altamente sugestionáveis ​​e que “falsas memórias” – especificamente de abuso sexual – são frequentemente “implantadas” por terapeutas antiéticos por meio do poder da sugestão.
O estudo de pesquisa “Lost in the Mall” de Elizabeth Loftus é rotineiramente citado como prova dessa afirmação. Ele mostrou que os sujeitos da pesquisa podem ser manipulados para acreditar que experimentaram um evento de infância relativamente benigno que nunca realmente aconteceu (se perder em um shopping).
Existem vários buracos nesta base para a teoria das “memórias implantadas”:
Como o especialista em trauma Bessel Van Der Kolk apontou em seu livro The Body Keeps the Score , a pesquisa de Loftus não pode ser extrapolada para se aplicar a memórias traumáticas, que são bastante diferentes das memórias de eventos benignos. A memória traumática consiste não apenas em elementos narrativos, mas também em memórias sensoriais – respostas de medo emocionais e fisiológicas condicionadas que podem ser ativadas por gatilhos que lembram o sistema nervoso de um evento traumático. Nenhuma pesquisa publicada foi feita para testar se é possível “implantar” uma “falsa” memória traumática. Fazer isso seria antiético, pois exigiria que os participantes assustassem o suficiente para provocar flashbacks fisiológicos crônicos. Em outras palavras, você teria que traumatizá-los.
Além disso, Loftus descobriu que os participantes tinham muito mais probabilidade de acreditar na história do shopping se ela fosse contada por um parente mais velho do que se fosse contada por um pesquisador. Isso sugere que os pais, e não os terapeutas, têm maior influência para manipular as memórias de um indivíduo.
Além disso, um estudo sobre trauma e memória ( Elliott, 1997 ) mostrou que, entre os participantes que experimentaram uma lembrança atrasada de um evento traumático, a psicoterapia foi o gatilho menos comum para a lembrança.
Em suma, o engano das “memórias implantadas” é uma projeção. Na verdade, a manipulação de memória mais comum ocorre nas mãos de pais abusivos que usam o poder da lealdade e do medo para convencer os filhos de que isso nunca realmente aconteceu.
As “falsas memórias são inventadas para explicar os sintomas psicológicos” Engano
Uma teoria, defendida por Peter Levine e outros, que quando um indivíduo experimenta sofrimento emocional inexplicado, a mente pode criar ou se agarrar a uma “falsa memória” de incesto por causa de uma necessidade “ desesperada ” de explicar o sofrimento.
O termo “desesperado”, conforme usado aqui, é um apito de cachorro para sexismo – semelhante a palavras como “histérica” ​​que classifica as reações emocionais das mulheres à opressão e à iluminação a gás como “loucas”.
Evolutivamente, os humanos são mais propensos a aceitar as crenças que representam a menor ameaça aos nossos instintos de sobrevivência, que são programados para priorizar os laços familiares como um meio de garantir proteção e apoio que nos mantêm seguros – especialmente na infância. Essa é uma das razões pelas quais tantos sobreviventes de incesto reprimem, negam, minimizam e duvidam de suas memórias de abuso. É muito comum que os sobreviventes vivenciem períodos de lembrança tão difíceis de suportar que afastam as lembranças novamente, a fim de manter intactos os laços familiares.
A noção de que um cliente de terapia aceitaria facilmente a sugestão de um terapeuta de que foi abusado sexualmente por um dos pais simplesmente não confirma as pesquisas científicas sobre laços de apego.
O Engano “Hocus Pocus”: Falsas Representações de Memórias Reprimidas
A ideia apresentada por Elizabeth Loftus e outros apoiadores da FMSF de que memórias reprimidas são um fenômeno excêntrico inventado demais para ser real.
No livro de Loftus, The Myth of Repressed Memory , ela escreve:
“Não questiono o fato de que as memórias podem voltar espontaneamente, que detalhes podem ser esquecidos, ou mesmo que memórias de abuso podem ser desencadeadas por várias pistas muitos anos depois.”
Com base na literatura bem conhecida tanto de especialistas em trauma quanto de sobreviventes, o que foi dito acima é uma descrição bastante sólida da memória reprimida. É difícil entender, então, a insistência de Loftus de que a memória reprimida é um mito.
Isso porque a definição de memória reprimida de Loftus não é derivada de especialistas em trauma ou sobreviventes, mas sim da população em que ela está imersa: supostos perpetradores.
Os relatos dados a Loftus, detalhados em seu livro, descrevem as memórias reprimidas de abuso como chocantes, bizarras, fora de sincronia com a realidade, delirantes e totalmente sem base – de acordo com a acusada.
Permitir que os supostos perpetradores de incesto definam a memória reprimida é como permitir que Harvey Weinstein defina o trauma sexual. Os agressores têm chamado suas vítimas de loucas desde o início dos tempos. Loftus deu autoridade a esse diagnóstico.
A decepção da “precisão da memória”
A afirmação de que as memórias reprimidas e posteriormente recuperadas são menos precisas do que as memórias contínuas.
De acordo com Goldsmith e Barlow do Freyd Dynamics Lab da Universidade de Oregon e os estudos que eles citam:
“A precisão da memória geralmente não está relacionada à persistência da memória. Ou seja, as memórias contínuas das pessoas geralmente não são mais precisas do que as memórias que são esquecidas e depois lembradas. ”
O Engano do “Testemunho Ocular”
A noção de que a pesquisa que mostra a falta de confiabilidade do depoimento de testemunhas oculares pode ser extrapolada para se aplicar ao depoimento de sobreviventes de incesto.
Outra tática que Elizabeth Loftus usou para confundir o público sobre o depoimento de sobreviventes de incesto foi sua pesquisa sobre depoimentos de testemunhas em casos de crimes não familiares, mostrando que a memória é falível e suscetível a preconceitos como preconceito racial. Essa tática afetou a consciência moral dos progressistas brancos.
Embora as descobertas de Loftus tenham mérito em relação a crimes de incidente único, esta pesquisa não pode ser extrapolada para o abuso de incesto na infância, onde o perpetrador é bem conhecido da vítima, o abuso é geralmente crônico em vez de um único incidente, e o condicionamento e o preconceito causariam mais provavelmente a vítima para desviar a culpa dos pais e colocá-la em alguém com menos poder e autoridade sobre eles.
A decepção das “memórias legítimas de abuso”
Apoiadores da reação anti-sobrevivente afirmam que as memórias reprimidas são “memórias falsas” que foram “implantadas” por terapeutas – e que a propagação de “memórias falsas” mina os sobreviventes que apresentam “memórias legítimas de abuso”.
Os registros mostram que os apoiadores da FMSF usaram o termo “Falsa Memória” para desacreditar as alegações de abuso sexual de todos os tipos: abuso que o sobrevivente lembrava continuamente, abuso que foi corroborado com evidências e abuso que foi lembrado por indivíduos que não estavam vendo um psicoterapeuta.
Além disso, membros da FMSF declararam publicamente que o molestamento não é significativamente prejudicial para as crianças. Elizabeth Loftus foi citada como tendo dito que o abuso sexual de crianças ” não é um grande negócio “, e o membro fundador da FMSF, Ralph Underwager, foi citado em Paidika: The Journal of Pedophilia dizendo que sexo com crianças é uma ” escolha responsável para o indivíduo “.
O objetivo do engano das “memórias legítimas de abuso” é dissuadir os sobreviventes de se manifestarem por medo de que, se seu testemunho for desacreditado, isso prejudique todo o movimento dos sobreviventes.
O Engano do “Bem-estar do Cliente”
A literatura da FMSF afirma que seu objetivo era proteger os filhos dos acusados ​​de serem prejudicados por terapeutas antiéticos que “implantaram falsas memórias” de abuso na mente de seus clientes.
A grande maioria da literatura sobre memórias de abuso “implantadas” é escrita e distribuída por pais acusados ​​e seus apoiadores, não por clientes de terapia.
O engano “Não vá cavando”
A alegação de que é perigoso “cavar” as causas dos sintomas do trauma, porque você pode implantar uma “falsa memória” de abuso sexual.
Esse tropo é eficaz porque vincula uma verdade parcial a um engano: é verdade que pode ser prejudicial para um cliente cavar agressivamente em busca de memórias de trauma, mas o dano potencial provavelmente não será uma “memória falsa”. O que é muito mais provável é o potencial de traumatizar novamente um cliente desafiando de forma prematura ou agressiva seu mecanismo de negação.
Além disso, o que constitui “escavação” é subjetivo e influenciado pela política. Os proponentes da “síndrome da falsa memória” tendem a ver todas as perguntas sobre a história de abuso sexual como “guia” ou “escavação”, enquanto consideram outras questões históricas padrão – como história de doença ou história de suicídio – como, bem, padrão.
O engano “Você não pode diagnosticar o abuso sexual”
Esse engano depende de uma interpretação distorcida do livro seminal de recuperação do incesto, The Courage to Heal , de Ellen Bass e Laura Davis. Os apoiadores da FMSF alegaram que o livro “diagnosticou” o abuso sexual infantil como a causa universal de todos os sintomas psicológicos comuns, como ansiedade e depressão.
Publicado pela primeira vez em 1988, The Courage to Heal: Um Guia para Mulheres Sobreviventes de Abuso Sexual Infantil foi – e ainda é – um livro inovador como nunca havia sido visto antes. Ele ofereceu reconhecimento, conexão e um caminho a seguir para milhões de leitores que aprenderam pela primeira vez que não estavam sozinhos, que não eram os culpados e que a cura era possível. Rapidamente se tornou um recurso inestimável para sobreviventes de incesto e terapeutas e, como tal, o livro e seus autores se tornaram os alvos principais de ataques violentos do campo da “falsa memória”.
Bass e Davis nunca propuseram que o abuso sexual pudesse ou devesse ser “diagnosticado” como a causa dos sintomas psicológicos. Em vez disso, The Courage to Heal lista os sintomas comumente correlacionados com o abuso sexual na infância, a fim de ajudar os sobreviventes a compreender sua confusão e angústia emocional e psicológica.
Uma frase na primeira edição do livro que é frequentemente difamada pela reação anti-sobrevivente (e foi alterada nas edições posteriores) é: “Se você acha que foi abusado, provavelmente foi”.
Os backlashers interpretaram essa linha através das lentes das acusações legais e do devido processo para os acusados.
A intenção da linha, no entanto, era oferecer validação e apoio aos sobreviventes que perderam a fé em seu próprio senso de realidade devido ao medo, intimidação, iluminação a gás e negação autoprotetora.
O Engano da “Neutralidade Terapêutica”
A postura profissional de que o terapeuta deve sempre manter a neutralidade e, portanto, não importa se o terapeuta acredita ou não nas memórias do cliente.
Esse engano confunde ceticismo com neutralidade, como se duvidar das memórias fosse algo aplicado universalmente. Como o autor e sobrevivente do Holocausto Eli Wiesel escreveu:
“Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, não o atormentado.”
O engano “Lembrar não é importante para a cura”
Uma teoria, defendida por Peter Levine e outros no campo da terapia do trauma, de que a recuperação de memórias reprimidas de abuso não é importante para a cura.
Judith Herman, que trabalhou extensivamente com sobreviventes de incesto, conduziu um estudo de pesquisa em 1987 com sua colega Emily Schatzow, no qual eles puderam verificar com evidências as memórias recuperadas de sobreviventes de incesto na infância. Eles descobriram que a recuperação da memória serviu a vários propósitos terapêuticos importantes para essas mulheres:
(1) Os sobreviventes foram capazes de finalmente processar a experiência traumática.
(2) Eles foram capazes de compreender os sintomas emocionais e psicológicos que antes pareciam caóticos e incompreensíveis.
(3) Eles foram capazes de construir um sentido mais claro de identidade e de significado em sua história de vida.
(4) Alguns experimentaram uma redução dramática em certos sintomas pós-traumáticos após a recuperação da memória.
É importante que os sobreviventes saibam que a perda de memória cognitiva não precisa ser uma barreira para a cura e que as memórias somáticas por si só podem fornecer a porta de entrada para o retorno à totalidade. Mas, como o engano da “neutralidade terapêutica”, a teoria de que “lembrar não é importante” protege os perpetradores e mantém nossa dissociação social em torno do abuso sexual infantil. Manter nossa consciência coletiva submersa permite que a cultura do abuso continue. Para mudar esses padrões de gerações anteriores, precisamos acordar coletivamente e reconhecer o que aconteceu.
O caminho a seguir
Hcurar o incesto é um trabalho complexo. Freqüentemente, a supressão autoprotetora de memórias de abuso por parte de um sobrevivente se funde com a negação do agressor do que aconteceu. A combinação desses mecanismos de supressão internos e externos torna extremamente difícil para os sobreviventes confiarem em si mesmos.
No entanto, como diz o título do livro de Bessel van der Kolk, The Body Keeps the Score . Os sobreviventes carregam consigo uma sensação sentida do trauma em seu sistema nervoso, emoções, comportamentos de sobrevivência e reflexos de medo – mesmo quando a mente faz o possível para ignorar essas pistas. Além disso, os sobreviventes – como todos os humanos – carregam consigo um lugar intrínseco e inalienável de conhecimento interior que alguns chamam de “eu verdadeiro”. Um lugar que, não importa o quão profundamente enterrado, sempre pode ser devolvido.
Fazer isso sozinho, no entanto, é bastante desafiador. Abaixo estão dois guias para recuperar a autoconfiança após o abuso e a iluminação a gás: um para os sobreviventes e outro para os terapeutas que caminham ao lado deles.
Reclaiming Self-Belief – Um Guia para Sobreviventes
1. Confie em seu instinto.
Ouvir seu corpo é o caminho mais direto para o autoconhecimento. Seu corpo guarda memórias sensoriais que ele expressa por meio de sensações, emoções, reações automáticas, sintomas de dor e outras formas de expressão que frequentemente ignoramos. Prestar atenção à comunicação do seu corpo é chamado de “consciência somática”.
Se a noção de memórias corporais parece rebuscada, pense em como seu corpo responde ao fogo: sua mente pode não se lembrar da primeira vez que você aprendeu que o fogo queima, mas seu corpo se lembra de recuar e se contrair para evitar danos. Da mesma forma, quando você experimentou um evento estressante na vida no passado, sua mente pode não estar pensando nisso no presente, mas seu corpo se lembrará de se proteger contra danos sempre que for lembrado do evento estressante.
Praticar a consciência somática de forma consistente pode trazer nossa mente consciente e nossa verdade interior de volta ao alinhamento. Você pode querer começar com uma varredura corporal diária, trazendo sua atenção com delicada curiosidade para as sensações em cada parte do corpo, começando pelo topo da cabeça e descendo até a ponta dos dedos dos pés. Google “ varredura corporal guiada ” e você encontrará muitos recursos gratuitos para apoiar esta prática. Outra ótima técnica é o registro no diário. Escolha uma parte do seu corpo para ouvir, pergunte gentilmente o que você gostaria que você soubesse e, em seguida, escreva a conversa entre vocês dois. Dois recursos maravilhosos de registro em diário são o livro de Elisabeth Corey, One Voice , e o método JournalSpeak de Nicole Sachs, descrito em seu livro The Meaning of Truth .
2. Encontre sua tribo.
Identifique seus aliados: aqueles que acreditam e apoiam você, aqueles que lhe dão empatia e compreensão sem ressalvas e aqueles que podem oferecer reflexões e percepções que fortalecem seu senso de realidade compartilhada.
Nosso senso de realidade não é construído no vácuo. É uma conversa entre nossa experiência vivida e os sinais que recebemos de outras pessoas. No desenvolvimento infantil, isso é chamado de “referência social”. É o processo pelo qual os bebês entendem o mundo ao seu redor, comparando seus sentidos sentidos com as reações de seus cuidadores. Esta é uma estratégia de sobrevivência adaptativa que nos permite aprender o que é seguro e o que não é seguro. No entanto, quando um cuidador também é um agressor, a criança recebe mensagens incongruentes sobre o que é seguro e o que é inseguro, e seu senso de realidade fica distorcido.
Na idade adulta, temos a oportunidade de escolher nossos referenciais sociais. Ao escolher se cercar de pessoas que são capazes de fornecer reflexos congruentes à sua experiência vivida, você pode criar um ambiente social intencional no qual é possível desvendar as distorções e encontrar cura e clareza.
Como você saberá em quem confiar? Faça uma “verificação intestinal”. O uso da consciência somática o ajudará a identificar quando os sinais de outra pessoa são congruentes com a sua experiência sentida. Você vai sentir “em seus ossos”. Existe uma razão para dizeres como este!
3. Seja um farol.
Gaslighting é um exemplo de influência prejudicial à saúde – influência que alimenta o medo e a desconexão de si mesmo. Quando escolhemos nossa tribo, escolhemos um círculo de influência saudável que alimenta o amor e a auto-conexão. E quando espalhamos essa influência saudável para outras pessoas, amplificamos nossa cura, tanto individual quanto coletivamente.
Você pode espalhar uma influência saudável sendo um farol para os outros: compartilhando sua verdade onde possa ser ouvida por aqueles que se verão refletidos nela. Quando você abre a porta para deixar a luz brilhar em sua verdade, você também está mantendo a porta aberta para que outros compartilhem sua verdade. Ser um farol pode ser semelhante a escrever um livro, falar em um evento ou compartilhar nas redes sociais. Mas também pode parecer que você está compartilhando sua verdade com apenas um amigo de confiança que precisa ouvi-la. Não há ato de compartilhar muito pequeno para causar grandes ondulações.
Nutrindo a Auto-Crença – Um Guia para Terapeutas
Muitos sobreviventes que procuram terapia relatam uma sensação angustiada de que algo sexualmente traumático aconteceu com eles na infância e um alto nível de angústia por sua incapacidade de lembrar com certeza o que aconteceu. Muitas vezes, terapeutas bem-intencionados reagem ao sofrimento de seus clientes com frases como: “Podemos nunca saber o que aconteceu com você, mas isso não é importante para a cura.” Na minha opinião, essa abordagem reforça a dinâmica interna e externa de supressão com a qual o cliente já está lutando.
Conhecer nossa história é como nos conhecemos – por meio de nossa história familiar, nossa história étnica, política e espiritual e, sim, nossa história de abuso sexual.
Dizer a uma cliente que ela pode nunca saber o que aconteceu envia a mensagem de que conhecer sua história – e, portanto, conhecer a si mesma – não é importante para você e não deveria ser importante para ela. Também envia a mensagem de que você não acredita que ela seja capaz de se lembrar. Isso pode prejudicar a autoconfiança do cliente.
Uma resposta mais favorável seria refletir para a cliente que, se ela não consegue se lembrar no momento, existem razões internas e externas para isso: Existem forças políticas dentro das famílias e da sociedade que a encorajam a esquecer e existem mecanismos de autoproteção de esquecer também.
Um terapeuta de apoio deve encorajar o cliente a não abandonar sua busca pela verdade, mas sim a ouvir atentamente as histórias que seu corpo está contando, pois é aí que as respostas já estão. Também é importante encorajar o cliente a recuar periodicamente na busca pela verdade para descansar e ganhar perspectiva. Tal como acontece com o processo criativo, as inovações não vêm de nos forçarmos além de nossos limites. Às vezes, as maiores descobertas acontecem durante os intervalos que fazemos para cuidar de nós mesmos. Mas essas descobertas são resultado do trabalho que realizamos. É importante continuar aparecendo e fazendo o trabalho.
Quando imprecisões aparecem no testemunho de um sobrevivente, a reação anti-sobrevivente as descreve como “memórias falsas”. É de extrema importância que os terapeutas não usem esse jargão anti-sobrevivente. Um terapeuta de apoio verá as distorções de memória não como “falsas memórias”, mas sim como pistas. Como os sonhos, essas pistas são informadas pelo conteúdo emocional do que aconteceu, mesmo que o conteúdo da narrativa seja reorganizado. Em vez de ter o cuidado de evitar “memórias falsas”, os terapeutas devem acolher essas pistas para ajudar os sobreviventes a reconstruir uma narrativa coerente.
Em resumo, em vez de dizer “talvez nunca saibamos o que aconteceu com você”, os terapeutas podem dizer o seguinte: “Sabemos que algo aconteceu com você. Seus sintomas estão nos contando a história. ” Mesmo na ausência de vastas faixas de memória cognitiva, os terapeutas podem apoiar a reconstrução de uma narrativa coerente, fornecendo reflexões congruentes e empáticas da experiência do cliente e encorajando-o a confiar na verdade de suas memórias somáticas, apesar das forças internas e supressão externa. Como diz o ditado, a verdade o libertará.


(https://medium.com/fourth-wave/harvey-weinsteins-false-memory-defense-and-its-shocking-origin-story-2b0e4b98d526)

TUDO SOBRE FREUD E O ESTUDO RELACIONADO A CRIANÇA

PERFIL PSICOLÓGICO DE FREUD – VICIADO EM COCAINA…(Freud foi o primeiro na era moderna a dizer que crianças são capazes dec”seduzir” adultos sexualmente)
2. Ele tinha uma queda por cocaína
Em 1880, Freud conheceu uma droga até então pouca conhecida e ainda não ilegal, muito usada por um médico alemão para animar tropas exaustas: a cocaína. Ao experimentá-la, o austríaco sentiu seu ânimo melhorar, e distribuiu doses para amigos e para a noiva. Em 1884, chegou a escrever um artigo enaltecendo o que chamou de “substância mágica”. No entanto, quando a droga começou a se popularizar e notícias sobre vício e mortes por overdose apareceram, ele parou de advogar em favor da cocaína. Mas continuou a usá-la para enxaqueca, inflamação nasal e depressão até a metade de 1890.
(https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/09/conheca-9-curiosidades-sobre-sigmund-freud-pai-da-psicanalise.html )
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GARDENISTAS AMAM A “TEORIA DA SEDUÇÃO” DE FREUD… ele foi a mente INFERNAL que implantou a TEORIA que crianças são capazes de “seduzir” adulto, por isso que o adulto não pode ser responsabilizado pelo crime.
Só que Freud foi veemente criticado por seus pares e teve que parar com essa palhaçada
Entre 1895 e 1897, ele estabeleceu um nexo entre o abuso sexual sofrido na infância e os sintomas apresentados mais tarde por pacientes histéricos e obsessivos, configurando a denominada” teoria da sedução”.
De acordo com Freud, essa experiência era traumática para o aparelho mental incipiente da criança que, sem poder integrá-la, suprimia-a da consciência através do mecanismo de defesa que deu o nome de “repressão”.
Contudo, esta concepção traumática das neuroses, com base em uma experiência real da criança, estava fadada a ter uma vida curta, pois já em 21 de setembro de 1897 escreveu a seu amigo Fliess (Carta 69, p.350):
Tenho de te confiar o grande segredo que em mim se iluminou: já não acredito na minha neurótica (ou seja, na sua concepção sobre a etiologia das neuroses).
O que Freud havia concluído é que as cenas de sedução eram muitas vezes produto de reconstruções fantasiosas das crianças, através das quais procuravam dissimular a atividade auto erótica dos primeiros anos de vida. Por esse motivo, em 1905 ele renegou publicamente a “teoria da sedução” (Masson, 1984).
Não obstante, a literatura registra controvérsias a respeito dessa mudança de rumo por parte do pai da psicanálise, aventando a possibilidade de corresponder a um não revelado “acordo de cavaleiros” firmado por Freud com a comunidade científica para sair do ostracismo que se encontrava desde o momento em que expôs a “teoria da sedução” numa conferência na Sociedade de Psiquiatria e Neurologia de Viena, na noite de 21 de abril de 1896 (Calvi, 2005, Masson, 1984).
Consta que a recepção de suas ideias sobre a sexualidade infantil fora quase que gélida e que Freud, por conta disso, desejou que todos fossem para o inferno e, num ato de desafio aos colegas, publicou no mesmo ano o conteúdo integral da conferência com o título de A etiologia da histeria (Masson, 1984).
Contudo, seguindo a linha de 1905, quando abandonou a “teoria da sedução”, em 1910, ao descrever a situação triangular edípica, Freud colocou em destaque o parricídio nas relações entre pais e filhos.
A partir desse momento, ficou em segundo plano o interesse da psicanálise pelos sentimentos agressivos dos pais em relação aos filhos, configurando o filicídio, o qual foi definido por Rascovsky (1973) como o maltrato corporal e afetivo dos filhos mediante o abandono, a desvalorização, a superproteção, o abuso sexual, a mutilação e o assassinato, como acontece nas guerras de uma forma aceita socialmente.
(https://www.polbr.med.br/2019/11/01/o-filicidio-escondido-nas-relacoes-entre-pais-e-filhos-aspectos-psicanaliticos/?fbclid=IwAR0Rc71VIW1p4yapiHlEumdfnT8oOUoXMsTXGlXO2lh2V-oQ4fURRnHEXgA )
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MUNDO VERDADE…
EU ADORO A “JUSTIÇA BRASILEIRA” É TERRIVELMENTE BURRA E DESINFORMADA… A TEORIA DO “COMPLEXO DE ÉDIPO” DE FREUD NUNCA FOI UMA TESE DEFINITIVAMENTE ACEITA NA PSIQUIATRIA. A TEORIA DA “SAP” NUNCA FOI ACEITA NA PSIQUIATRIA MAS A JUSTIÇA BURRA ACEITA…. BURRA, BURRA E DESINFORMADA… EXATAMENTE BURRA PORQUE TEM PREGUIÇA DE LER… SIM, NÃO É BURRA PORQUE NÃO TEM INFORMAÇÃO MAS SIM PORQUE NÃO LÊ !!!
(https://super.abril.com.br/cultura/como-a-vida-de-freud-pode-inspirar-a-sua/ )
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FREUD E O ATIVISMO PEDÓFILO….

Desde o seu início, os teóricos do ativismo pedófilo tomaram como referência os estudos sobre a sexualidade infantil de pesquisadores como Sigmund Freud, Alfred Kinsey e Wilhelm Reich, e mais tarde doutros como Floyd Martinson, Alayne Yates, William Masters ou Bruce Rind, os quais têm negado ou relativizado as consequências negativas que a psiquiatria oficial e a sociedade costumam atribuir às relações sexuais entre adultos e menores, para defender cientificamente as suas teses, que se fundamentam também em eventos culturais e históricos que permitiram a aceitação social da pederastia, mesmo regulamentada, como na Grécia Antiga.[31] Ao mesmo tempo, eles sustentam que os estudos sobre as relações pederásticas estão geralmente distorcidos pelos preconceitos dos pesquisadores em relação à pedofilia e reclamam
(https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ativismo_ped%C3%B3filo?fbclid=IwAR24OpeJz8_Y209bOmVdqtFWljhsE99vARp0Jm96ffSMKdd8lFsOQUry1Ng )
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FREUD HOMEM POSSESSIVO E NARCISISTA…
Sempre obscurecida pela fama e importância do marido, Martha agora ganha voz no livro Madame Freud (Verus Editora, 210 págs., R$ 27,90), de autoria da psicanalista francesa Nicolle Rosen. Na obra (por meio de cartas trocadas com a jornalista americana Mary Huntington-Smith, personagem fictícia criada pela autora), conhecemos a esposa que abandonou a sua religião para atender ao desejo do marido e engravidou seis vezes em intervalos muito curtos (foram seis filhos em sete anos e meio) devido ao frêmito sexual do parceiro. Depois disso, entrou numa longa abstinência amorosa – Freud decidira abandonar o sexo (só com ela) para evitar novos filhos.
o fato de ele ter sido um ciumento patológico e homem apegado às formalidades. Tanto que não permitia à esposa chamar sequer o primo pelo primeiro nome. Além disso, era ateu radical e teria dado um tapa nas mãos de Martha quando a viu acendendo velas numa data religiosa. Também determinou que ela fosse cremada, embora essa idéia não a agradasse – e após a sua morte ela permaneceu fiel a todos os seus desejos. O livro também reforça a idéia de que Martha sentia ciúmes da filha Anna, única da família a seguir os passos do pai na profissão e a administradora de seu legado científico. Há outros detalhes mais prosaicos, como a queixa de que Freud não gostava de banhar-se e de que a incomodava o forte odor de tabaco e suor no leito do casal. Há também trechos dispensáveis, como o que Martha fala sobre os últimos momentos antes da morte do marido: “Eu não consegui olhá-lo sem horror. E ainda aquele cheiro terrível, até o cachorro dele se afastava.” O propósito da obra parece ser, todo o tempo, desfazer a imagem de que Martha se sentia honrada por ter vivido 53 anos ao lado de um homem tão extraordinário, como ela declarou após a morte de Freud. Mas a intenção da autora, segundo ela revelou em entrevistas, era levar ao divã, para um exercício psicanalítico, a testemunha mais fiel e confiável de Sigmund Freud.

(https://istoe.com.br/1193_A+ESPOSA+NO+DIVA/?fbclid=IwAR0SJW4phspSRmAakQnTk7YXUA0Q686R78xHlf62QXNbZZLqkyBIO39cdhs)
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FREUD TRAIU A ESPOSA COM A CUNHADA QUE ERA MAIS NOVA
Caráter: mentiroso e persuasivo.
Ménage à trois? Editar
A irmã mais nova de Bernays, Minna Bernays, era muito próxima do jovem casal e foi morar com eles na década de 1890, para estabelecer o que (de brincadeira) foi chamado de ménage à trois . [14] Sigmund e Minna às vezes passavam férias juntos; [15] e a sugestão foi feita periodicamente de que ela de fato se tornou amante de Freud. Jung, por exemplo, relatou (mais tarde na vida) que com Minna ele “soube que Freud estava apaixonado por ela e que seu relacionamento era realmente muito íntimo”. [16]
Esta afirmação foi (e é) controversa. A publicação de um registro de hotel de 1898 registrando a dupla como “Dr. Sigm Freud u frau” em um quarto duplo levou alguns estudiosos de Freud, incluindo seu defensor Peter Gay , a considerar a conjectura de Freud e Minna tendo um caso como possivelmente correta; [17] [18] outros proponentes do caso, no entanto – baseando-se em sua análise dos próprios escritos autobiográficos de Freud – acreditam que ele só foi consumado em 1900. [19]
Os oponentes apontam para a improbabilidade de tal traição acontecer entre irmãs tão próximas como Minna e Martha, especialmente dados os costumes da época; [20] e para a possibilidade menos sensacional do hotel simplesmente estar cheio no horário. [21] Enquanto se aguarda a publicação da correspondência Freud / Minna para o período de 1893–1910, a verdade por trás de tais especulações pode não ser conhecida com certeza. [22]
O que parece certo é que a própria Martha de maneira alguma sabia ou era conivente com esse tipo de caso. Freud a descreveu como totalmente boa, onde ele e Minna eram mais obstinados e selvagens; [23] e para melhor ou pior seu compromisso com a moralidade convencional, deveres domésticos e valores familiares é claro. [24] (Seu marido também chocou André Breton por sua falta de boemia , [25] e considerou uma mulher sexualmente promíscua como “simplesmente uma Haderlump [uma maltrapilha]”. [26] ) A atitude de Martha para com a infidelidade talvez seja mais bem ilustrada pela reação dela ao amigo Stefan Zweigdeixando sua esposa Frederica por uma mulher mais jovem: seis anos após a morte de Zweig em 1942, Martha escreveu à viúva que ela ainda se ressentia da “infidelidade de nosso amigo a você!” [27]
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Rumores de uma ligação romântica entre Freud e sua cunhada, que vivia com os Freud, persistem há muito tempo, apesar das negativas ferrenhas dos partidários de Freud. O psicanalista suíço Carl Gustav Jung, discípulo de Freud e mais tarde seu arquirrival, afirmou que a Srta. Bernays confessou um caso com ele. (A alegação foi rejeitada pelos freudianos como malícia da parte de Jung.) E alguns pesquisadores até teorizaram que ela pode ter engravidado de Freud e ter feito um aborto.
A esposa de Freud, Martha, sabia de sua viagem com a Srta. Bernays, se não de sua natureza. No mesmo dia em que Freud assinou o livro-razão do hotel, enviou à esposa um cartão-postal contando com uma rapsódia sobre as geleiras, montanhas e lagos que o casal havia visto. No cartão, publicado na correspondência coletada de Freud, ele descreveu seus alojamentos como “humildes”, embora o hotel pareça ter sido o segundo mais luxuoso da cidade.
A evidência é persuasiva o suficiente para Peter Gay, o biógrafo de Freud e cético de longa data sobre o que ele chamou de “o assunto Minna”, dizer que agora ele está inclinado a revisar seu trabalho de acordo com isso.
“Isso torna muito possível que eles tenham dormido juntos”, disse ele. “Isso não torna ele ou a psicanálise mais ou menos corretos.”
A revelação também deve reacender um antigo debate sobre a vida pessoal de Freud. O pai da psicanálise, cujo 150º aniversário foi comemorado este ano, investigou os mais obscuros impulsos sexuais e segredos da psique. Mas os estudiosos ainda argumentam sobre o quão escrupuloso Freud foi em seu próprio comportamento.
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Dificilmente para o Sr. Swales. Em um artigo de jornal de 1982, ele argumentou que a história de Freud sobre o episódio de esquecimento de um jovem em seu livro de 1901, “The Psychopathology of Everyday Life”, era na verdade uma autobiografia mal disfarçada, expondo o próprio alarme de Freud sobre uma gravidez inconveniente.
Desde então, disse Swales, ele rastreou uma viagem de Freud e da Srta. Bernays em 1900 à cidade austríaca de Meran, onde ela pode ter feito um aborto, ficando misteriosamente doente após retornar a Viena.

(https://en.m.wikipedia.org/wiki/Martha_Bernays?fbclid=IwAR1QP5cMRbfu5PiVgV8D1Cu6ghpHa49OwU4NboffJalY7EWyU2MlIiS7hME)
(https://www.nytimes.com/2006/12/24/world/europe/24iht-web.1224freud.3998915.html?pagewanted=all&fbclid=IwAR1DwrmodexjSv1FSITueWKbTNVxkkcyepyK-pqjXTXqYU96eZy5WM4fsjA)

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2 – A teoria da libido e a teoria pulsional
A teoria pulsional é um dos temas mais relevantes da psicanálise. As investidas de Freud a fim de buscar o entendimento, compor, relacionar e distinguir os conceitos que demarcam suas descobertas é extensa e sinuosa, repletas de ir e vir. Nos quais, o estilo de escrita assemelha-se a um diálogo reflexivo consigo mesmo.

Os escritos do autor compunham de forma não linear a descrição de suas descobertas à medida que se sucediam e, por percorrer caminhos nunca antes tracejados por nenhuma outra ciência, são marcados pela forma da própria composição do pensamento do autor. Nos quais, a descrição das reflexões sobre descobertas e caminhos tracejados iam configurando, concomitantemente, texto e teoria.

Ao longo de sua busca incessante na compreensão, análise, descrição e comparação dos conceitos a respeito do que se conhece hoje como a teoria pulsional, pode-se dizer que Freud desenvolveu duas teorias. Ou, que a primeira evoluiu para a segunda.

Embora Freud descreva suas primeiras inquietações sobre a sexualidade e a libido em 1905, pode-se dizer que a primeira teoria, que por alguns autores também é denominada como Teoria da libido. Esta foi composta nos escritos intitulados As pulsões e seus destinos (1915/1996).

Tal elaboração interpreta as pulsões estabelecendo uma divisão entre as pulsões do ego e pulsões sexuais, nas quais as pulsões do ego seriam responsáveis pela manutenção do indivíduo. Enquanto as pulsões sexuais representariam a necessidade de manutenção da espécie humana:

“Propus que se distingam dois grupos de tais instintos primordiais: os instintos do ego, ou autopreservativos, e os instintos sexuais”. (FREUD, 1915/1996, p.139)

Forças contrárias
Como descrito anteriormente e evidenciado no excerto, antes de cunhar o conceito de pulsão, Freud considerou, inicialmente, que as forças que impeliam o indivíduo a ações poderiam ser classificadas como instintos. Sendo estes de origem primitiva e podendo ser divididos entre instintos do ego e instintos sexuais.

De acordo com o autor, estes instintos teriam propósitos distintos, os de autopreservação tinham a função de preservar a existência individual. Ou seja, do ego, enquanto que os instintos sexuais buscavam satisfação sexual e ficariam a cargo da preservação da espécie.

Por esta razão, esta delimitação permite considerar que ambos instintos corresponderiam ao princípio de prazer e atuariam na unificação, investimento e preservação da vida. Justamente por conta deste modo de interpretação, Freud posteriormente passará a denominar tanto os instintos de autopreservação como os sexuais como pulsões de vida, reconhecidos também como Eros.

Mas, como não existem soluções simples para problemas complexos, à medida que Freud apontava uma explicação possível para suas inquietações, sobrepunha-a prontamente com algumas insatisfações. Como, por exemplo, em relação às incertezas que ele mesmo se deparava por tatear às cegas caminhos inéditos – enfatizando que não hesitaria em abrir mão do recém descoberto à medida que encontrasse explicações mais convincentes para os fenômenos analisados.

Assim fez. Como não se mostrava muito convencido com suas próprias formulações acerca dos instintos de autopreservação e sexuais, seguiu pesquisando. As descobertas posteriores em relação a este tema fizeram então a teoria da libido evoluir.

Evoluindo para uma segunda teoria, ou a teoria pulsional. Considerando que o enfoque deste texto reside mais no que se refere ao avanço da teoria pulsional do que na teoria de libido, considera-se a primeira versão da teoria pulsional suficientemente explanada. Isso, para que seja possível passar para as análises seguintes.

Autopreservação x instintos sexuais e o Mito de Thanatos
Sendo assim, a pergunta que se faz urgente é: ora, mas porque Freud passará a denominar tanto os instintos de autopreservação como os sexuais como pulsões de vida ou Eros?

Justamente porque Freud depara-se com uma descoberta que evidencia que o funcionamento psíquico é mais complexo do que inicialmente imaginara. Passando, assim, a considerar que o psiquismo é composto não apenas por mecanismos que impelem à preservação da vida e da espécie. Mas, sim, por mecanismos antagônicos expressos por forças opostas às de vida, nas quais enquanto uma corrente impele para a ação, a outra impele à inanição.

Segundo a nova e surpreendente interpretação do autor em relação aos temas investigados, o mecanismo dual do psiquismo se expressa também por forças que vão além do princípio de prazer. Quais sejam: as pulsões de morte ou Tânatos / Thanatos.

Isso posto, antes de dar prosseguimento à análise, cabe agora descrever detalhadamente o modo como Laplanche e Pontalis descrevem as pulsões de vida: “Grande categoria de pulsões ” – em que Freud contrapõe, na sua última teoria, às pulsões de morte. Elas tendem a construir unidades cada vez maiores, e a mantê-las.

Pulsões de vida
As pulsões de vida, também designadas pelo termo Eros, abrangem, não apenas as pulsões sexuais propriamente ditas, mas ainda as pulsões de autoconservação. (LAPLANCHE e PONTALIS, 1967, p.537).

Os referidos mecanismos, descritos em Além do princípio de prazer (FREUD,1920/1996), expressam que Freud reeditou suas descobertas. As nomeações de suas teorias ficaram a cargo de terceiros.

Por esta razão, considera-se que mais vale o teor das teorias e as razões que levaram Freud a repensar. Além de ampliar seu leque conceitual do que as classificações posteriores atribuídas a elas referentes às pulsões agregando em uma moção única os instintos do ego e sexuais – renomeando como pulsões de vida.

Esta nova nomenclatura e a junção dos impulsos de autoconservação e sexuais justifica-se porque Freud descobriu que estas classes de pulsões sofrem impulsos contrários. Esses, aos impulsos de agregação – sugerindo, assim, o que o autor denominou como pulsões de morte ou Thanatos.

Do ponto de vista descritivo, embora as pulsões de morte também fossem responsáveis por demandas primitivas tais como as pulsões de vida. Enquanto as pulsões de vida buscavam a ação, a catexia, o investimento e a unificação, as pulsões de morte estariam associadas à tendência do organismo a eliminar a tenção, à ausência de estimulação.

(https://www.psicanaliseclinica.com/mito-de-thanatos/)